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Naturatins mobiliza equipes no Jalapão em decorrência de incêndio em campo de capim-dourado

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O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) mobilizou uma força-tarefa para atuar no Parque Estadual do Jalapão (PEJ), em decorrência do incêndio registrado em áreas de capim-dourado, nos campos Riacho de Areia e Faveira/Caetano. A ação contou com brigadistas do Parque, equipe de fiscalização ambiental do órgão, e apoio do município.

O incêndio registrado na última quinta-feira, 4, ocorreu em um cenário de calor intenso, ventos fortes e baixa umidade. Assim que acionada, a brigada do PEJ, composta por 13 brigadistas, deslocou-se imediatamente até a área atingida e iniciou o combate. A ação contou ainda com o apoio de brigadistas municipais, e o trabalho integrado das equipes possibilitou o controle total das chamas no final do dia.

A diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Perla Oliveira, destacou o empenho dos brigadistas e o trabalho conjunto para conter o fogo. “O combate exigiu uma atuação intensa, com o apoio de diferentes frentes. Apesar das condições desfavoráveis, conseguimos controlar o incêndio, evitando que se propagasse para outras áreas”, informou.

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A fiscalização ambiental do Naturatins, que atua na região desde 1º de agosto, quando teve início a Operação Capim-Dourado, também agiu prontamente e se deslocou imediatamente até o local do incêndio. Durante as vistorias realizadas em campo, a equipe de fiscais conseguiu inferir o ponto exato de início do fogo, próximo aos campos de capim-dourado do Riacho de Areia e Faveira/Caetano.

Após reunir todas as informações necessárias, a equipe de fiscalização do Naturatins, coordenada pela fiscal ambiental Aurilene Carlos Henrique, encaminhará o caso imediatamente às autoridades competentes para investigação. “Estamos tratando de um crime ambiental grave. A legislação estabelece que provocar incêndio em unidade de conservação é uma infração de alta gravidade, sujeita a reclusão, multas e responsabilização administrativa. Iremos acionar as autoridades competentes do Tocantins, que vão conduzir a investigação”, afirmou a fiscal.

Segundo informações dos fiscais, a equipe segue com o monitoramento e intensificaram as rondas para proteger os demais campos e garantir a coleta, atividade essencial para a renda das comunidades locais.

Apesar do impacto registrado em duas áreas específicas, as equipes reforçam que vários campos de capim-dourado no Jalapão permanecem preservados, garantindo a coleta. Para a comunidade, que tem nessa atividade sua principal fonte de renda, essa informação representa segurança e tranquilidade para a manutenção do trabalho.

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MEIO AMBIENTE

Ações preventivas são realizadas nas Unidades de Conservação em preparação para o período de estiagem

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Com a proximidade do período de estiagem, quando aumenta o risco de incêndios florestais, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais recebem ações preventivas com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e contribuir para a proteção dos ecossistemas durante o período de maior vulnerabilidade climática.

Nas Unidades de Conservação estaduais, administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), são desenvolvidas ações preventivas com base no Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que reúne planejamento, prevenção e uso controlado do fogo para reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as práticas adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.

Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.

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Além das queimas prescritas, são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Também são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.

As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.

Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), bem como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.

Monitoramento

O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.

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Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.

Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.

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