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Polícia Civil conclui inquérito e indicia três pessoas por desviarem dinheiro de vaquinha beneficente feita para arrecadar fundos para custear tratamento de saúde de criança em Santa Maria

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A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), por intermédio da 52ª Delegacia de Santa Maria do Tocantins, concluiu as investigações sobre o suposto desvio de valores arrecadados, por meio de uma vaquinha virtual, para custear o tratamento de uma criança que estaria com leucemia e indiciou três pessoas pelos crimes de lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

Conforme explica o delegado José Antônio da Silva Gomes, responsável pelo caso, a  vaquinha virtual foi criada no mês de novembro de 2021, sendo que o pai da criança, de 44 anos, teria ficado responsável por administrar a conta e direcionar as doações para a mãe da criança para que ela pudesse custear o pagamento das despesas médicas do tratamento que teria que ser realizado no Estado de São Paulo.

“Ocorre que o indivíduo, juntamente com mais duas pessoas de seu vínculo afetivo, ambas de 43 anos, teria se apropriado de cerca de R$8 mil reais, que haviam sido recebidos como forma de doação, não repassando a quantia ou qualquer outro valor para viabilizar o tratamento da própria filha”, disse a autoridade policial.

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Diante dos fatos, a mãe da criança procurou a Polícia Civil, que por sua vez deu início às investigações, onde foi constatado que, de fato, o dinheiro arrecadado no período de um ano foi desviado de seu principal propósito. Com base nas investigações, o pai da criança e outras duas pessoas foram indiciados pelos crimes de lavagem de capitais e apropriação indébita.

Com a conclusão das investigações, o inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário, com vistas ao Ministério Público para a adoção das providências que se fizerem necessárias.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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