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Atirador Designado

Policiais civis participam de aulas práticas em estande de tiro para aprimorar

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Os policiais civis do Tocantins estão recebendo desde a última quinta-feira, 1º, o curso “Atirador Designado”. Coordenado pela Escola Superior de Polícia (Espol) e pela Diretoria do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote), a capacitação tem como objetivo aprimorar o conhecimento dos agentes sobre a atuação em situações de risco, utilizando armas de alta precisão.

Com a duração de 120 horas/aula, a qualificação seguirá até esta sexta-feira, 9. Destinado aos policiais civis das unidades do Gote e da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o curso propõe aumentar a capacidade dos agentes em reagir e neutralizar ameaças em ocorrências críticas, como roubos a instituições financeiras e sitiamentos de cidades por organizações criminosas.

Ao longo dos dias de qualificação, os policiais contaram com uma variedade de disciplinas essenciais, incluindo Bases, Posições e Fundamentos do Tiro, Tipos de Treinamento, Munições e Balística, Regras de Segurança e Primeiros Socorros. Os dezesseis policiais participantes estão sendo instruídos por sete especialistas, que incluem instrutores do Tocantins e de outros estados.

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Eduardo Barros, perito da Polícia Civil de Minas Gerais e um dos instrutores do curso, destacou a importância do conhecimento em balística para os policiais em situações táticas. “A balística de combate é crucial para aqueles que vão neutralizar ameaças e proteger sua equipe. O atirador designado precisa entender o efeito dos seus tiros e a ideia principal do curso é garantir que ele possa proteger sua equipe, neutralizando a ameaça sem causar danos desnecessários”, afirmou.

O diretor do Gote, delegado Rildo Barreira, ressaltou a importância do curso para o grupo. “Este curso era um sonho do Grupo de Operações Táticas Especiais. Com a participação de instrutores do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Brasília, buscamos refinar as habilidades dos policiais participantes, aprendendo técnicas que auxiliam na atuação em ocorrências sem danos à equipe e à sociedade”, explicou.

Luciano Anechini Lara Leite, promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul e também instrutor, enfatizou o papel fundamental do conhecimento legislativo na função do atirador designado. “Com a colaboração de instrutores de diferentes estados e a participação de policiais civis de unidades especializadas do Tocantins, o curso visa aprimorar significativamente a capacidade dos agentes em enfrentar e neutralizar situações de risco elevado, reforçando a segurança e a eficiência das operações táticas no Estado”, concluiu.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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