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18 anos da Lei Seca: Governo do Tocantins comemora avanços da lei na segurança viária e fortalece ações de combate à embriaguez

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Há exatos 18 anos, o Brasil dava um passo à frente nas políticas públicas de segurança viária e promovia uma mudança cultural e comportamental entre os condutores brasileiros com a sanção da Lei 11.705/2008, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Em uma época, cuja a prática de beber e dirigir era relativizada, a Lei Seca consolidou a ideia de que a combinação de álcool e direção era uma conduta reprovável.

Além disso, anos mais tarde, a lei sofreu uma mudança e estabeleceu uma política de tolerância zero, em que qualquer quantidade de álcool detectada no organismo do condutor era considerada infração de trânsito, endurecendo o combate a alcoolemia e embriaguez ao volante.

O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), comemora os 18 anos da Lei Seca nesta sexta-feira, 19, e evidencia o impacto dela na segurança no trânsito do país e os investimentos feitos pelo Estado no combate à embriaguez ao volante com o propósito de fortalecer o trabalho de fiscalização nos 139 municípios tocantinenses.

O presidente do Detran/TO, Hercy Filho, destaca o compromisso do órgão no combate à direção sob o efeito de álcool. “A combinação de álcool e direção traz consequências severas à sociedade e impacta negativamente a segurança no trânsito e o sistema de saúde do estado. Estamos trabalhando para que os índices de alcoolemia e embriaguez sejam cada vez mais reduzidos, com operações em todo o estado, investimento em equipamentos e qualificação do nosso efetivo”, destaca o gestor.

Fortalecimento das ações e capacitações dos profissionais

O Governo do Estado entregou ao Detran/TO em abril de 2025 o novo sistema para gestão de infrações de trânsito do órgão e equipamentos aos agentes de trânsito, fortalecendo a atuação no combate às infrações e crimes de trânsito, em especial a embriaguez e a alcoolemia.

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O sistema trouxe mais modernização dos serviços, uma vez que agora os autos serão feitos digitalmente, o que agiliza a autuação, reduz erros e fortalece a atuação do órgão.

Além do investimento em materiais, o órgão tem promovido uma qualificação dos agentes de trânsito para garantir a eficiência das operações voltadas à lei seca.

Em janeiro deste ano, os agentes do órgão foram contemplados com o curso de atualização da Lei Seca, na qual foram debatidas as mudanças na legislação e os procedimentos técnicos e legais de abordagem em blitz e repressivas. O curso ainda contou com uma blitz prática, aplicando todo o escopo teórico pautado durante as aulas.

Dados

De abril de 2025 até 16 de junho de 2026, o órgão já registrou 477 infrações por dirigir sob o efeito de álcool no estado, sendo destes, 260 crimes de embriaguez ao volante, que é quando o condutor possui uma concentração de álcool igual ou maior que 0,34 mg/L no organismo. Além disso, houve 347 recusas ao teste do bafômetro neste mesmo período.

Araguaína é o município com maior índice de recusas ao teste do bafômetro, infrações por alcoolemia e crimes de embriaguez ao volante, totalizando 221 registros, o que significa 26,82% dos casos. A cidade é sucedida por Palmas, com 140 infrações e Gurupi, 125 autos.

Destaque na Operação Nacional da Lei Seca

Para reduzir estes índices e inibir a direção sob o efeito de álcool, o Detran/TO realiza operações sazonais nos 139 municípios e também integra a Operação Lei Seca Nacional que é realizada periodicamente pelos Detrans dos 27 estados do país e do Distrito Federal, sob a organização do Fórum Operações Lei Seca do Brasil.

O Detran/TO tem mantido o estado em destaque no resultado das operações, que acontecem ao menos uma vez ao mês e considera o quantitativo de crimes de embriaguez ao volante. Na última operação, o estado permaneceu em terceiro lugar com nove crimes identificados, ficando atrás somente de Mato Grosso e Rondônia.

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Alcoolemia e embriaguez: qual a diferença, afinal?

A quantidade de álcool no organismo humano é detectada pelas autoridades de trânsito por meio do teste do bafômetro, que utiliza o etilômetro, aparelho que mede a concentração de álcool no condutor a partir do ar exalado dos pulmões.

A partir da concentração detectada no teste o condutor pode ser ser enquadrado em duas situações: infração de trânsito por alcoolemia ou crime de trânsito por embriaguez

Infração: quando o teste detecta até 0,33 ml/g de teor alcoólico no organismo do condutor, a situação se configura como alcoolemia, sendo uma infração de trânsito de natureza gravíssima, conforme art. 165 do CTB.

Crime: quando o teste identifica uma concentração de álcool igual ou superior a 0,34mg/L, é embriaguez, considerado crime de trânsito, tipificado pelo artigo 306 do CTB.

Constatações: para além do teste do bafômetro

Os agentes de trânsito também conseguem identificar sinais de consumo de álcool por condutores a partir da constatação de sinais de alteração da capacidade psicomotora, entre eles, a dificuldade para ficar de pé; a fala arrastada; o hálito etílico; os olhos vermelhos; a agressividade; e a falta de memória.

Recusa ao teste

O condutor tem o direito de se recusar a fazer o teste do bafômetro. Porém, o CTB estabelece que a prática é uma infração gravíssima, estando sujeita às seguintes penalidades:

Suspensão da CNH por 12 meses;

Multa de R$ 2.934,70;

Possível retenção do veículo;

Em caso de reincidência, a multa dobra de valor, podendo ultrapassar R$ 5.869,40, e o condutor terá a CNH cassada por dois anos.

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TOCANTINS

Governador Wanderlei Barbosa determina regulamentação da política de incentivo às rádios comunitárias

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, encaminhou nessa quinta-feira, 18, durante agenda no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas, a minuta de decreto que regulamenta a Política Estadual de Incentivo ao Serviço de Radiodifusão Comunitária.O documento segue para análise jurídica e administrativa da Casa Civil e, após a conclusão desse processo, poderá seguir para publicação oficial, conforme os procedimentos legais adotados pelo Estado.

A medida regulamenta a Lei Estadual nº 4.559, de 12 de novembro de 2024, e estabelece mecanismos para ampliar a divulgação de informações de interesse público por meio das rádios comunitárias em todo o estado. A iniciativa visa fortalecer a comunicação comunitária, ampliar o acesso da população a conteúdos de utilidade pública e contribuir para a democratização da informação nos municípios tocantinenses.

“Estamos dando um passo importante para fortalecer a comunicação comunitária no Tocantins. As rádios comunitárias desempenham um papel fundamental na vida das pessoas, especialmente nos municípios e localidades mais distantes, levando informação de qualidade, prestando serviços e aproximando a população das ações desenvolvidas pelo poder público”, destaca o governador Wanderlei Barbosa.

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O secretário de Estado da Comunicação, Márcio Rocha, enfatiza que o novo modelo de relacionamento entre o poder público e as emissoras comunitárias valoriza a comunicação regional e o papel social desempenhado pelas rádios nos municípios. “A comunicação pública só cumpre plenamente sua função quando consegue chegar às pessoas de forma clara, acessível e próxima da realidade de cada comunidade. As rádios comunitárias são protagonistas nesse processo e  passamos a contar com instrumentos mais eficientes para ampliar a circulação de informações de interesse público, fortalecer a cidadania e reconhecer a relevância desses veículos para o desenvolvimento social do Tocantins”, afirma.

O presidente da Rádio Comunitária de Darcinópolis, Walison Silva, ressalta que a iniciativa representa um importante reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelas emissoras comunitárias.”As rádios comunitárias são a voz de muitas comunidades. Essa iniciativa valoriza nosso trabalho e fortalece ainda mais a missão de levar informação, utilidade pública e participação social para a população”, pontua.

Farcom

Com presença em diversas regiões do estado e alcance em praticamente toda a população tocantinense, a Federação das Associações de Rádios Comunitárias (Farcom) reúne atualmente 59 emissoras outorgadas e em funcionamento. A entidade, sem fins lucrativos, atua no fortalecimento e no desenvolvimento das associações mantenedoras de radiodifusão comunitária, promovendo a integração e a representatividade das rádios comunitárias junto aos órgãos públicos e à sociedade.

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