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Tocantins registra crescimento de 38,1% na vacinação contra a raiva dos herbívoros em bovinos

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O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), divulgou na segunda-feira, 24, um relatório sobre a cobertura vacinal contra a raiva dos herbívoros no Tocantins, onde aponta que houve um crescimento de 38,1% no número de bovídeos vacinados contra a doença, em 2024 em relação a 2023. No total foram imunizados 5.339.515 bovídeos. O número de equídeos vacinados também teve um aumento significativo, somando 72.367 animais, um aumento de 466% em relação a 2023.

Os dados demonstram ainda que 45,66% do rebanho total de bovídeos do Estado receberam o imunizante. “O resultado é muito positivo para o controle da raiva dos herbívoros e comprova que o trabalho realizado pela Adapec no monitoramento de abrigos, atendimentos as notificações dos produtores e as ações de educação sanitária, aliado ao compromisso dos produtores rurais refletem na garantia da saúde pública e no crescimento na economia,” destacou o presidente da Adapec, Paulo Lima.

O município de Araguaína, localizado na região norte, foi o que mais aplicou vacinas contra a raiva, somando 797.590 doses, um aumento de 162.17% a mais que em 2023, em seguida vem Miranorte com 250.055 doses aplicadas e em terceiro vem Araguaçu com 184.584 doses. Em termos proporcionais, o município de Pium foi o que registrou o maior crescimento no índice de vacinação em relação a 2023, saindo de 6.225 doses aplicadas para 80.185 em 2024, um salto de 1.188.11%.

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Ações da Adapec

A Adapec executa outras ações de controle da raiva dos herbívoros, como vigilâncias ativas, controle da população dos morcegos hematófagos da espécie Desmodus rotundus (principal transmissor da raiva), monitoramento de abrigos e orientação aos produtores rurais.

No ano passado, as equipes de prevenção e controle da raiva dos herbívoros da Adapec atenderam diretamente 800 produtores rurais e orientou 1.264 pessoas. Realizou ainda 387 ações de capturas para o controle populacional de morcegos hematófagos, monitorou 367 abrigos, que resultaram na captura de 1.560 animais desta espécie. Além disso, foram realizadas 2.900 vigilâncias ativas.

O responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros, Raydleno Mateus Tavares destacou que a vacina é a forma mais eficaz de controle da enfermidade. “Por isso, orientamos os produtores rurais, para que não deixem de vacinar os seus animais. Embora a vacina não seja obrigatória, ela protege o rebanho contra esta zoonose, que pode ser transmitida do animal para o homem, e evita prejuízos econômicos,” alertou Raydleno Mateus.

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Vacinação

A Agência orienta que o produtor vacine anualmente todos os seus animais a partir de três meses de idade, e destes animais, os primovacinados devem receber uma dose de reforço após 30 dias para uma imunização efetiva.

Atendimento aos municípios

Entre os dias 21 e 28 de fevereiro, duas equipes de prevenção e controle da raiva dos herbívoros da Adapec estão atendendo às demandas de produtores rurais e realizando o monitoramento de abrigos de morcegos hematófagos nos municípios de Palmas, Aparecida do Rio Negro, São Félix, Mateiros, Dianópolis, Novo Jardim, Paranã e Conceição do Tocantins.

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TOCANTINS

Marcello Lelis representa o governador Wanderlei Barbosa em reunião dos governadores da Amazônia Legal e destaca maior plano de combate ao fogo da história do estado

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Representando o governador Wanderlei Barbosa, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, participou nesta terça-feira, 26, da 2ª Reunião Ordinária da Assembleia Geral dos Governadores da Amazônia Legal, realizada em formato virtual.

A reunião teve como pauta principal a discussão de ações coordenadas relacionadas às queimadas, aos efeitos do fenômeno El Niño, ao desmatamento e às demais agendas ambientais e climáticas prioritárias da região Amazônica.

Durante o encontro, o presidente do Consórcio Interestadual da Amazônia Legal, Carlos Brandão, alertou os estados sobre a necessidade de reforçar a estrutura de prevenção e combate aos impactos das mudanças climáticas, como o fogo e seca severa, especialmente diante dos efeitos do El Niño previstos para este ano.

A preocupação foi reforçada após agendas institucionais realizadas na última semana junto ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Na ocasião, também foi apresentada a agenda de eventos promovidos pelo Consórcio ao longo do ano, entre eles a Semana do Clima em Londres, de 20 a 28 de junho; a Semana do Clima em Belém, de 29 de junho a 3 de julho; e a COP 31, que ocorrerá entre os dias 9 e 20 de novembro, em Antalya, na Turquia.

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Durante a reunião, o presidente do Consórcio informou ainda o encaminhamento de uma carta contendo recomendações aos estados, entre elas a elaboração e fortalecimento dos planos de manejo integrado do fogo. O Consórcio também colocou sua estrutura à disposição para apoio técnico e financeiro no enfrentamento às queimadas e conclamou a iniciativa privada a colaborar com a doação de kits de combate ao fogo.

O secretário Marcello Lelis afirmou que levará as discussões ao governador Wanderlei Barbosa e destacou que o Tocantins está estruturando o maior plano de combate ao fogo da história do Estado.

“Me chamou atenção a preocupação apresentada sobre os efeitos do El Niño e os impactos das queimadas. Precisamos nos preparar ainda mais para enfrentar esse cenário climático desafiador”, destacou o secretário.

Outro tema apresentado foi a criação da marca Amazônia, iniciativa que será trabalhada de forma sustentável e gerida pelo Consórcio da Amazônia Legal, com foco na valorização da região e de seus produtos.

A reunião também contou com apresentações sobre pautas em andamento nas áreas de planejamento e gestão estratégica, povos indígenas, segurança pública e governança fundiária. Nesta última, foi destacado o projeto Caminhos Verdes, voltado ao desenvolvimento e capacitação de usuários da Plataforma Terras do Brasil, além da aquisição de equipamentos para apoiar a regularização fundiária nos estados da Amazônia Legal.

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O Estado do Pará apresentou um conjunto de ações integradas para o combate aos incêndios florestais em um cenário agravado pelos efeitos do El Niño. Entre os pontos destacados estiveram a preocupação com a seca prolongada, os impactos para agricultores familiares e famílias residentes em áreas de várzea, além da possibilidade de criação de programas de transferência de renda para minimizar os prejuízos sociais.

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