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Memorial Coluna Prestes

Memorial Coluna Prestes volta a receber visitantes com atendimento ampliado

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Umas das profissionais técnicas responsáveis pelas visitas guiadas no Memorial Coluna Prestes, Fabíola Gomes, conta que desde que abriu o espaço já recebeu diversos visitantes. “O memorial é um importante espaço de preservação da história aqui em nosso estado, desde a reinauguração, muitos turistas e moradores visitam de forma espontânea; estamos à disposição para atender a comunidade mediante visitas guiadas, de escolas ou grupos, ou até mesmo visitas espontâneas,” comentou.

Funcionamento e agendamentos

O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h; aos sábados, das 9h às 17h; e em feriados e pontos facultativos, das 9h às 17h. Durante todo o período de atendimento, o público conta com acompanhamento de um servidor responsável pela mediação e visita guiada ao espaço.

Grupos escolares, instituições de ensino e demais interessados podem agendar visitas previamente por meio da Gerência de Acervos e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, pelo e-mail [email protected].gov.br ou pelo telefone/WhatsApp (63) 98511-0037.


Acervo

Localizado na Praça dos Girassóis, em Palmas, o Memorial Coluna Prestes é dedicado à preservação da memória da marcha da Coluna pelo território tocantinense. Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 2001, o espaço reúne documentos, fotos e objetos do período da marcha.

A escultura em bronze do Cavaleiro da Luz, de Maurício Bentes, em homenagem a Luís Carlos Prestes, é um dos destaques do local. O memorial conta com teatro de bolso, sala de exposições e espaços educativos e culturais e abriga um importante acervo histórico composto por fotografias, documentos, objetos e registros que preservam a memória da passagem da Coluna Prestes pelo antigo norte de Goiás, atual Tocantins.

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O espaço proporciona aos visitantes uma imersão em um dos mais relevantes episódios da história política e social brasileira, contribuindo para a valorização do patrimônio histórico e da memória nacional.

Coluna Prestes

A Coluna Prestes foi um movimento político-militar ocorrido entre 1924 e 1927 liderado pelos tenentes Luís Carlos Prestes e Miguel Costa. Surgiu da insatisfação de jovens oficiais do Exército com o sistema político da Primeira República, marcado pelo domínio das oligarquias estaduais, fraudes eleitorais, corrupção e concentração de poder.

O movimento teve como marco inicial a Revolta do Forte de Copacabana, ocorrida em julho de 1922, no Rio de Janeiro. Na Praça dos Girassóis, em Palmas, o Monumento aos 18 do Forte de Copacabana representa os 18 militares que enfrentaram as forças legalistas. Na época, apenas dois sobreviveram: os tenentes Antônio de Siqueira Campos e Eduardo Gomes. Prestes, embora não tenha participado diretamente por estar doente, fazia parte do mesmo grupo de oficiais insatisfeitos que buscavam reformas estruturais no país. A revolta inspirou diretamente a criação da Coluna Prestes.

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Em 1924, uniram-se em Foz do Iguaçu a Coluna paulista, liderada por Miguel Costa, e a Coluna gaúcha, sob a liderança de Prestes. Com cerca de 1.500 homens, marcharam por aproximadamente 24 mil quilômetros, atravessando 13 estados brasileiros. Em dois anos de marcha, enfrentaram tropas do Exército, forças policiais e jagunços, em mais de 50 confrontos armados.

O grupo buscava mobilizar a população em prol de reformas sociais e políticas. Cerca de 50 mulheres também acompanharam a marcha, atuando em funções de apoio e, em alguns casos, participando das ações militares. Em 1927, sem alcançar os objetivos imediatos, os líderes decidiram cruzar a fronteira com a Bolívia e seguiram para o exílio.

Apesar de não ter derrubado o regime da época, a Coluna Prestes teve papel importante no desgaste da República Velha e influenciou reformas posteriores, como a criação da Justiça Eleitoral e o voto secreto. A marcha permanece como um dos episódios mais emblemáticos da história política e social brasileira no século XX.

A Coluna Prestes passou pela região que hoje corresponde ao estado do Tocantins a caminho do Nordeste. Oriunda de Goiás, percorreu localidades do norte goiano, como Arraias, Natividade, Porto Nacional, Tocantínia e Pedro Afonso.

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CULTURA

Artesanato feito com babaçu revela a força cultural das quebradeiras de coco no Tocantins

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O ofício das quebradeiras de coco babaçu foi reconhecido como manifestação da cultura nacional nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará, por meio da Lei nº 15.431, publicada no Diário Oficial da União no último dia 11 de junho. A medida valoriza uma atividade marcada pela transmissão de saberes entre gerações e diretamente ligada à preservação ambiental, à economia popular e à identidade cultural de comunidades tradicionais.

O Tocantins está entre os principais produtores de amêndoa de babaçu do Brasil. Na região do Bico do Papagaio, a extração possui grande relevância econômica para comunidades locais, especialmente para mulheres que mantêm os saberes vivos. No Estado, a atividade tem forte relação com o artesanato. Do coco são extraídas, além do azeite e das castanhas, as palhas, cascas e demais matérias-primas para a produção de biojoias, utensílios, objetos decorativos e outros produtos confeccionados pelas artesãs locais.

Para o secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, o reconhecimento do ofício é uma importante conquista para a cultura tocantinense. “Esse reconhecimento é uma conquista para as quebradeiras de coco e para todos que fazem parte dessa cadeia produtiva. O trabalho dessas mulheres carrega história, conhecimento tradicional, relação com o território e também sustenta parte importante da nossa cultura.  A Secult celebra essa medida e afirma seu compromisso com a valorização dos saberes tradicionais, dos artesãos e das comunidades que mantêm viva a identidade do nosso estado”, destacou o secretário.

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Ações da Secult

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) atua junto às artesãs que trabalham com o babaçu por meio do cadastro no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que possibilita a emissão da Carteira Nacional do Artesão. O documento reconhece oficialmente a atuação como profissionais, garante acesso a políticas públicas e ações de fomento voltadas ao setor.

Além disso, as artesãs cadastradas podem participar dos editais de seleção para feiras nacionais promovidos pela Secult e ampliar as oportunidades de comercialização, circulação e divulgação do artesanato tocantinense em eventos dentro e fora do estado.

Em julho de 2025, a Secult também participou do Projeto Interinstitucional Defensoria nos Babaçuais, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins, em Augustinópolis. Durante a ação, a equipe da Secretaria atuou no mapeamento de 40 quebradeiras de coco babaçu e realizou cadastros para posterior emissão da Carteira Nacional do Artesão.

A partir do reconhecimento, a expectativa é que o ofício das quebradeiras de coco ganhe ainda mais visibilidade e fortaleça políticas públicas voltadas à valorização dos saberes tradicionais, do artesanato e da economia criativa no Tocantins.

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