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Governo do Tocantins planeja plano robusto de prevenção e combate aos incêndios florestais para 2026

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O governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Instituto Natureza do  Tocantins (Naturatins) e Corpo de Bombeiros Militar planejam um plano robusto de prevenção e combate aos incêndios florestais para este ano.

O alinhamento para a execução das ações iniciou na manhã desta terça-feira, 20, em reunião conduzida pelo secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, com a presença do Comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, Coronel Peterson Queiroz de Ornelas e o presidente do Naturatins, Cledson Lima.

A reunião marca o início de uma série de diálogos estratégicos com os órgãos que atuam diretamente no enfrentamento aos incêndios florestais.O planejamento conjunto é essencial para antecipar ações, integrar informações para que as ações planejadas sejam mais assertivas.

Na ocasião, o secretário Marcello Lelis reforçou a determinação do governador Wanderlei Barbosa de as instituições atuarem de forma planejada e com antecedência para combater às queimadas no Tocantins . “Por determinação do governador Wanderlei Babosa estamos construindo um grande e robusto plano de combate ao fogo para este ano”, enfatizou, o gestor da Semarh.

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Marcello Lelis reiterou ainda que os resultados positivos  alcançados em 2025 mostram que o o governo está no caminho certo. “Mas é fundamental manter esse trabalho articulado, com base em dados, tecnologia e participação de todos os parceiros envolvidos”, completou.

Atuação estratégica

Durante o encontro, foram apresentados os números referentes ao combate às queimadas de 2024 gerados pelo Centro de Informações Geográficas em Gestão do Meio Ambiente (CIGMA), plataforma lançada em  2025 pelo Governo do Tocantins. A ferramenta ampliou o acesso a dados ambientais estratégicos, permitindo o acompanhamento das informações por meio de painéis e mapas interativos, além de subsidiar técnicos e gestores na tomada de decisões mais rápidas e precisas.

Os números demonstram avanços importantes na agenda ambiental do estado. No ano passado, o Estado do Tocantins registrou uma redução de aproximadamente 34% de área queimada em comparação a 2024. Já os focos de queimadas apresentaram queda de 33,1%, com 11.529 registros acumulados entre janeiro e dezembro de 2025, antes os  17.244 focos registrados no mesmo período de 2024.

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Contribuiu para este cenário positivo o Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, elaborado de forma conjunta pela Semarh, Naturatins e pelo Corpo de Bombeiros Militar que previu investimentos de R$ 17,1 milhões, estruturados nos eixos de prevenção, monitoramento e combate.

Além das ações do projeto Foco, desenvolvido em parceria com as instituições que compõem o Comitê do Fogo. O projeto percorreu 60 municípios, realizando cerca de 2,6 mil ações de conscientização ambiental, alcançando aproximadamente 20 mil pessoas distribuídas por  comunidades rurais, propriedades agrícolas, aldeias indígenas e escolas.

As ações foram intensificadas principalmente nos municípios com maior incidência de queimadas ilegais, como Caseara, Angico, Esperantina, Lagoa da Confusão, Araguatins, Maurilândia e Palmeiras do Tocantins.

Participantes

Também participaram da reunião, a Diretora de Inteligência Ambiental, Clima e Floresta, Letícia Vieira, o Diretor de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos, Matheus Chagas e integrantes da equipe técnica de ambas as pastas.

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MEIO AMBIENTE

Ações preventivas são realizadas nas Unidades de Conservação em preparação para o período de estiagem

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Com a proximidade do período de estiagem, quando aumenta o risco de incêndios florestais, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais recebem ações preventivas com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e contribuir para a proteção dos ecossistemas durante o período de maior vulnerabilidade climática.

Nas Unidades de Conservação estaduais, administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), são desenvolvidas ações preventivas com base no Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que reúne planejamento, prevenção e uso controlado do fogo para reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as práticas adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.

Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.

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Além das queimas prescritas, são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Também são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.

As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.

Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), bem como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.

Monitoramento

O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.

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Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.

Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.

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