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Governo do Tocantins discute proposta preliminar de regionalização dos serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), reuniu prefeitos e secretários municipais em Palmas, em audiência pública que apresentou e discutiu a proposta preliminar de regionalização dos serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos no Estado.

O objetivo da regionalização é viabilizar a gestão integrada e o gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos, especialmente para municípios de menor porte que enfrentam dificuldades para arcar, individualmente, com os custos e a infraestrutura necessários, permitindo a gestão compartilhada.

O evento, realizado em parceria com o Ministério das Cidades, a Envex Engenharia e Consultoria e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), reuniu cerca de 170 participantes, no modo presencial e online. Paralelamente, o governo também está recebendo contribuições até esta terça-feira, 18, por meio da consulta pública online disponível no site da Semarh (link: https://linktr.ee/regionalizacao_RSU_TO.

A abertura contou com a presença da secretária Executiva da Semarh, Mônica Avelino, representando o secretário Divaldo Rezende; do presidente do Instituto Natureza do Tocantins, Naturatins, Cledson Rocha, representando o governador Laurez Moreira; e do presidente da Fundação do Meio Ambiente de Palmas, Isac Braz Cunha e Victor Luciano e Tiago Dias, representando conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Também participaram o assessor técnico do Ministério Público Estadual, Henrique Garcia dos Santos; diretora de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Semarh, Ellen Amaral, os prefeitos Elton Moreira (Cariri) e Márcia Enfermeira (Lajeado);  Elton Moreira, (Cariri),  e o prefeito presidente da Associação Tocantinense dos Municípios (ATM), prefeito de Cristalândia, Wilson de Oliveira, conhecido como Big Jow, entre outras autoridades.

 Durante a abertura, a secretária Executiva destacou que a proposta de regionalização da gestão dos resíduos sólidos é uma exigência legal estabelecida principalmente pela Lei nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS) e reforçada pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020).

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Mônica Avelino lembrou que, atualmente, mais de 80% dos municípios tocantinenses possuem seus Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, o que representa um importante avanço no planejamento. No entanto, apenas 30 municípios — cerca de 22% — realizam a destinação ambientalmente adequada dos resíduos; a maior parte ainda utiliza lixões ou aterros controlados.

“Estes números mostram o quanto caminhamos, mas também o quanto ainda precisamos avançar. A regionalização surge como resposta a este desafio, permitindo aos municípios que vislumbram a gestão compartilhada, a otimização de recursos e a consolidação de soluções regionais mais sustentáveis”, afirmou.

Participando de forma online, a coordenadora do Marco Legal do Saneamento do Ministério das Cidades, Ana Elisa, lembrou que a política federal de saneamento básico estabeleceu como uma de suas condicionantes para acesso a recursos federais a regionalização dos resíduos sólidos. “O que está sendo discutido aqui vai garantir que nenhum município fique impossibilitado de receber recursos federais a partir de 2026”, afirmou.

O presidente do Naturatins reiterou que os lixões têm sido um problema de saúde pública que se arrasta há anos, e a proposta de regionalização — seja por meio da criação de consórcios ou de parcerias público-privadas — se apresenta como uma solução viável para acabar com os lixões a céu aberto.

Proposta de Regionalização

Os consultores da Envex apresentaram detalhes do Estudo de Regionalização de Resíduos Sólidos no Tocantins. Segundo a proposta, estão previstas três microrregiões de resíduos sólidos, com a sugestão para a implantação de aterros regionais— além dos já existentes — ou estações de transbordo. A microrregião 1 seria formada por 64 municípios; a microrregião 2 englobaria 40 cidades; e a microrregião 3, 35 municípios.

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Os consultores esclareceram aos gestores como poderá funcionar o modelo inclusive sobre como os municípios de forma agrupada poderão contratar os serviços, seja no formato de concessão de serviço, chamamento público ou contratação de empresa privada. Foi falado ainda sobre a exigência legal e a importância dos municípios instituírem a cobrança pelos serviços por meio de taxa ou tarifa, já previstas pelo Marco Legal do Saneamento.

As técnicas da Envex detalharam o funcionamento da proposta e explicaram como será estruturado o modelo de governança. A consultora da Envex, Natália Lima Barreto, destacou que o Estado já conta com oito consórcios intermunicipais ativos e que a proposta considera a existência dessas organizações nos arranjos regionais sugeridos.

Durante sua participação online, o presidente da ATM, prefeito de Cristalândia, Wilson de Oliveira, conhecido como Big Jow, ressaltou que os lixões são um problema seríssimo e que os gestores enfrentam a falta de recursos para resolver a questão. “A área de resíduos sólidos era esquecida. Agora estamos conseguindo discutir esse problema”, afirmou.

Projeto Cidade Limpa

Na ocasião, a prefeita de Lajeado, Márcia Enfermeira  apresentou o Projeto Cidade Limpa, iniciativa voltada à conscientização ambiental e à redução dos impactos do descarte inadequado de resíduos. A prefeita esteve acompanhada da presidente da Associação das Mulheres Artesãs e Empreendedoras de Lajeado (AME), Doris Sales.

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Ações preventivas são realizadas nas Unidades de Conservação em preparação para o período de estiagem

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Com a proximidade do período de estiagem, quando aumenta o risco de incêndios florestais, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais recebem ações preventivas com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e contribuir para a proteção dos ecossistemas durante o período de maior vulnerabilidade climática.

Nas Unidades de Conservação estaduais, administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), são desenvolvidas ações preventivas com base no Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que reúne planejamento, prevenção e uso controlado do fogo para reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as práticas adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.

Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.

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Além das queimas prescritas, são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Também são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.

As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.

Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), bem como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.

Monitoramento

O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.

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Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.

Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.

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