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Centro de Ensino Médio Rui Brasil lança mais um livro de poemas nesta sexta-feira, 28

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O Centro de Ensino Médio Rui Brasil Cavalcante, localizado em Miranorte, lança nesta sexta-feira, 28, o livro “Raízes Literárias”, com poemas e fábulas de autoria dos estudantes, professores e de escritores convidados. O lançamento e a sessão de autógrafos ocorrerão às 19 horas, no pátio da escola, com a presença de toda a comunidade escolar, convidados e familiares. O Governo do Estado por meio da Secretaria da Educação (Seduc) desenvolve o Programa de Fortalecimento da Educação (PROFE), que uma de suas ações é promover mais leituras e produções de textos.

A coordenadora da área de Linguagens, Wislyana Ferreira Santos, destacou que esse projeto de produção, edição e lançamento do livro é responsável por integrar a comunidade escolar e escritores regionais. Com esta, a escola coleciona cinco obras publicadas que são: Sinergia – Poemas e contos, lançado em 2017; Rabiscos D`Alma – poemas e contos, lançado em 2019; Entrelinhas: memórias e contos, em 2023; Páginas e vidas, poesias e crônicas, de 2024. E a mais recente, Raízes Literárias – poemas e fábulas, de 2025.

Projeto Ler é um prazer

Os livros publicados fazem parte dos trabalhos desenvolvidos durante o ano letivo, como parte do projeto “Ler é um prazer, sim!”. Durante as aulas, os estudantes leem livros diversos, fazem as resenhas de leitura e participam de debates sobre o que leram. Depois, a escola lança um edital do Concurso Literário do CEM Rui Brasil, que seleciona os melhores textos para o livro. Além disso, a escola promove um encontro dos estudantes com escritores regionais.

A professora Wislyana explicou como funciona o processo criativo no CEM Rui Brasil. “Ao longo do ano, os estudantes leem obras diversas da literatura brasileira, tocantinense, indígena e africana. E ao concluir as leituras, os alunos produzem resenhas críticas, fichas e memoriais. Logo após, os estudantes são envolvidos em uma apresentação sistematizada, em que cada um faz a exposição dos pontos relevantes, assim como apresentam o posicionamento crítico com relação ao texto lido. Esse processo quebra a timidez e o medo de se expor, comum entre os estudantes do ensino médio”, explicou.

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Wislyana destacou o aprimoramento do projeto que acontece ao longo dos anos. “Percebemos que todas as bibliografias lidas, analisadas e as construções dos textos contribuíram para a formação de jovens leitores e escritores autônomos, competentes e críticos, uma vez que os temas abordados contemplavam assuntos relacionados às questões culturais e históricas do município de Miranorte, do Estado do Tocantins e de relevância nacional, bem como temáticas relacionadas às questões ambientais, sociais, raciais, políticas, de gêneros ou sentimentais”, esclareceu.

O edital de seleção dos textos é sempre aprimorado. E neste ano, foi publicado nas redes sociais da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e da escola. Após a divulgação do edital, a unidade escolar reforça o estudo dos gêneros literários, orienta a produção dos alunos e acontecem as fases de correção e revisão de todos os textos criados. Uma comissão responsável seleciona os trabalhos que também são ilustrados.

Lançamento

E escola capricha no evento de lançamento do livro, que sempre conta com a presença de representantes da Seduc, da Superintendência Regional de Educação de Miracema e de autoridades locais. A noite de autógrafos já é uma referência na escola, é um evento que envolve toda a comunidade local.

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E dos livros já lançados, a professora Wislyana elege um que se destacou pelo momento que a sociedade estava passando. “O livro “Entrelinhas” foi um grande desafio, principalmente por ter nascido ainda sob o efeito devastador da pandemia da Covid-19 sobre os estudantes e educadores. E quando a obra estava pronta, foi gratificante perceber o brilho nos olhos e a sensação de dever cumprido, de orgulho e satisfação, tanto por parte dos estudantes quanto dos familiares e, claro, dos docentes de Língua Portuguesa, que não mediram esforços para realizar a ação”, comentou.

O estudante Thiago Gomes Resplandes, 18 anos, da 3ª série do ensino médio, escreveu uma fábula e fala de suas inspirações. “Eu abordei a história do tigrinho, mostrando de um jeito leve e crítico como esse tipo de situação influencia as pessoas e o cotidiano”, contou.

Sobre a sua participação no livro, Thiago destacou a sua satisfação. “Ter um texto publicado no livro Raízes Literárias representou muito para mim. Foi uma oportunidade de ver meu texto publicado e de participar de um projeto importante da escola”, frisou.

A estudante Hellen Karolyne Souza Carvalho, 17 anos, da turma da 2ª série do ensino médio, falou do seu processo de criação. “Eu escrevi um poema e fiz algumas ilustrações. Eu abordei a dificuldade do autoconhecimento para os jovens no caminho de encontrar qual profissão seguir”, contou.

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EDUCAÇÃO

Novo PCCR da Educação consolida avanços na valorização e fortalecimento da carreira dos profissionais

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Após mais de dez anos sem atualização do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da Educação, os professores da rede estadual de ensino do Tocantins podem celebrar mais um avanço e conquista no magistério. A lei que dispõe sobre o novo PCCR da Educação foi sancionada nesta quinta-feira, 27, pelo governador Laurez Moreira, em cerimônia realizada no auditório da Escola Estadual Professora Elizângela Glória Cardoso, em Palmas.

O projeto, encaminhado à Assembleia Legislativa em 15 de outubro, Dia do Professor, foi aprovado por unanimidade pelos deputados estaduais no último dia 7 de novembro e, agora, entra em vigor com efeitos financeiros previstos já para o mês de dezembro. O texto da lei será publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 27.

O novo PCCR atualiza o quadro de vencimentos e organiza conforme a titulação dos profissionais. O plano beneficia diretamente 8.208 professores concursados da rede estadual, sendo 3.621 em estágio probatório e 4.587 efetivos estabilizados, além de 6.533 servidores inativos aposentados por paridade.

Emocionada com a conquista, a professora Adriana de Paula, servidora de carreira, conta que este é um dia histórico para os professores. “A emoção me deixa trêmula na fala, mas a gratidão por viver, presenciar e aplaudir esse momento de luta e engajamento de todos os colegas e, principalmente, o olhar humanizado da gestão e um olhar direcionado para o docente. Porque a valorização da educação não são só prédios, é, principalmente a valorização do ser humano, das pessoas que dão seu sangue para transformar a vida”, disse.

O governador Laurez Moreira destacou que o novo PCCR simboliza o compromisso do Governo com a valorização dos profissionais da Educação e com o futuro do Tocantins. “Este plano é fruto de muito estudo e responsabilidade fiscal. Fizemos os ajustes necessários para garantir que a valorização dos nossos professores se tornasse realidade ainda neste ano. Investir em Educação é preparar um novo futuro para todos, e essa é uma das prioridades do nosso governo”, afirmou o governador.

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O secretário de Estado da Educação, Hercules Jackson Moreira Santos, também destacou o impacto do novo plano para a carreira docente. “Este momento mostra que com muito esforço, diálogo e propósito educacional, a valorização acontece. O novo PCCR fortalece a carreira, estimula a formação continuada e reconhece o papel essencial dos professores. É uma conquista que reforça a educação como prioridade do Governo do Tocantins”, ressaltou.

Novo PCCR da Educação

A tabela está organizada conforme a titulação do professor, com 13 referências horizontais (da A à M), além das quatro verticais. O PCCR estabelece percentuais fixos para as evoluções na carreira. A progressão horizontal passa a representar acréscimo de 7% entre referências, enquanto a progressão vertical corresponde a um acréscimo de 9% entre níveis, regras que garantem maior previsibilidade às etapas de desenvolvimento profissional.

Na tabela atual, um professor da educação básica nível I-A tem remuneração inicial de 6.130,70 e final de R$8.740,81. Com o novo PCCR, a remuneração de um professor de mesmo nível chegará ao final da carreira no valor de R$13.807,50, o que representa um aumento de quase 58% em relação ao valor anterior.

No nível IV – M, que corresponde ao topo da carreira funcional, os vencimentos chegam a R$17.881,13, o que representa uma variação positiva de até 61%. Além dos professores da educação básica, o quadro de professor normalista e o quadro transitório do magistério também tiveram reajustes proporcionais.

Marcos Malheiros, professor aprovado no último concurso da rede estadual, conta que a atualização das tabelas de referências é um incentivo para a categoria. “É um marco e uma luta que vem se desempenhando há muito tempo. Eu acho isso muito importante para incentivar a classe, não só individualmente, mas também coletivamente. E eu espero crescer cada vez mais nesse novo momento para a educação do Estado do Tocantins”, pontuou.

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A lei também garante o direito à progressão funcional, mediante avaliação periódica, para todos os professores, inclusive os cedidos ou colocados à disposição. Uma conquista celebrada pela Egiane Moraes, professora da rede estadual há mais de 20 anos e que já foi cedida para outro órgão público. “É um avanço muito importante para nós, estamos muito felizes. É um PCCR com extensão de direitos e com extensão de valores. Estávamos muito ansiosos por este dia”, celebrou Egiane.

Outra conquista é a inclusão da licença remunerada para qualificação profissional em programas de mestrado e doutorado, no Brasil ou no exterior, sem prejuízo na contagem de tempo e na progressão funcional.

A legislação também disciplina a distribuição das horas-atividade do professor, determinando que 40% da jornada seja destinada ao planejamento e às atividades pedagógicas. Desse total, metade deve ser cumprida na unidade escolar e a outra metade pode ser realizada em local de livre escolha do profissional.

A nova lei institui o benefício conhecido como “descanso de voz”, que reduz a carga de regência de 28 para 24 aulas semanais, sem prejuízo na carreira ou na remuneração. O direito é destinado a professores com 20 anos de regência, no caso das mulheres, e 25 anos para os homens, conforme critérios definidos pela legislação.

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