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Governo do Tocantins conduz painel na COP 30 que discute mercado voluntário de carbono nas iniciativas do JREDD+

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As dificuldades enfrentadas pelos estados na implementação dos projetos de Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa por Desmatamento e Degradação Florestal Jurisdicional (JREDD+) diante da desconfiança dos mercados em relação a essa nova forma de financiamento climático foram debatidas nesta quinta-feira,13,  durante painel proposto pelo Tocantins na COP 30, em Belém.

O JREDD+ conta hoje com uma demanda garantida pela iniciativa global Coalizão LEAF para a compra de 1,5 bilhão de dólares em créditos, segundo Letícia Guimarães, chefe de Mercado de Carbono do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). No centro do debate esteve a questão: o mercado está preparado para destravar esse tipo de financiamento climático?

Mediado pela superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Semarh, Dra. Marli Santos, e com a participação do secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Dr. Divaldo Rezende, o painel abordou o estado da arte do mercado voluntário de carbono nas iniciativas de JREDD+, com foco na complexidade dos padrões, no desconhecimento dos governos, do setor agroprodutivo e das comunidades sobre o tema — fatores que geram instabilidade na oferta de créditos jurisdicionais.

A discussão contou com a presença da doutora em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília e diretora do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Beatriz Soares; da chefe de Mercados de Carbono do PNUD, Letícia Guimarães; e do doutor em Economia pela University College London, ex-coordenador de Estudos Ambientais no IPEA/Rio de Janeiro e ex-diretor do Ministério do Meio Ambiente, Ronaldo Seroa.

A mediadora questionou os painelistas sobre o estágio atual dos estados que, assim como o Tocantins, se preparam para ofertar créditos de carbono, mas esbarram em questões como insegurança jurídica, questionamentos do setor agroprodutivo e do setor político, além da desinformação que aumenta ainda mais a insegurança no mercado, gerando ruídos na comunicação. Ela provocou os participantes: o mercado está maduro ou não?

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Para a chefe de Mercados de Carbono do PNUD, quando se fala em oferta de créditos provenientes do setor público, ainda há resistência por parte do mercado privado. ”Acho que cabe a nós comunicar melhor como esse mecanismo evoluiu de uma lógica de pagamentos por resultados para um mecanismo de mercado, porque fundos públicos não são suficientes para lidar com o problema das mudanças climáticas. Portanto, recursos privados são necessários, e os mecanismos de mercado são reconhecidos pelo setor privado como uma forma de canalizar esses investimentos”, defendeu.

O professor Ronaldo Seroa afirmou que o setor público é capaz de estruturar projetos jurisdicionais de REDD+ com reputação e garantia de perenidade, mas que, para isso, os estados precisam investir em comunicação para ampliar a confiança do mercado. Ele concluiu que o Brasil pode, ao contrário do que se pensa, gerar muitos recursos para o financiamento climático por meio do jREDD+. “Mais importante é que a oferta esteja sinalizada, pois isso ajudará a encontrar a demanda”, afirmou.

O secretário Divaldo Rezende destacou os padrões existentes para regulação do mercado, que podem trazer mais credibilidade ao JREDD+, especialmente para os compradores. Ele questionou se, no futuro, o programa jurisdicional de REDD+ do Tocantins estará no mercado voluntário ou regulado.“É muito importante que o governo brasileiro apresente uma estrutura robusta, clara e com profissionais competentes para que isso aconteça”, reforçou.

Tocantins

A superintendente Marli Santos apresentou ainda a experiência do Tocantins na implementação do JREDD+, destacando que a comunicação utilizada chegou em toda a parte e por isso mesmo gerou ruídos entre comunidades indígenas, tradicionais, quilombolas e o setor produtivo. O estado precisa responder às demandas de todos esses atores, além de cumprir exigências internacionais. A grande questão, segundo ela, é como equilibrar tudo isso.

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Para Letícia Guimarães, os estados precisam retomar o foco na importância da floresta em pé: se não há redução do desmatamento, não há mercado, nem pagamentos por créditos. “Minha recomendação é sempre voltar à origem de como essa commodity foi criada: ela existe se o desmatamento é reduzido.

 Não há garantia de fluxo sustentável de financiamento sem outras fontes que assegurem que a floresta permanecerá em pé. A ideia de que o mercado vai salvar a floresta é equivocada. O mercado compensa ações que mostrem que instrumentos, operações e legislações garantem a permanência desse bem ao longo do tempo”, afirmou.

Segundo Letícia Guimarães, o Estado não deve depender apenas do mercado de carbono para proteger a floresta, mas adotar uma política mais ampla de valorização dos serviços ambientais.

A diretora do MMA, Beatriz Soares,  em enfatizou o papel da Conaredd (Comissão Nacional para REDD+ ) com a nova legislação neste processo. “ Temos ai o mercado voluntário funcionando e a regulamentação da Lei federal número 15.042/2024 demorará cinco anos, mas antes disso emitiremos algumas diretrizes de como iremos gerar a confiança destes compradores, principalmente, quando se fala em aninhamento e repartição de benefícios“, disse.

Por fim, a chefe de Mercados de Carbono do PNUD confirmou que o mercado já sinaliza demanda, especialmente após o anúncio da Coalizão LEAF de que há garantias para a compra de 1,5 bilhão de dólares em créditos jurisdicionais.

 Ela destacou que esta será a primeira vez que os estados da Amazônia passarão por um processo de certificação e creditação. “Está tudo posto para que isso aconteça”, finalizou. O secretário Divaldo lembrou que o Tocantins está bastante avançado no processo para que os primeiros contratos de venda sejam assinados.

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Vet Week: CRMV-TO promove semana especial voltada à Medicina Veterinária

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O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Tocantins (CRMV-TO) realiza, a partir da próxima quarta-feira, 9, a 1ª edição da Vet Week – Semana da Medicina Veterinária do Tocantins, com o intuito de promover um espaço que contribua para o aprendizado, a troca de experiências e integração entre médicos-veterinários. O evento segue com ações até o dia 18 de setembro.

A programação da Vet Week reúne temas pensados no fortalecimento da atuação da classe e será realizada em cinco municípios tocantinenses: Palmas, Gurupi, Araguatins, Araguaína e Paraíso. Algumas atividades ocorrerão simultaneamente.

Um dos pontos principais do evento é o fortalecimento da aproximação entre o Conselho e os profissionais, além de ampliar os espaços de diálogo participativo sobre as ações desenvolvidas.

A abertura oficial da Vet Week ocorre na quarta-feira, 9, a partir das 19h, no auditório do CRMV-TO, em Palmas. A programação do evento inclui palestras sobre a formação profissional para um exercício ético frente às demandas sociais; o papel do CRMV-TO; ética profissional; noções de marketing pessoal; além de visitas institucionais e momentos de diálogo e interação com profissionais da iniciativa pública e privada; entre outras ações.

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Curso de Responsabilidade Técnica

Durante a Vet Week, o CRMV-TO realizará mais uma edição do curso de formação para Responsáveis Técnicos (RTs), desta vez com turmas em Gurupi e Araguaína. A última edição foi realizada no mês de março, em Palmas.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até o dia 9 de setembro, através dos links: https://forms.gle/4DooSmCyipSwedtM9 (para Gurupi) e https://forms.gle/4Q6WVsco498cA6759 (para Araguaína). As vagas são limitadas e geram certificado de conclusão.

Importante destacar que a Vet Week é um evento promovido pelo CRMV-TO, em parceria com a Sociedade dos Médicos Veterinários do Tocantins (Sovetto), Universidade Federal do Tocantins (UFT) Campus Gurupi, Instituto Federal do Tocantins (IFTO) Campus Araguatins, Faculdade de Ciências do Tocantins (Facit) – Araguaína, Superintendência Federal da Agricultura do Tocantins (Mapa/SFA-TO) e Agência de Defesa Agropecuária (Adapec). Mais detalhes sobre a programação, locais e endereços podem ser conferidos nas redes sociais do CRMV-TO.

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