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Naturatins marca participação na Agrotins 2026 com assinatura de Projeto de Lei que regulamenta o licenciamento ambiental

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O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) concluiu sua participação na 26ª edição da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins 2026). Ao longo dos cinco dias de evento, o órgão se destacou pela assinatura do Projeto de Lei nº 9/2026, pela realização de atendimentos e orientações, bem como pela promoção de consciência ambiental por meio da doação de mudas.

Na abertura oficial da feira, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, acompanhado do presidente do Naturatins, Cledson Lima, assinou o Projeto de Lei nº 9/2026. A proposta altera a Lei nº 3.804, de julho de 2021, que regulamenta o licenciamento ambiental no estado.

O texto atualiza os procedimentos de análise ambiental, institui novas modalidades de licença, estabelece critérios técnicos para atividades e empreendimentos de pequeno e médio porte e ajusta a legislação estadual às normas federais em vigor. Ainda prevê novos mecanismos de fiscalização, monitoramento e regularização ambiental no Tocantins, além de promover a desburocratização e maior celeridade nos processos de emissão do licenciamento ambiental.

Projeto de Lei nº 9/2026

Caso aprovada, a nova legislação ambiental estadual estará alinhada às normas federais, introduzindo mudanças significativas nos procedimentos para o setor agropecuário e florestal. Entre os principais avanços, está a dispensa de licenciamento para atividades de agricultura, pecuária extensiva e silvicultura desenvolvidas em áreas já consolidadas.

Outra inovação é o Licenciamento por Adesão e Compromisso (LAC), no qual o produtor assume as responsabilidades, enquanto o órgão realiza a inspeção para verificar se os empreendimentos estão de acordo com os preceitos técnicos e legais, dando maior celeridade aos procedimentos, sem diminuir as exigências.

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Complementarmente, a Licença Ambiental Única (LAU) unifica as etapas de licenciamento em um único procedimento, reduzindo a burocracia para o empreendedor rural.

A lei também amplia os prazos de validade das licenças, o que garante maior estabilidade para as atividades no campo. No âmbito decisório, concede autonomia ao órgão ambiental licenciador, que não fica mais obrigatoriamente vinculado às manifestações de outros entes intervenientes, evitando, assim, travamentos externos nos processos.

Com a automação do sistema e a adoção de critérios objetivos, a legislação substitui processos lentos por uma lógica de desburocratização. A segurança jurídica é reforçada pelo alinhamento com as regras federais, protegendo o produtor contra questionamentos judiciais ou multas conflitantes. Por fim, a regularização simplificada facilita o acesso ao crédito, permitindo a obtenção de financiamentos e seguros agrícolas com menos entraves.

O presidente Cledson Lima destacou a relevância do projeto para agilizar a tramitação dos processos. “Essa proposta é uma conquista, em especial para pequenos e médios produtores, que se beneficiarão da regulamentação e da simplificação do licenciamento ambiental. Assim, ganharemos mais celeridade e segurança jurídica”, afirmou.

Atendimento do Naturatins na feira

Durante a semana, servidores do Naturatins estiveram à disposição do público para prestar orientações sobre regularização ambiental, emissão de licenças de pesca, Cadastro Ambiental Rural (CAR), outorgas e demais serviços do órgão.

Segundo o analista ambiental da Diretoria de Gestão e Regularização Ambiental do Naturatins, Augusto Marçal, o objetivo foi aproximar a instituição da população, esclarecendo dúvidas técnicas. “Buscamos fornecer informações e dinamizar o atendimento relativo aos processos ambientais, reduzindo a burocracia e dando rapidez às demandas do público”, explicou.

Os serviços mais procurados no decorrer da Agrotins foram licenciamento ambiental e o CAR.

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Representante de relações institucionais em uma empresa do setor agropecuário, Altair Zanela avaliou positivamente a iniciativa. “Acabei de ser atendido pela equipe do Naturatins e estou muito satisfeito. É proveitoso participar da Agrotins, onde diversos órgãos se reúnem, para agilizar muitas demandas do dia a dia da empresa. Conseguimos resolver várias pendências em um único dia”, relatou.

Conscientização ambiental

Ao longo do evento, o Naturatins distribuiu mudas nativas aos visitantes de seu estande institucional. Foram doadas mais de 150 mudas de baru, jatobá, jaca e buriti, com o intuito de promover a consciência ambiental e reforçar a importância do reflorestamento do cerrado tocantinense.

A ação agradou os presentes, como a servidora da Secretaria de Educação (Seduc), Kallyne Glória. “Parabenizo o Naturatins por esse projeto. Estou levando duas mudas de buriti para plantar na chácara do meu pai e, futuramente, colher os frutos que ela produzirá”, contou.

Agrotins 2026

Com 26 anos de avanços e oportunidades, a Agrotins celebra uma trajetória de crescimento e inovação, consolidando-se como um dos principais eventos do agronegócio no Brasil. A feira é uma realização do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) e da Tocantins Parcerias, em parceria com empresas do agro, órgãos públicos e instituições de pesquisa e ensino.

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Maio Amarelo: Agência de Metrologia intensifica fiscalização e reforça obrigatoriedade do selo do Inmetro em capacetes

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Durante o mês de maio, campanhas educativas em todo o país reforçam a importância da segurança no trânsito e da redução de acidentes. O movimento Maio Amarelo busca conscientizar a população sobre a adoção de atitudes responsáveis e práticas de direção defensiva, com atenção especial à proteção dos usuários mais vulneráveis, como pedestres, ciclistas e motociclistas.

Como parte das ações da campanha, a Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), intensificou as fiscalizações em estabelecimentos comerciais que vendem capacetes no estado.

As equipes técnicas da área de Qualidade realizam visitas para verificar se os produtos comercializados atendem aos requisitos técnicos previstos na regulamentação do Inmetro, incluindo a presença do selo de identificação da conformidade e demais informações obrigatórias.

O presidente da Agência de Metrologia, Denner Martins, destaca a importância da atuação do órgão na proteção dos consumidores. “A Agência atua na fiscalização de produtos com certificação obrigatória, contribuindo para a segurança da população e fortalecendo as relações de consumo”, afirma.

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Capacete é item obrigatório e deve possuir selo do Inmetro

Além de ser exigido por lei, o capacete é um dos principais equipamentos de proteção para motociclistas e usuários de veículos similares, pois ajuda a reduzir o risco de mortes e lesões graves em acidentes. No entanto, não basta utilizar qualquer modelo: o produto deve possuir certificação emitida por organismo acreditado pelo Inmetro.

Por se tratar de um item regulamentado, o capacete deve conter informações obrigatórias, como nome do fabricante ou importador, data de fabricação, tamanho, referência da norma técnica aplicada e orientações de segurança ao usuário. Também é obrigatória a presença do Selo de Identificação da Conformidade, fixado de forma permanente e resistente, tanto na parte interna quanto na traseira do equipamento.

Outra exigência é que a etiqueta informativa apresente instruções corretas sobre o uso dos acessórios do capacete. Após a confecção da etiqueta interna, nenhuma informação adicional pode ser inserida no produto.

 

Inmetro orienta consumidores sobre conservação e durabilidade

Embora os capacetes sejam classificados como produtos não perecíveis e não possuam prazo de validade determinado por legislação específica, o Inmetro orienta que os usuários observem fatores que influenciam diretamente na durabilidade do equipamento, como frequência de uso e exposição ao sol, chuva e produtos químicos.

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Usuários que utilizam o capacete diariamente por longos períodos, como motociclistas profissionais, tendem a ter desgaste mais acelerado do equipamento em comparação aos usuários ocasionais.

A recomendação é que, no momento da compra, o consumidor verifique sempre a presença do selo do Inmetro, garantindo que o produto atende aos padrões mínimos de segurança exigidos.

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