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Secult apoia Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, que será realizado em Palmas

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A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) integra a realização do Encontro Regional Centro-Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), que ocorre entre os dias 1º e 3 de julho, no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas. O evento reúne representantes de 11 estados das regiões Norte e Centro-Oeste para promover o intercâmbio de experiências, fortalecer a participação social e ampliar o debate sobre as políticas públicas culturais.

Realizado pelo Comitê de Cultura no Tocantins e pela Federação Tocantinense de Artes Cênicas (Fetac), em correalização com o Ministério da Cultura (MinC), Universidade Federal do Tocantins (UFT), Fundação Cultural de Palmas (FCP) e Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o encontro contará com palestras, painéis temáticos, rodas de conversa, formações, apresentações artísticas e espaços de diálogo entre gestores públicos, agentes culturais, artistas, pesquisadores e representantes da sociedade civil.

Para o secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, a participação da Secult busca o fortalecimento das políticas culturais e da gestão compartilhada. “Colaborar com um encontro dessa dimensão é importante para o Governo do Estado e demonstra a valorização da cultura e o fortalecimento do diálogo entre poder público e sociedade civil no Tocantins,” disse.

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Conforme o coordenador-geral do Comitê de Cultura do Tocantins, Kaká Nogueira, sediar o encontro representa um marco para a consolidação das políticas culturais no estado e para o fortalecimento da participação social. “Receber representantes de onze estados em Palmas destaca o protagonismo que o Tocantins vem assumindo na construção das políticas públicas de cultura. Mais do que um encontro institucional, este será um espaço de escuta, troca de experiências e construção coletiva, onde artistas, gestores e comunidades poderão pensar juntos os caminhos da cultura brasileira,” comentou.

Interessados em participar das atividades realizadas durante os três dias de programação devem se inscrever por meio do link.

Programação

Entre as atividades estão o 3º Encontro dos Gestores Municipais de Cultura do Tocantins, a reunião dos Coordenadores dos Escritórios Estaduais e Comitês de Cultura da Região Centro-Norte, o 1º Encontro dos Conselhos de Cultura do Tocantins, dentre outras.

Durante os três dias de evento, os participantes discutirão temas como comunicação popular, direitos culturais, acessibilidade, cultura popular e tradicional, audiovisual, Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) e mecanismos de incentivo à cultura. O encontro também prevê atividades formativas e emissão de certificados aos participantes.

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A programação inclui ainda apresentações culturais que evidenciam a diversidade artística tocantinense, fortalecendo o intercâmbio entre os estados participantes e valorizando as expressões culturais da região Centro-Norte.

Programa Nacional dos Comitês de Cultura

O Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), coordenado pelo Ministério da Cultura, busca fortalecer a participação social na formulação e acompanhamento das políticas culturais brasileiras. Os Comitês de Cultura atuam como espaços permanentes de articulação entre agentes culturais, organizações da sociedade civil e poder público, promovendo ações de formação, mobilização e acesso às políticas públicas culturais em todo o país.

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CULTURA

Memorial Coluna Prestes volta a receber visitantes com atendimento ampliado

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Umas das profissionais técnicas responsáveis pelas visitas guiadas no Memorial Coluna Prestes, Fabíola Gomes, conta que desde que abriu o espaço já recebeu diversos visitantes. “O memorial é um importante espaço de preservação da história aqui em nosso estado, desde a reinauguração, muitos turistas e moradores visitam de forma espontânea; estamos à disposição para atender a comunidade mediante visitas guiadas, de escolas ou grupos, ou até mesmo visitas espontâneas,” comentou.

Funcionamento e agendamentos

O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h; aos sábados, das 9h às 17h; e em feriados e pontos facultativos, das 9h às 17h. Durante todo o período de atendimento, o público conta com acompanhamento de um servidor responsável pela mediação e visita guiada ao espaço.

Grupos escolares, instituições de ensino e demais interessados podem agendar visitas previamente por meio da Gerência de Acervos e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, pelo e-mail [email protected].gov.br ou pelo telefone/WhatsApp (63) 98511-0037.


Acervo

Localizado na Praça dos Girassóis, em Palmas, o Memorial Coluna Prestes é dedicado à preservação da memória da marcha da Coluna pelo território tocantinense. Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 2001, o espaço reúne documentos, fotos e objetos do período da marcha.

A escultura em bronze do Cavaleiro da Luz, de Maurício Bentes, em homenagem a Luís Carlos Prestes, é um dos destaques do local. O memorial conta com teatro de bolso, sala de exposições e espaços educativos e culturais e abriga um importante acervo histórico composto por fotografias, documentos, objetos e registros que preservam a memória da passagem da Coluna Prestes pelo antigo norte de Goiás, atual Tocantins.

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O espaço proporciona aos visitantes uma imersão em um dos mais relevantes episódios da história política e social brasileira, contribuindo para a valorização do patrimônio histórico e da memória nacional.

Coluna Prestes

A Coluna Prestes foi um movimento político-militar ocorrido entre 1924 e 1927 liderado pelos tenentes Luís Carlos Prestes e Miguel Costa. Surgiu da insatisfação de jovens oficiais do Exército com o sistema político da Primeira República, marcado pelo domínio das oligarquias estaduais, fraudes eleitorais, corrupção e concentração de poder.

O movimento teve como marco inicial a Revolta do Forte de Copacabana, ocorrida em julho de 1922, no Rio de Janeiro. Na Praça dos Girassóis, em Palmas, o Monumento aos 18 do Forte de Copacabana representa os 18 militares que enfrentaram as forças legalistas. Na época, apenas dois sobreviveram: os tenentes Antônio de Siqueira Campos e Eduardo Gomes. Prestes, embora não tenha participado diretamente por estar doente, fazia parte do mesmo grupo de oficiais insatisfeitos que buscavam reformas estruturais no país. A revolta inspirou diretamente a criação da Coluna Prestes.

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Em 1924, uniram-se em Foz do Iguaçu a Coluna paulista, liderada por Miguel Costa, e a Coluna gaúcha, sob a liderança de Prestes. Com cerca de 1.500 homens, marcharam por aproximadamente 24 mil quilômetros, atravessando 13 estados brasileiros. Em dois anos de marcha, enfrentaram tropas do Exército, forças policiais e jagunços, em mais de 50 confrontos armados.

O grupo buscava mobilizar a população em prol de reformas sociais e políticas. Cerca de 50 mulheres também acompanharam a marcha, atuando em funções de apoio e, em alguns casos, participando das ações militares. Em 1927, sem alcançar os objetivos imediatos, os líderes decidiram cruzar a fronteira com a Bolívia e seguiram para o exílio.

Apesar de não ter derrubado o regime da época, a Coluna Prestes teve papel importante no desgaste da República Velha e influenciou reformas posteriores, como a criação da Justiça Eleitoral e o voto secreto. A marcha permanece como um dos episódios mais emblemáticos da história política e social brasileira no século XX.

A Coluna Prestes passou pela região que hoje corresponde ao estado do Tocantins a caminho do Nordeste. Oriunda de Goiás, percorreu localidades do norte goiano, como Arraias, Natividade, Porto Nacional, Tocantínia e Pedro Afonso.

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