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HOMICÍDIO QUALIFICADO

Em Porto Nacional, Polícia Civil desvenda homicídio qualificado e indicia principal suspeito pelo crime

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Um homicídio qualificado, que vitimou Jurandi Carvalho Filho, ocorrido no dia 3 de fevereiro de 2022, foi devidamente solucionado pela Polícia Civil do Tocantins, por meio de investigações realizadas pela 7ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (7ª DEIC), de Porto Nacional.

De acordo com o delegado Wagner Rayelly Pereira Siqueira, o inquérito policial, instaurado para apurar as circunstâncias do crime foi concluído ao longo dessa semana, e já remetido ao Poder Judiciário, com o indiciamento do autor, de iniciais C. A.P.O, que foi, inclusive, identificado por uma testemunha ocular como sendo o autor do crime.

Segundo a autoridade policial, o crime teria sido motivado por vingança, uma vez que, ao ser interrogado, o principal suspeito pelo crime confessou a prática delituosa e alegou que praticou o homicídio em razão do fato de que a vítima, Jurandi, teria emprestado uma bicicleta sua, mas não teria devolvido, o que teria gerado um sentimento de inconformidade no autor.

Arma emprestada

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As investigações da 7ª DEIC também apontaram que para cometer o crime, o autor C.A.P.O teria pegado um revólver, calibre 32, emprestado de uma mulher e ido até o setor Consórcio, às margens do Ribeirão São João, onde a vítima estaria consumindo entorpecentes com uma mulher.

Disparos à queima roupa

As investigações da Polícia Civil apontaram que o autor se aproximou da vítima e efetuou três disparos de arma, que atingiram a vítima em diferentes partes do corpo. Devido a gravidade dos ferimentos, Jurandi veio a óbito no local dos fatos.

Após as investigações, o suspeito foi identificado e indiciado por homicídio qualificado. O inquérito foi enviado ao Poder Judiciário, com vistas ao Ministério Público para a adoção das medidas legais cabíveis.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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