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CIRURGIAS ELETIVAS

SES-TO discute ampliação do Programa de Cirurgias Eletivas, Exames e Consultas Especializadas

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Para continuar ofertando procedimentos que proporcionam mais qualidade de vida à população tocantinense, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) promoveu na segunda-feira, 28, a Câmara Técnica da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-TO). O evento teve como objetivo, discutir o Programa Estadual de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames e Consultas Especializadas.

Dentre os pontos elencados estavam: os repasses financeiros para dar continuidade ao atendimento de cirurgias eletivas nos Hospitais de Pequeno Porte (HPPs); apresentação do relatório de vistoria realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária (DVISA), às unidades hospitalares e verificar a disponibilidade de fornecimento de hemocomponentes.

A Câmara Técnica ocorreu na sede da Superintendência do Ministério da Saúde no Tocantins e contou com a presença o gestor da SES-TO, representantes da Superintendência de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS/SES-TO), Conselho Municipal de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS) e gestores municipais dos Hospitais de Pequeno Porte (HPP) de Pindorama do Tocantins, Tabocão, Monte do Carmo, Palmas, Colinas do Tocantins, Araguatins, Formoso do Araguaia, Pium, Dueré, Taguatinga, Miranorte, Divinópolis, Gurupi e Guaraí.

No evento, ficou alinhado que os repasses financeiros se darão da seguinte forma: a primeira parcela no valor de R$ 50.000,00, não condicionada à produção e os pagamentos subsequentes de R$ 150.000,00 vinculados à realização de 23 procedimentos por mês.

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“A discussão sobre a continuidade desse trabalho dentro dos HPPs demonstra a importância do atendimento deste serviço à população tocantinense, que não precisa se deslocar para realizar um procedimento, ao mesmo tempo em que desafoga as unidades hospitalares estaduais. Nos últimos dois anos vimos um excelente resultado desta parceria e seguiremos trabalhando por um Sistema Único de Saúde mais articulado em todo o Tocantins”, afirmou o Secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto.

“Com essa perspectiva do HPP vamos além de ampliar a quantidade de cirurgias que são feitas no Estado do Tocantins, melhorar o acesso do paciente, porque o paciente vai operar mais perto da casa dele. Os repasses são feitos pelo Governo do Tocantins e a SPAS acompanha o processo, para que tudo ocorra da forma correta e o cidadão seja contemplado, pois este é o nosso foco principal”, comentou o superintendente da SPAS, Robson José da Silva.

O secretário de Saúde de Cristalândia e representante do COSEMS na reunião, Jairo Carvalho, afirmou que “essa reunião é de suma importância, principalmente pela iniciativa do secretário em nos ouvir. Com esse novo valor poderemos ampliar o atendimento à nossa população que não precisa se deslocar e é beneficiada dentro da sua própria região de localidade”.

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“Foi uma excelente reunião, porque nós estamos com várias ações e com esse consenso, iremos agilizar o nosso programa, que mensalmente tem realizado 23 procedimentos e tem sido muito bom, pois a comunidade tem visto isso de bom proveito, pois são operadas no próprio município, ou no hospital da própria cidade perto de suas residências”, disse a Secretária de Saúde de Pium, Neila Lopes.

O Programa

O Programa Estadual de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames e Consultas Especializadas prevê a ampliação da oferta de cirurgias eletivas de média complexidade, viabilizando cuidados à saúde de forma regionalizada e acesso ao atendimento especializado. Todos os pacientes atendidos deverão estar no Sistema de Gerenciamento de Lista de Espera (SIGLE), da Central Estadual de Regulação (CER).

O HPP existe desde de 2022 quando o Tocantins investiu mais de R$ 24 milhões de reais. Em 2023, a parceria entre Estado e Municípios investiu R$ 20 milhões de reais, que geraram cerca de 30% das 18 mil cirurgias eletivas feitas em todo o Estado, no ano passado.

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SAÚDE

Justiça determina que Hospital Dom Orione mantenha atendimento pelo SUS

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A Justiça do Tocantins deferiu, nesta segunda-feira (27), o pedido de tutela antecipada apresentado pelo Governo do Estado e determinou que a Casa de Caridade Dom Orione mantenha integralmente a prestação dos serviços hospitalares contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi proferida pela juíza Renata Teresa da Silva Macor, durante o Plantão Judicial.

A ação foi ajuizada pelo Estado após a direção do Hospital Dom Orione comunicar a intenção de suspender procedimentos eletivos de média e alta complexidade, alegando atraso em repasses financeiros. Entre os serviços que poderiam ser interrompidos estavam cirurgias cardíacas, neurocirurgias, cirurgias urológicas e endovasculares, especialidades que fazem do hospital uma das principais referências em atendimento de alta complexidade da Macrorregião Norte do Tocantins.

Na decisão, a magistrada destacou que a saúde é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal e que os serviços prestados por instituições privadas contratadas pelo SUS possuem natureza essencial, não podendo ser interrompidos em razão de controvérsias financeiras. Segundo a decisão, eventuais divergências relacionadas a pagamentos devem ser solucionadas pelas vias administrativas ou judiciais, sem prejuízo à população usuária do sistema público de saúde.

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O Governo do Tocantins informou à Justiça que já adotou medidas para regularizar a situação financeira, incluindo a realização de auditoria e encontro de contas para apuração dos valores devidos. Também comprovou o pagamento de R$ 2.451.939,32, efetuado no último dia 23 de julho, referente aos contratos firmados com a instituição hospitalar, reduzindo o saldo pendente desses instrumentos para R$ 12.641.061,68.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de prejuízos à população caso os atendimentos fossem interrompidos. A decisão ressalta que a suspensão dos serviços poderia provocar o cancelamento de procedimentos especializados, aumentar a fila de espera e comprometer a assistência a pacientes que dependem do SUS.

Com a tutela antecipada, o Hospital Dom Orione deverá manter a regular prestação de todos os serviços hospitalares e ambulatoriais previstos nos Contratos Administrativos nº 127/2022 e nº 410/2026, incluindo consultas, exames, internações, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atendimentos de urgência e emergência, além de procedimentos cirúrgicos eletivos e de alta complexidade.

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Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. A Justiça também determinou a intimação imediata da instituição para cumprimento da decisão.

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma seu compromisso com a continuidade da assistência à população tocantinense e destaca que seguirá adotando todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para garantir o funcionamento regular da rede pública de saúde e preservar o atendimento aos usuários do SUS.

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