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Encerramento do Balé Popular do Tocantins transforma o palco em um mosaico de cores, culturas e emoções

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O Balé Popular do Tocantins encerrou nesse domingo, 7, em Palmas, mais uma temporada marcada por encantamento, sensibilidade e celebração da diversidade da dança. Durante três noites, os bailarinos conduziram o público por uma viagem poética com o tema Cores do Mundo. Dança, teatro e projeções visuais se entrelaçaram para criar uma travessia sensorial em que tradições, paisagens e sentimentos ganharam vida diante de uma plateia emocionada.

Desenvolvido pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o espetáculo reuniu centenas de bailarinos dos seis polos do projeto. No dia 5, primeiro dia, se apresentaram os estudantes do Colégio Girassol de Tempo Integral Rachel de Queiroz, da Escola Estadual Frederico José Pedreira Neto e da Escola Estadual Cívico-Militar Vila União. No sábado, 6, foi a vez dos bailarinos da Escola Estadual Professora Elizângela Glória Cardoso. O encerramento, nesse domingo, contou com a energia dos integrantes do Colégio Militar Senador Luiz Maya e do Colégio Militar – Unidade I, fechando a programação em grande estilo.

O gerente de Arte e Manifestações Culturais da Seduc, Josafá Miranda, reforçou o caráter educativo e transformador da iniciativa. “A arte transforma. Este espetáculo é resultado de um ano inteiro de dedicação e mostra o quanto a dança desenvolve sensibilidade, disciplina e autoestima nos nossos estudantes. O Balé Popular é uma referência dentro da rede estadual e o espetáculo de fim de ano consolida a importância da dança como ferramenta de desenvolvimento para cada um dos nossos integrantes”, destacou.

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Emoção no palco e na plateia

A performance dos estudantes no palco emocionou a plateia. Liu Moreira reuniu toda a família para acompanhar a apresentação da bailarina Maria Rosa Moreira e destacou o valor do projeto. “Acho maravilhoso o Balé Popular. Minha filha dança desde os cinco anos e ver o quanto ela se dedica é muito emocionante. É um projeto muito bonito, com muitas pessoas envolvidas. O espetáculo é um momento de reconhecimento do empenho deles, mas também de toda a equipe envolvida”, enfatizou.

A emoção tomou conta também dos bailarinos. Ana Lívia Lopes, do polo da Escola Estadual Frederico José Pedreira Neto, participa do Balé Popular há três anos e celebra cada apresentação como um novo começo. “Eu amo dançar porque posso me expressar. A cada ano, participar do espetáculo traz uma sensação maravilhosa. Neste ano, o público elogiou bastante a mistura de danças de diferentes continentes. Dedicamos muito para trazer o melhor da dança para o palco”, relatou.

O encerramento também trouxe homenagens. Há dez anos no projeto, a bailarina Isabella Costa Siqueira recebeu o carinho especial da mãe, Mônica Ferreira da Costa, que acompanhou sua trajetória desde o início. “Sempre acreditei no potencial dela. Muitos aqui viram a Isabella crescer com o Balé Popular na dedicação e no amor pela dança. Ver a mulher que ela se tornou é gratificante. A dança move a vida dela”, afirmou.

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Ao final da última sessão, Jefferson Marques agradeceu às famílias e aos professores pelo apoio durante todo o ano. Segundo ele, o brilho no palco é fruto de muitas mãos. “A maior realização para cada um desses bailarinos é dançar para o público e, mais uma vez, finalizamos o espetáculo com excelência. O Balé Popular continua crescendo graças ao empenho de cada família, de cada profissional que caminhou conosco em 2025 e ao compromisso da Seduc em manter vivo esse projeto que oferece aulas gratuitas e que transforma a vida de tantos jovens por meio da dança, da cultura, da arte”, concluiu.

Ação beneficente

O espetáculo manteve o tradicional ingresso solidário, com a troca por 1 kg de alimento não perecível. Todos os produtos arrecadados serão destinados a instituições filantrópicas que atendem famílias em situação de vulnerabilidade social.

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CULTURA

Artesanato feito com babaçu revela a força cultural das quebradeiras de coco no Tocantins

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O ofício das quebradeiras de coco babaçu foi reconhecido como manifestação da cultura nacional nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará, por meio da Lei nº 15.431, publicada no Diário Oficial da União no último dia 11 de junho. A medida valoriza uma atividade marcada pela transmissão de saberes entre gerações e diretamente ligada à preservação ambiental, à economia popular e à identidade cultural de comunidades tradicionais.

O Tocantins está entre os principais produtores de amêndoa de babaçu do Brasil. Na região do Bico do Papagaio, a extração possui grande relevância econômica para comunidades locais, especialmente para mulheres que mantêm os saberes vivos. No Estado, a atividade tem forte relação com o artesanato. Do coco são extraídas, além do azeite e das castanhas, as palhas, cascas e demais matérias-primas para a produção de biojoias, utensílios, objetos decorativos e outros produtos confeccionados pelas artesãs locais.

Para o secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, o reconhecimento do ofício é uma importante conquista para a cultura tocantinense. “Esse reconhecimento é uma conquista para as quebradeiras de coco e para todos que fazem parte dessa cadeia produtiva. O trabalho dessas mulheres carrega história, conhecimento tradicional, relação com o território e também sustenta parte importante da nossa cultura.  A Secult celebra essa medida e afirma seu compromisso com a valorização dos saberes tradicionais, dos artesãos e das comunidades que mantêm viva a identidade do nosso estado”, destacou o secretário.

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Ações da Secult

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) atua junto às artesãs que trabalham com o babaçu por meio do cadastro no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que possibilita a emissão da Carteira Nacional do Artesão. O documento reconhece oficialmente a atuação como profissionais, garante acesso a políticas públicas e ações de fomento voltadas ao setor.

Além disso, as artesãs cadastradas podem participar dos editais de seleção para feiras nacionais promovidos pela Secult e ampliar as oportunidades de comercialização, circulação e divulgação do artesanato tocantinense em eventos dentro e fora do estado.

Em julho de 2025, a Secult também participou do Projeto Interinstitucional Defensoria nos Babaçuais, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins, em Augustinópolis. Durante a ação, a equipe da Secretaria atuou no mapeamento de 40 quebradeiras de coco babaçu e realizou cadastros para posterior emissão da Carteira Nacional do Artesão.

A partir do reconhecimento, a expectativa é que o ofício das quebradeiras de coco ganhe ainda mais visibilidade e fortaleça políticas públicas voltadas à valorização dos saberes tradicionais, do artesanato e da economia criativa no Tocantins.

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