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Polícia Civil prende homens suspeitos de cometer onda de homicídios em Palmas

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Dois homens investigados por um homicídio, ocorrido recentemente em Palmas, foram presos na manhã desta quinta-feira, 6, durante uma operação deflagrada pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP – Palmas. Há suspeitas de que o mesmos também estejam ligados às mortes ocorridas durante o  mês de agosto na Capital.

As prisões são decorrentes de cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela  1ª Vara da Comarca de Palmas, e contra um dos investigados já havia um mandado de prisão em aberto por homicídio ocorrido em 2020. Além das prisões, foram apreendidas várias porções de drogas, celulares e quatro armas, sendo um revólver 38, uma espingarda calibre 12, uma pistola 9mm e uma arma de fabricação caseira.

O delegado titular da 1ª DHPP, Guilherme Torres, informou que a operação policial se deu em decorrência das investigações de um homicídio ocorrido no dia 21 de setembro deste ano, no conjunto habitacional Recanto das Araras, na região Sul de Palmas, cuja vítima de 21 anos, teve a casa arrombada e foi morta por pelo menos seis homens.

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“Foi uma morte ocorrida dentro do contexto de brigas de organizações criminosas e com ela buscamos angariar provas e dar uma resposta para esses crimes que vêm ocorrendo entre essas duas organizações criminosas que disputam espaço na cidade. Os dois são investigados desse homicídio e de outros crimes ocorridos recentemente na cidade”, informou.

Apesar da pouca idade, 20 e 24 anos, o delegado Guilherme Torres ressalta que trata-se de criminosos de alta periculosidade. “Com ambos foram localizados armas de fogo e certa quantidade de drogas. Assim, eles estão sendo presos por tráfico de drogas, porte de arma e contra um deles já existe um mandado de prisão em aberto por outro homicídio ocorrido anteriormente. Todos têm envolvimento com organizações criminosas”, complementou.

Durante a ação, os policiais obtiveram a informação de que a dupla planejava cometer outro homicídio nesta quinta-feira, 6. “Com essa prisão evitamos uma morte e tiramos de circulação, um indivíduo bastante conhecido no mundo crime e sobre ele recai a suspeitas de vários homicídios envolvendo briga de facções”, informou o delegado Eduardo Menezes.

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Os dois homens presos foram ouvidos e encaminhados à Casa de Prisão Provisória de Palmas onde ficarão à disposição do Judiciário.

A operação deflagrada pela DHPP contou com o apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), da 1ª Delegacia Especializada Em Investigações Criminais – DEIC Palmas, da 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos – DENARC Palmas e do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE).

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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