A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) nesta terça-feira, 13, que investiga fraude em licitação e superfaturamento em serviços de manutenção em hospitais e anexos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) diz respeito à gestão do ex-governador do Tocantins, Mauro Carlesse, que renunciou ao cargo em março deste ano para fugir de um processo de impeachment da Assembleia Legislativa (Aleto) por corrupção.
Mauro Carlesse e o ex-secretário de Saúde, Edgar Tollini, já foram alvos de outras ações da PF que investigam corrupção na Saúde como o uso de aviões contratados pelo Governo do Tocantins para viagens pessoais, inclusive UTIs aéreas, e o pagamento de propina pelo aluguel da unidade onde funcionou o Hospital Estadual de Combate à Covid-19 (HECC), que resultou em um prejuízo de R$ 13,7 milhões aos cofres públicos.
Segundo a PF, Tollini também é investigado em um suposto esquema de superfaturamento na compra de leitos hospitalares. O dinheiro adquirido nos esquemas estaria sendo lavado por meio da compra de imóveis, carros de luxo e itens de luxo, além de depósitos em uma conta no exterior.
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Pente Fino
Desde que assumiu o Governo do Tocantins, o governador Wanderlei Barbosa tem passado o pente fino em vários contratos executados na gestão de Carlesse. Os trabalhos envolvem servidores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE), com apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).
Sobre a ação da PF realizada hoje, a orientação dada pela gestão de Wanderlei é que a SES colabore com as investigações para a apuração dos fatos, “uma vez que a atual gestão preza pelo bem do erário público e zela por uma saúde de qualidade para a população tocantinense”, afirmou em nota enviada à imprensa.