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Governo do Tocantins encerra ciclo histórico com sepultamento do lixão em Nova Olinda

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Com o apoio do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), a Prefeitura de Nova Olinda, norte do estado, realizou, nesta quinta-feira (26), o sepultamento oficial do lixão municipal.

A ação, integrante do programa Lixão Zero no estado, incluiu o plantio simbólico em uma área que já recebeu duas mil mudas de espécies nativas do Cerrado, voltadas à recuperação ambiental do espaço desativado.

Em um marco histórico para a política ambiental do município, o evento reuniu autoridades estaduais, lideranças locais e a comunidade na área onde funcionava o antigo lixão.

O ato consolida um processo técnico e administrativo iniciado há anos e posiciona Nova Olinda entre os municípios que avançaram de forma responsável na adequação ambiental e na gestão correta dos resíduos sólidos.

Na ocasião, o gestor da Semarh, Marcello Lelis lembrou que dos 139 municípios, apenas 33 destinam seus resíduos sólidos corretamente. O restante, 106, ainda utilizam lixões a céu aberto o que que contribui para a degradação ambiental e para a proliferação de doenças.

“ Nova Olinda hoje dá um recado para o estado do Tocantins e encerra hoje sua fábrica de doença, e aqueles municípios que ainda não estão destinando corretamente seus resíduos sigam este exemplo que é um grande passo para o meio ambiente desta região do estado do Tocantins ”, alertou.

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Para o vice-presidente do Naturatins, José Aníbal Lamattina, ações como essas fortalecem a gestão ambiental municipal e podem contribuir para a ampliação de benefícios ambientais e econômicos, como o ICMS Ecológico.

“A desativação do lixão é uma medida fundamental para a proteção do meio ambiente e da saúde pública, pois reduz riscos de contaminação do solo e dos recursos hídricos,  reforça o compromisso com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e contribui diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou.

Compromisso

Durante a solenidade, o prefeito Jesus Evaristo (UB) destacou que o momento representa uma conquista coletiva e um passo firme rumo ao desenvolvimento sustentável.

 “Hoje Nova Olinda mostra que é possível avançar com responsabilidade. Estamos encerrando um ciclo e garantindo que o município esteja adequado às exigências ambientais, mas, acima de tudo, estamos cuidando do nosso território. Esse projeto traz benefícios imensuráveis para o meio ambiente, para a saúde da nossa população e para as futuras gerações. É um investimento no presente e no futuro da nossa cidade”, afirmou o prefeito.

Processo técnico

Nova Olinda deixou de destinar resíduos ao lixão ainda em 2018. Mas só a partir de 2021, na gestão do prefeito Jesus Evaristo, foi realizada a estruturação do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), medida adotada para garantir a recuperação ambiental da área de forma técnica, planejada e conforme as exigências legais.

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A diretora de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, Ellen Amaral,  explica que  o primeiro passo a ser dado pelo município para sepultar um lixão a céu aberto é a elaboração técnica do PRAD e sua submissão  junto ao Naturatins.  “A  Semarh pode orientar os municípios neste processo. Nos procure, entrem em contato com a diretoria de resíduos sólidos para que possamos sepultar de uma vez em seus municípios este problema para saúde e para o meio ambiente”, disse.

 Presença

Participaram do evento o deputado estadual Marcus Marcelo; o vice-presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), José Aníbal Lamattina; os engenheiros ambientais Yuri Rodrigues e José Guilherme; além dos vereadores Júnior Tonheira, Alessandra Cunha, Dedel Camilo, Ednilson Borba (Piru), Juliane Canuto, Dimar da Padaria, Marquinhos do Toin Preto, Nataly Gomes e Demir da Agrovila. O evento contou ainda com secretários municipais de Nova Olinda e representantes de municípios vizinhos como Pau D’arco, Filadélfia, Barra do Ouro, Santa Fé do Araguaia, Bandeirantes do Tocantins e Ananás.

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MEIO AMBIENTE

Ações preventivas são realizadas nas Unidades de Conservação em preparação para o período de estiagem

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Com a proximidade do período de estiagem, quando aumenta o risco de incêndios florestais, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais recebem ações preventivas com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e contribuir para a proteção dos ecossistemas durante o período de maior vulnerabilidade climática.

Nas Unidades de Conservação estaduais, administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), são desenvolvidas ações preventivas com base no Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que reúne planejamento, prevenção e uso controlado do fogo para reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as práticas adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.

Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.

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Além das queimas prescritas, são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Também são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.

As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.

Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), bem como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.

Monitoramento

O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.

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Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.

Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.

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