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Crimes Cibernéticos

Segurança Pública busca aperfeiçoamento de policiais civis para o combate a crimes em ambiente virtual

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Aperfeiçoar agentes, delegados, escrivães e peritos para o combate de crimes praticados no ambiente virtual é a meta do curso “Noções Básicas de Investigação de Crimes Cibernéticos”, ofertado pela Secretaria da Segurança Pública por meio da Escola Superior de Polícia (Espol). O curso iniciou nesta quarta-feira, 26, e segue até a próxima sexta-feira, 28, na Espol, em Palmas.

Durante a abertura, o secretário da Segurança Pública, Wlademir Mota Oliveira, destacou que a realização do curso atende a uma demanda dos próprios policiais devido ao expressivo número de crimes praticados em ambiente virtual. “Fomos demandados quanto à necessidade de aperfeiçoamento sobre crimes cibernéticos e, por isso, viabilizamos esse curso com profissionais capacitados para repassar esse conhecimento. Vale ressaltar que o policial que deseja investigar esse tipo de crime, tem que ter curiosidade, desenvolver técnicas e adquirir o aprendizado necessário para conduzir as investigações”, destacou o gestor, aproveitando a oportunidade para falar de investimentos futuros em estrutura das delegacias do interior e da Capital.

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Ao todo, 60 vagas foram ofertadas e preenchidas por policiais civis de todo o Estado. Durante os dias de curso, os policiais terão aulas com os seguintes temas: “Aspectos Introdutórios”, com o escrivão Marcos Leão Pereira Moura, que atua na Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC); “Boletim de Ocorrência” e “Requisições policiais”, ambos com a agente de polícia, Clarissa Vasques Souza; “Medidas Cautelares” com o delegado titular da 26ª Delegacia de Polícia de Araguaína, Luís Gonzaga da Silva Neto; e “Processamento de Dados” com o analista em tecnologia da informação, Francyvaldo Nunes Silva, que também atua na DRCC.

Também participaram da abertura a superintendente de Segurança Integrada, Fátima Holanda; a diretora da Espol, Heloísa Godinho; e o delegado titular da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), Afonso José Azevedo de Lyra Filho.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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