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Governo do Tocantins mobiliza bombeiros militares após rompimento de barragem no sudeste do estado

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O Governo do Tocantins, por meio do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), retomou, na manhã deste sábado, 20, as ações no local do rompimento parcial de uma barragem em Ponte Alta do Bom Jesus, na região sudeste do estado. Equipes da 6ª Companhia Independente de Bombeiros Militar (6ª CIBM), em Dianópolis, retornaram à área atingida para realizar novo mapeamento dos ribeirinhos e avaliar possíveis demandas por suporte da Defesa Civil Estadual.

A atuação deste sábado, 20, tem como foco identificar impactos residuais decorrentes da elevação anormal do nível do Rio Ribeirão Bonito, especialmente quanto ao abastecimento de água potável utilizada por moradores da zona rural e animais. As equipes também seguem monitorando o comportamento do curso d’água ao longo da área afetada.

O rompimento ocorreu nessa sexta-feira, 19, na barragem vinculada à Central Geradora Hidrelétrica (CGH) Surreal, empreendimento particular que se encontrava em fase final de construção e ainda não estava em operação. Conforme informações levantadas pelo CBMTO, a falha ocorreu no vertedouro da estrutura, com abertura aproximada de dois metros na crista, durante o fechamento da barragem, ocasionando o galgamento da água e a elevação do nível do rio a jusante.

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Desde o início da ocorrência, os bombeiros militares realizaram o reconhecimento da área, o monitoramento contínuo do nível das águas e a orientação preventiva aos moradores ribeirinhos, o que resultou na retirada espontânea de pessoas de áreas consideradas de risco. Não houve registro de vítimas, feridos ou desabrigados.

O diretor executivo da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel Benvindo Filho Pinto de Queiroz, ressalta que o impacto do rompimento foi registrado ao longo do curso do rio. “A jusante da barragem que sofreu o rompimento, há um balneário conhecido como Balneário Ribeirão Bonito. As águas provenientes do incidente alcançaram esse ponto, impactando o balneário, onde funciona um empreendimento turístico”, explica.

Ainda nessa sexta-feira, 19, os bombeiros militares avaliaram a situação da rodovia TO-110, diante da possibilidade de impacto na trafegabilidade. Após análise técnica, foi descartada a necessidade de interdição da via, permanecendo apenas o monitoramento preventivo.

Com a redução gradativa do volume de água e o retorno do fluxo do Rio Ribeirão Bonito aos padrões normais, as equipes encerraram temporariamente as atividades no fim da tarde, mantendo-se em estado de prontidão.

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O CBMTO segue acompanhando a ocorrência e orienta aos moradores de áreas próximas a cursos d’água que permaneçam atentos a qualquer alteração no nível das águas e acionem o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 em caso de emergência.

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TOCANTINS

Governo do Tocantins fortalece cadeia do babaçu que gera renda para cerca de 5 mil famílias

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), tem ampliado ações de fortalecimento da cadeia produtiva do babaçu e apoio às comunidades extrativistas, com investimentos em capacitação, incentivo à bioeconomia e agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade. As iniciativas ganham ainda mais relevância com o reconhecimento do ofício das quebradeiras de coco babaçu como manifestação cultural nacional, por meio da Lei Federal nº 15.431.

A legislação contempla trabalhadoras do Tocantins, do Maranhão, do Piauí e do Pará e amplia a visibilidade da atividade desenvolvida por milhares de mulheres, contribuindo para a preservação dos saberes tradicionais associados ao extrativismo do babaçu.

No Tocantins, a atividade reúne tradição, geração de renda, conservação ambiental e valorização dos conhecimentos transmitidos entre gerações. O trabalho está concentrado principalmente na região do Bico do Papagaio e envolve cerca de 5 mil famílias.

Entre as iniciativas desenvolvidas pelo Governo do Tocantins, destaca-se o Projeto de Fortalecimento das Cadeias de Valor da Sociobiodiversidade, com foco em bioeconomia e agroturismo, executado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A ação busca impulsionar cadeias produtivas sustentáveis, ampliar o acesso a mercados e promover a agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade tocantinense, contribuindo para a geração de renda e o desenvolvimento das comunidades envolvidas.

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A Associação da Reserva Extrativista do Extremo Norte do Tocantins (Arent), no município de Carrasco Bonito, está entre os grupos beneficiados pelas ações, com capacitações e equipamentos destinados à produção de óleo extravirgem de babaçu.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca que o reconhecimento nacional reforça a importância das políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais e ao desenvolvimento sustentável. “O reconhecimento das quebradeiras de coco como patrimônio cultural brasileiro valoriza uma tradição que faz parte da história de milhares de famílias tocantinenses. O babaçu possui grande importância econômica e social para essas comunidades e representa uma riqueza que precisa ser incentivada e preservada”, ressalta.

Bioeconomia e valorização dos saberes tradicionais

Além das ações voltadas ao fortalecimento produtivo, a Seagro mantém, há três anos, parceria com o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), da França, para a valorização dos conhecimentos tradicionais das comunidades extrativistas e o fortalecimento das cadeias de valor da sociobiodiversidade.

O trabalho inclui oficinas realizadas com agricultoras, agricultores familiares e quebradeiras de coco babaçu da região do Bico do Papagaio, envolvendo integrantes da Associação da Reserva Extrativista do Extremo Norte do Tocantins (Arent), do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e de associações de mulheres extrativistas.

A partir dessas atividades, foram desenvolvidos os jogos pedagógicos Palmeira do Babaçu e Coletando Futuro, criados para retratar a realidade das comunidades tradicionais, da agricultura familiar e da cadeia produtiva do babaçu. Os materiais serão apresentados no dia 30 de junho, na sede da Seagro, em Palmas.

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As iniciativas também incentivam a inovação e a troca de experiências, ampliando oportunidades para outros produtos da sociobiodiversidade, como baru, macaúba e jatobá.

Tradição que sustenta famílias

Na Associação da Reserva Extrativista do Extremo Norte do Tocantins (Arent), em Carrasco Bonito, o extrativismo do babaçu representa uma importante fonte de renda e fortalecimento da organização comunitária. A reserva foi criada em 1992 e a associação atua desde 2001, reunindo atualmente cerca de 220 famílias cadastradas.

A indígena Josiane Lima dos Santos acompanha esse trabalho desde 2007 e destaca a importância da atividade para as comunidades da região. “Aproveitamos tudo da palmeira. Produzimos óleo, azeite extraído a frio, farinha do mesocarpo e carvão, além de utilizarmos a palha e os talos. Nada é desperdiçado. É uma atividade que ajuda no sustento das famílias e na conservação do nosso território”, afirmou.

Com cerca de 5 mil famílias envolvidas na cadeia produtiva do babaçu, o Tocantins fortalece a sociobiodiversidade como estratégia para gerar renda, preservar os recursos naturais e valorizar os conhecimentos tradicionais que integram a identidade cultural do estado.

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