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Hospital Regional de Araguaína

Governo investe em ampliação de leitos e melhorias de fluxo no HRA e acaba com internações nos corredores

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As ações estratégicas das equipes da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) têm garantido celeridade nos atendimentos e giro de leitos no Hospital Regional de Araguaína (HRA). A contratação de mais profissionais, a ampliação de leitos e as mudanças nos fluxos de trabalho já resultaram em 20 dias sem pacientes nos corredores da unidade.

A diferença é celebrada pela população atendida no local. “Há um tempo eu estive acompanhando a minha mãe e os corredores estavam superlotados. Hoje, estou acompanhando um paciente na ortopedia e percebo uma estabilidade enorme, com corredores vazios e é uma satisfação imensa, pela humanização aos pacientes que aqui estão. Isso é muito bom, de ver que não está superlotado. A gestão está de parabéns!”, afirmou Dhecilene Morais de Araújo, acompanhante de paciente.

“Desde que assumimos a gestão da unidade, buscamos alinhar os processos de trabalho em observância às  políticas de segurança dos pacientes e políticas, controle de infecção hospitalar e políticas de humanização no SUS. Aliado a isso, o HRA já contava com a parceria e consultoria do programa Lean nas emergências, com foco na não utilização dos corredores, o que nos possibilitou a minimização do tempo de permanência das clínicas cirúrgica e ortopédica, que consequentemente houve a diminuição dos pacientes das especialidades citadas nos corredores”, afirmou a diretora-geral do HRA, Cristiane Uchôa.

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A diretora acrescentou que “a contratação de especialistas permitiu o retorno de serviços como o da bariátrica e aumentar o quantitativo de cirurgias como as ortopédicas, por exemplo que é um dos nossos maiores gargalos e hoje o tempo médio de internação dos pacientes destas especialidades é de 15 a 20 dias, o que possibilitou esvaziar os corredores”.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, “sabemos das dificuldades das unidades como HRA e Hospital Geral de Palmas, que operam com sobrecarga de pacientes, considerando também as sazonalidades de saúde, mas sempre orientamos a proporcionar tratamento adequado aos nossos usuários, buscando redução dos riscos e respeitados os direitos do usuário de privacidade, dignidade  e humanização no acolhimento. Já conseguimos zerar o corredor em Araguaína e estamos trabalhando para que assim permaneça. Agradeço o empenho de toda equipe do HRA, que se esforçou para isso e parabenizo o feito que sem dúvida tem garantido bem-estar à população da região”.

Entre as ações que estratégicas que resultaram na celeridade nos atendimentos estão: a entrega de 18 novos leitos clínicos e um espaço para hemodiálise, dobrando a capacidade de realização de cirurgias eletivas para mais de 100 procedimentos mensais. As cirurgias de urgências e as eletivas somadas passaram de 3.098, em 2023; para 4.202 nos seis primeiros meses deste ano.

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Parceria

Parceria importante no processo de atendimento, o Projeto Lean funciona no HRA desde dezembro de 2022. A iniciativa do Ministério da Saúde (MS) permite consultoria dos hospitais Beneficência Portuguesa (BP), Moinhos de Vento e Sírio Libanês, por meio do Programa de apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), com o objetivo principal de reduzir as superlotações nas urgências e emergências.

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SAÚDE

SES-TO articula ações para fortalecer assistência à saúde em territórios quilombolas

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Com o objetivo de identificar desafios e fortalecer as ações da Atenção Primária nos territórios, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) está alinhando ações para a realização de oficinas voltadas à saúde da população quilombola. A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Saúde, de órgãos estaduais e de municípios.

As primeiras oficinas estão previstas para ocorrer nas regiões Sudeste e Amor Perfeito. O município de Dianópolis sediará a etapa inicial, em maio, e Mateiros deve receber a programação no mês de junho. A proposta é expandir a ação para todas as regiões com presença de comunidades quilombolas. Atualmente, existem 12.881 quilombos no Tocantins, sendo 43 reconhecidos pela Fundação Palmares e 54 pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais.

A estratégia prioriza a escuta dos gestores municipais da Atenção Primária que atuam diretamente nesses territórios, permitindo um diagnóstico mais preciso das condições de atendimento, considerando as particularidades sociais, culturais e geográficas das comunidades quilombolas no estado.

Do Núcleo de Equidade de Gênero, Raça e Etnia da SES-TO, Paula Rey Vilela explicou que o foco é compreender a realidade dos municípios para qualificar as políticas públicas. “Vamos dialogar com os gestores da Atenção Primária que atuam em territórios quilombolas, entender as dificuldades e levantar um diagnóstico situacional. A partir disso, buscaremos fortalecer as políticas de equidade no estado e subsidiar a construção da política estadual de saúde da população negra e quilombola.”

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Ela destacou ainda que as oficinas vão abordar temas como racismo institucional, acolhimento qualificado e as especificidades culturais dessas comunidades. “Muitas vezes, os profissionais não têm preparo para lidar com essas realidades, o que impacta diretamente no atendimento. A proposta é ampliar essa compreensão e melhorar o cuidado”, completou.

Para a diretora de Políticas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Igualdade Social, Bianca Pereira, a iniciativa contribui para ampliar o olhar sobre a saúde pública no estado. “É fundamental pensar a saúde para além do contexto urbano, considerando as especificidades dos territórios quilombolas. As oficinas são uma oportunidade de escuta ativa, que vão permitir entender melhor o acesso à saúde nessas comunidades e aprimorar as ações desenvolvidas.”

O assessor do Ministério da Saúde, Fernando Nunes Alves, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Estamos aqui para somar esforços e contribuir com a construção de políticas públicas mais efetivas. O Ministério atua na promoção da igualdade racial e no enfrentamento das desigualdades dentro do SUS, e esse trabalho integrado é essencial para garantir um atendimento mais justo à população quilombola.”

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Durante a reunião, também foi apresentada a Portaria GM/MS nº 9.572, de 22 de dezembro de 2025, que institui incentivo financeiro de custeio mensal para equipes de Saúde da Família que atuam em áreas com população quilombola. A medida busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e promover maior equidade no acesso aos serviços.

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