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Polícia Civil promove reencontro de duas irmãs que estavam separadas há mais de 40 anos

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A  atuação da Polícia Civil do Estado do Tocantins foi preponderante para que duas irmãs, separadas há mais de 40 anos, pudessem restabelecer contato e voltar a conversar. O reencontro, mesmo que de forma virtual, foi possível após ação dos oficiais investigadores Thiago Andrade e Júnior Mendes, os quais após ouvir o relato de umas das irmãs, que mora na cidade de Palmeirante, se prontificaram a auxiliar na missão a fim de reaproximar as duas irmãs.

Separadas ainda crianças, o encontro entre elas aconteceu por meio de uma ligação de telefone celular e foi motivo de muita emoção, tanto para as irmãs, quanto para os policiais civis envolvidos na missão especial. A investigação que uniu novamente as duas foi rápida e teve início na última terça-feira, 26, quando Joana Pereira da Silva, de 43 anos, moradora da Zona Rural de Palmeirante, procurou a Central de Atendimento da Polícia Civil, em Colinas do Tocantins, a fim de registrar um Boletim de Ocorrência sobre outra situação.

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Na ocasião, ela comentou com o oficial investigador de Polícia Civil responsável pelo atendimento, Antônio Thiago de Andrade, que há cerca de 40 anos não via sua irmã e que tinham sido separadas ainda na infância. Ela também ressaltou que a última notícia que tinha da irmã era de que estaria residindo em Brasília -DF, mas sem saber o local exato.

Desse modo, o que seria um simples registro de ocorrência, se transformou em uma missão que  pudesse levar ao reencontro das duas irmãs, separadas ainda pequenas. Assim, já no atendimento preliminar, na Central da PCTO, em Colinas, foi possível localizar o CPF da irmã de Joana e  comprovar que, de fato, ela residia em Brasília.

Com o auxílio da Polícia Civil do Tocantins, o oficial investigador Júnior Mendes, por meio de contato com o Núcleo de Inteligência do Departamento de Trânsito (Detran) do Distrito Federal, conseguiram obter o número do contato telefônico da irmã de Joana.

Surpresa e emocionada, Joana conseguiu ligar e conversar com a irmã que não via há mais de 40 anos. Após restabelecer o contato, Joana retribuiu o empenho e dedicação dos policiais civis Thiago e Júnior, por meio de um aúdio em que, de maneira emocionada, agradece aos dois oficiais investigadores e a toda a Polícia Civil do Tocantins, pela ajuda recebida, que para ela, foi um verdadeiro presente de final de final de ano, poder voltar a ter contato com sua irmã que não via desde que era um criança de menos de 3 anos.

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O final feliz da missão especial também trouxe grande satisfação e alegria aos dois policiais civis que puderam contribuir de forma célere para que o caso pudesse ser solucionado tão rapidamente e ter um final feliz a uma cidadã que já tinha perdido as esperanças de reencontrar sua irmã.

Os policiais civis também agradeceram ao Núcleo de Inteligência do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, que prontamente auxiliou na missão especial da busca pela irmã desaparecida de Joana.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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