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Tocantins sedia primeira Escutatória Cultural presencial do Brasil

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A cultura popular tocantinense ganhou destaque nacional nesta quinta-feira (15) com a realização da primeira edição presencial da Escutatória Cultural pelo Brasil, iniciativa do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC). O encontro aconteceu no Auditório Cine Cultura Sala Sinhozinho, no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas.

Com foco na construção participativa da Política Nacional das Culturas Populares e Tradicionais, o evento reuniu mestres, mestras, representantes de comunidades tradicionais, gestores públicos e lideranças culturais. A ação contou com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Comitê de Cultura do Tocantins, Escritório Regional do MinC e diversas instituições locais.

Representando o secretário estadual de Cultura, Tião Pinheiro, o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura da Secult, Antônio Miranda, destacou a importância do evento para o fortalecimento da política cultural no estado. “Nós só vamos construir uma política cultural realmente estruturante a partir da participação daqueles que realmente fazem cultura. A retomada da cultura precisa ser contínua e ela só será forte escutando os reais fazedores de cultura”, afirmou.

Para Márcia Helena Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, a cultura é elemento fundamental para o desenvolvimento. “Embora não tenha um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) específico, é a cultura que dá valor aos ODSs, que traz compromisso. É o campo que dá significado, alma e identidade às políticas públicas”, declarou.

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O diretor de Promoção das Culturas Populares da SCDC, Tião Soares, ressaltou que a Escutatória visa dar visibilidade às culturas que historicamente foram invisibilizadas. “Desesconder esse país é um dos objetivos da escutatória. Mais do que um espaço de fala, é um instrumento poderoso para a efetivação de políticas culturais voltadas às culturas tradicionais populares”, pontuou.

Cícero Belém, chefe do Escritório Regional do MinC no Tocantins, enfatizou o caráter pioneiro do encontro. “Estamos realizando a primeira escutatória presencial do país aqui no Tocantins, o que representa um esforço de mobilização e de valorização das culturas populares. Que essa ação possa servir de modelo para outros estados”, disse.

Também estiveram presentes no evento Marcelo Lopes Justino, representante da presidente da Fundação Cultural de Palmas (FCP), Luara Aquino; Bianca Pereira da Silva, representante do secretário estadual de Cultura do Tocantins (Seir), Adão Francisco dos Santos; Eduardo Azevedo, secretário municipal da Igualdade Racial e Direitos Humanos de Palmas (Seirdh); Alessandro B. Lopes, superintendente substituto do IPHAN-TO; além da secretária de Cultura de Pugmil, Elizete Batista Viana, e o diretor de Cultura de Nova Rosalândia, Pastor Marcos Chagas. Os dois últimos participaram também do Pavilhão da Cultura na Agrotins 2025, ocasião em que buscaram orientações junto ao secretário Tião Pinheiro. Ambos os municípios elaboraram e encaminharam seus Planos de Ação na plataforma TransfereGov — com o suporte da equipe da Secult — para a adesão à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

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Programação segue até sábado

A programação da Escutatória Cultural pelo Brasil segue nesta sexta-feira (16), com a realização de uma audiência pública sobre a Lei Cultura Viva, às 9h, na Câmara Municipal de Palmas, e a abertura do Fórum da Rede de Pontos de Cultura – TEIA Tocantins, às 19h, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Tocantins (UFT). O Fórum continua no sábado (17), às 9h, no mesmo local.

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CULTURA

Memorial Coluna Prestes volta a receber visitantes com atendimento ampliado

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Umas das profissionais técnicas responsáveis pelas visitas guiadas no Memorial Coluna Prestes, Fabíola Gomes, conta que desde que abriu o espaço já recebeu diversos visitantes. “O memorial é um importante espaço de preservação da história aqui em nosso estado, desde a reinauguração, muitos turistas e moradores visitam de forma espontânea; estamos à disposição para atender a comunidade mediante visitas guiadas, de escolas ou grupos, ou até mesmo visitas espontâneas,” comentou.

Funcionamento e agendamentos

O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h; aos sábados, das 9h às 17h; e em feriados e pontos facultativos, das 9h às 17h. Durante todo o período de atendimento, o público conta com acompanhamento de um servidor responsável pela mediação e visita guiada ao espaço.

Grupos escolares, instituições de ensino e demais interessados podem agendar visitas previamente por meio da Gerência de Acervos e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, pelo e-mail [email protected].gov.br ou pelo telefone/WhatsApp (63) 98511-0037.


Acervo

Localizado na Praça dos Girassóis, em Palmas, o Memorial Coluna Prestes é dedicado à preservação da memória da marcha da Coluna pelo território tocantinense. Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 2001, o espaço reúne documentos, fotos e objetos do período da marcha.

A escultura em bronze do Cavaleiro da Luz, de Maurício Bentes, em homenagem a Luís Carlos Prestes, é um dos destaques do local. O memorial conta com teatro de bolso, sala de exposições e espaços educativos e culturais e abriga um importante acervo histórico composto por fotografias, documentos, objetos e registros que preservam a memória da passagem da Coluna Prestes pelo antigo norte de Goiás, atual Tocantins.

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O espaço proporciona aos visitantes uma imersão em um dos mais relevantes episódios da história política e social brasileira, contribuindo para a valorização do patrimônio histórico e da memória nacional.

Coluna Prestes

A Coluna Prestes foi um movimento político-militar ocorrido entre 1924 e 1927 liderado pelos tenentes Luís Carlos Prestes e Miguel Costa. Surgiu da insatisfação de jovens oficiais do Exército com o sistema político da Primeira República, marcado pelo domínio das oligarquias estaduais, fraudes eleitorais, corrupção e concentração de poder.

O movimento teve como marco inicial a Revolta do Forte de Copacabana, ocorrida em julho de 1922, no Rio de Janeiro. Na Praça dos Girassóis, em Palmas, o Monumento aos 18 do Forte de Copacabana representa os 18 militares que enfrentaram as forças legalistas. Na época, apenas dois sobreviveram: os tenentes Antônio de Siqueira Campos e Eduardo Gomes. Prestes, embora não tenha participado diretamente por estar doente, fazia parte do mesmo grupo de oficiais insatisfeitos que buscavam reformas estruturais no país. A revolta inspirou diretamente a criação da Coluna Prestes.

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Em 1924, uniram-se em Foz do Iguaçu a Coluna paulista, liderada por Miguel Costa, e a Coluna gaúcha, sob a liderança de Prestes. Com cerca de 1.500 homens, marcharam por aproximadamente 24 mil quilômetros, atravessando 13 estados brasileiros. Em dois anos de marcha, enfrentaram tropas do Exército, forças policiais e jagunços, em mais de 50 confrontos armados.

O grupo buscava mobilizar a população em prol de reformas sociais e políticas. Cerca de 50 mulheres também acompanharam a marcha, atuando em funções de apoio e, em alguns casos, participando das ações militares. Em 1927, sem alcançar os objetivos imediatos, os líderes decidiram cruzar a fronteira com a Bolívia e seguiram para o exílio.

Apesar de não ter derrubado o regime da época, a Coluna Prestes teve papel importante no desgaste da República Velha e influenciou reformas posteriores, como a criação da Justiça Eleitoral e o voto secreto. A marcha permanece como um dos episódios mais emblemáticos da história política e social brasileira no século XX.

A Coluna Prestes passou pela região que hoje corresponde ao estado do Tocantins a caminho do Nordeste. Oriunda de Goiás, percorreu localidades do norte goiano, como Arraias, Natividade, Porto Nacional, Tocantínia e Pedro Afonso.

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