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Em Palmas, Divisão de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil divulga balanço de ações integradas e articuladas pela unidade em 2023

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Ao longo do ano de 2023, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Combate ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), realizou diversas ações no Estado do Tocantins e também em outras unidades da federação. Ações essas que resultaram nas prisões de dezenas de pessoas em flagrante ou foragidos da Justiça, desvendamento de crimes, apreensão de ativos, dinheiro, drogas, veículos, e demais itens que estavam em poder de criminosos, que integram facções de renome nacional.

Dentre as operações que a DEIC – Palmas participou destaca-se a Operação IL Padrino, uma ação conjunta deflagrada simultaneamente pelas Polícias Civil do Distrito Federal, Ceará, Goiás, Minas Gerais,  Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins,  com apoio de uma Força Tarefa composta pela Polícia Federal, Secretaria da Segurança Pública do Ceará, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal.

Ao todo, a Operação IL Padrino contou com um efetivo de cerca de 300 policiais e é resultado de investigação direcionada à apuração de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A apuração demonstrou que a organização criminosa é altamente hierarquizada e capitalizada, com atuação comprovada em diversos estados da federação, sendo que foi possível identificar e prender várias pessoas ligadas a essa organização, inclusive no Tocantins.

Pentágono

A Polícia Civil do Tocantins em colaboração  interestadual com a Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso deflagrou uma das fases da Operação Pentágono. A equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado da PJC-MT investigou a ação de grupo criminoso que, no mês de abril, tentou roubar com uso de explosivos a caixa-forte da transportadora de valores na cidade de Confresa (MT).

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Com apoio da DEIC-Palmas foram realizadas prisões em diferentes cidades do Estado, e efetuadas entregas a Polícia Civil do Mato Grosso, de armamento de grosso calibre, que foi apreendido durante a caça ao grupo criminoso na Operação Canguçu, quando os mesmos buscaram refúgio no Tocantins.

Sarmat

A DEIC – Palmas também atuou ao lado de outras Forças de Segurança, em apoio da Polícia CIvil do Ceará, durante as ações da Operação Sarmat, que teve sua segunda fase deflagrada, no dia 7 de novembro de 2023, com o objetivo de cumprir 40 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens, além do bloqueio de contas bancárias de um grupo criminoso do estado do Rio de Janeiro, que possui atuação nacional com o tráfico de drogas.

A ofensiva ocorreu, simultaneamente, em cidades em 12 estados. Cerca de R$ 9 milhões em dinheiro foram bloqueados e 17 veículos foram apreendidos. A operação contou com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e das Polícias Civis dos estados do Amazonas, Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Tocantins

O delegado titular da DEIC – Palmas, Evaldo Gomes, ressalta que em 2023 não foi registrado nenhum crime de roubo tendo como vítimas instituições bancárias no Estado do Tocantins, tampouco ocorrência com natureza de extorsão mediante sequestro, crimes os quais, a divisão especializada possui atribuição para atuar em todo o Estado.

Para o delegado Evaldo Gomes as ações da 1ª DEIC, no ano de 2023, reafirmam o compromisso da Polícia Civil do Tocantins na promoção da segurança e na atuação, muitas vezes em apoio às demais forças de segurança, visando tão somente a proteção de todo o cidadão tocantinense.

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“Inicialmente, gostaria de agradecer o empenho e dedicação de cada policial e demais servidores da DEIC – Palmas, no cumprimento das ações investigações que contribuíram em muito, sobretudo com outras unidades da federação, na localização de criminosos procurados e na desarticulação de verdadeiros braços financeiros que atuavam em cidades do Tocantins e estavam interligados com organização criminosa com ramificações em todo o Brasil. As ações investigativas da 1ª DEIC, além de impedir a ocorrência de crimes graves como roubos a bancos e ataques a carros fortes, também frustraram planos que poderiam ser operacionalizados a partir do território tocantinense”, destaca.

O delegado titular da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), Afonso José Azevedo de Lyra Filho, destaca as ações integradas nas quais a 1ª DEIC tomou parte foram de fundamental importância para garantir a segurança de toda a população tocantinense.

“Durante o ano de 2023, as equipes da 1ª DEIC atuaram em estreita harmonia com as demais polícias de todo o Brasil, no enfrentamento à criminalidade no Tocantins. Por meio de um trabalho dedicado de inteligência e estratégia foi possível localizar e prender foragidos da justiça daqui e de outros estados, apreender bens e demais ativos que estavam em poder de organizações criminosas, contribuindo assim, para o enfraquecimento do crime organizado e trazendo mais paz e tranquilidade para toda a população “, complementa o diretor.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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