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Governo do Tocantins, por meio da Secult, participa do XIV Seminário Internacional de Políticas Culturais, no Rio de Janeiro

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Cultura, esteve presente no XIV Seminário Internacional de Políticas Culturais, realizado entre os dias 30 de junho e 4 de julho, na sede da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro (RJ). O evento, considerado um dos principais encontros de pesquisa e formulação de políticas culturais no país, reuniu mais de 230 especialistas do Brasil e da América Latina em mais de 40 atividades de debate, reflexão e troca de experiências.

A Secult enviou para participar do seminário no Rio de Janeiro três gestores da pasta: o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Antônio Miranda; o gerente de Desenvolvimento da Cultura, Luciano Pereira; e a gerente de Convênios e presidente da Comissão Permanente de Editais, Simone Chrystine Moura.

“Participar deste seminário é uma oportunidade valiosa para o Tocantins se conectar com o que há de mais atual no debate sobre políticas públicas de cultura no Brasil e na América Latina. Levaremos para o nosso estado reflexões importantes sobre diversidade, inclusão, cultura viva e gestão compartilhada, temas que fortalecem nossa atuação e reafirmam o compromisso da Secult com uma política cultural democrática e plural”, Miranda.

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A mesa de abertura do seminário contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes; da deputada federal Jandira Feghali; da secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC e presidente do IberCultura Viva, Márcia Rollemberg; da presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Danielle Barros; e do presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Alexandre Santini.

Responsável por conduzir o processo de escutas ativas da Política Nacional Aldir Blanc neste segundo ciclo, Simone Moura destacou o tema sobre produção, análise e uso de dados na formulação de políticas públicas como um dos mais interessantes do seminário. “Imaginei nossa equipe se aprimorando e colocando em prática o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC) na Secult”, disse Simone, lembrando que a execução da Lei Paulo Gustavo e da PNAB no Tocantins já geraram uma gama de informações que, processadas, contribuirão para a construção de políticas públicas no estado.

Ao longo de cinco dias, a programação contou com mesas-redondas, lançamentos de livros, palestras e apresentações de estudos. Entre os tópicos discutidos estavam Cultura Viva, leis de incentivo, patrimônio, acessibilidade, culturas tradicionais, educação e cultura e direitos culturais.

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“A participação da equipe da Secult em eventos dessa magnitude é importante, também, para fortalecer as redes de cooperação entre gestores públicos, pesquisadores, organizações da sociedade civil e instituições internacionais. Além disso, o seminário proporcionou para nós uma atualização valiosa sobre as tendências e os desafios das políticas culturais atuais”, avaliou Luciano Pereira.

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CULTURA

Memorial Coluna Prestes volta a receber visitantes com atendimento ampliado

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Umas das profissionais técnicas responsáveis pelas visitas guiadas no Memorial Coluna Prestes, Fabíola Gomes, conta que desde que abriu o espaço já recebeu diversos visitantes. “O memorial é um importante espaço de preservação da história aqui em nosso estado, desde a reinauguração, muitos turistas e moradores visitam de forma espontânea; estamos à disposição para atender a comunidade mediante visitas guiadas, de escolas ou grupos, ou até mesmo visitas espontâneas,” comentou.

Funcionamento e agendamentos

O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h; aos sábados, das 9h às 17h; e em feriados e pontos facultativos, das 9h às 17h. Durante todo o período de atendimento, o público conta com acompanhamento de um servidor responsável pela mediação e visita guiada ao espaço.

Grupos escolares, instituições de ensino e demais interessados podem agendar visitas previamente por meio da Gerência de Acervos e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, pelo e-mail [email protected].gov.br ou pelo telefone/WhatsApp (63) 98511-0037.


Acervo

Localizado na Praça dos Girassóis, em Palmas, o Memorial Coluna Prestes é dedicado à preservação da memória da marcha da Coluna pelo território tocantinense. Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 2001, o espaço reúne documentos, fotos e objetos do período da marcha.

A escultura em bronze do Cavaleiro da Luz, de Maurício Bentes, em homenagem a Luís Carlos Prestes, é um dos destaques do local. O memorial conta com teatro de bolso, sala de exposições e espaços educativos e culturais e abriga um importante acervo histórico composto por fotografias, documentos, objetos e registros que preservam a memória da passagem da Coluna Prestes pelo antigo norte de Goiás, atual Tocantins.

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O espaço proporciona aos visitantes uma imersão em um dos mais relevantes episódios da história política e social brasileira, contribuindo para a valorização do patrimônio histórico e da memória nacional.

Coluna Prestes

A Coluna Prestes foi um movimento político-militar ocorrido entre 1924 e 1927 liderado pelos tenentes Luís Carlos Prestes e Miguel Costa. Surgiu da insatisfação de jovens oficiais do Exército com o sistema político da Primeira República, marcado pelo domínio das oligarquias estaduais, fraudes eleitorais, corrupção e concentração de poder.

O movimento teve como marco inicial a Revolta do Forte de Copacabana, ocorrida em julho de 1922, no Rio de Janeiro. Na Praça dos Girassóis, em Palmas, o Monumento aos 18 do Forte de Copacabana representa os 18 militares que enfrentaram as forças legalistas. Na época, apenas dois sobreviveram: os tenentes Antônio de Siqueira Campos e Eduardo Gomes. Prestes, embora não tenha participado diretamente por estar doente, fazia parte do mesmo grupo de oficiais insatisfeitos que buscavam reformas estruturais no país. A revolta inspirou diretamente a criação da Coluna Prestes.

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Em 1924, uniram-se em Foz do Iguaçu a Coluna paulista, liderada por Miguel Costa, e a Coluna gaúcha, sob a liderança de Prestes. Com cerca de 1.500 homens, marcharam por aproximadamente 24 mil quilômetros, atravessando 13 estados brasileiros. Em dois anos de marcha, enfrentaram tropas do Exército, forças policiais e jagunços, em mais de 50 confrontos armados.

O grupo buscava mobilizar a população em prol de reformas sociais e políticas. Cerca de 50 mulheres também acompanharam a marcha, atuando em funções de apoio e, em alguns casos, participando das ações militares. Em 1927, sem alcançar os objetivos imediatos, os líderes decidiram cruzar a fronteira com a Bolívia e seguiram para o exílio.

Apesar de não ter derrubado o regime da época, a Coluna Prestes teve papel importante no desgaste da República Velha e influenciou reformas posteriores, como a criação da Justiça Eleitoral e o voto secreto. A marcha permanece como um dos episódios mais emblemáticos da história política e social brasileira no século XX.

A Coluna Prestes passou pela região que hoje corresponde ao estado do Tocantins a caminho do Nordeste. Oriunda de Goiás, percorreu localidades do norte goiano, como Arraias, Natividade, Porto Nacional, Tocantínia e Pedro Afonso.

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