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Conselho Estadual do Meio Ambiente conhece o Programa Adapta Cidades na 81ª reunião ordinária

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O Programa Adapta Cidades, iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento da adaptação climática nos municípios, foi apresentado nessa quarta-feira, 11, ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema), durante a 81ª Reunião Ordinária do colegiado, realizada de forma on-line, órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

O ProAdapta é fruto da parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) do Brasil e o Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Segurança Nuclear e Defesa do Consumidor (BMUV) da Alemanha, no âmbito da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI), sendo implementado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ). A iniciativa conta com apoio técnico do projeto ProAdapta, que integra os esforços da Cooperação Brasil–Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável.

O Coordenador-Geral do Departamento de Políticas Para Adaptação e Resiliência a Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Lincoln Muniz Alves, participou da reunião e informou que o AdaptaCidades tem como objetivo fortalecer a capacidade de estados e municípios para enfrentar os desafios das mudanças climáticas, apoiando a elaboração de planos municipais ou regionais de adaptação à mudança do clima, com foco na promoção da resiliência e da sustentabilidade.

Na ocasião, o gestor da Semarh, Marcello Lelis, na função de presidente do Coema, destacou a importância do planejamento articulado de ações entre os diferentes níveis de governo — federal, estadual e municipal — como estratégia fundamental para o enfrentamento das mudanças climáticas. “ A  atuação integrada fortalece a capacidade de adaptação, prevenção de riscos e implementação de políticas públicas eficazes frente aos impactos climáticos”, afirmou.

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No Tocantins, dez municípios foram selecionados para integrar o Programa Adapta Cidades: Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Colinas do Tocantins, Araguatins, Guaraí, Tocantinópolis e Formoso do Araguaia.

Segundo a superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Semarh e secretária executiva do Coema, Marli Santos, o próximo passo será a adesão formal dos municípios à iniciativa, por meio da assinatura do Termo de Adesão ao AdaptaCidades. Também está prevista a elaboração do Plano de Trabalho Estadual para a implementação das ações da iniciativa, além da oferta de assistência técnica e realização de workshops para a elaboração dos planos municipais de adaptação.

“Nós apresentamos a metodologia e os municípios contemplados ao Coema e, agora, será realizada uma reunião do secretário Marcello Lelis com os prefeitos e secretários municipais de meio ambiente dessas localidades para explicar como vai funcionar o programa e apresentar o termo de adesão. Com a concordância e assinatura do termo, inicia-se a fase de capacitação e, em seguida, a elaboração dos planos”, explicou.

Marli Santos destacou ainda a urgência do tema diante do cenário atual de eventos climáticos extremos. “Estamos vivenciando ondas de calor insuportáveis, como ocorreu em 2024 e 2025, além de secas em determinadas regiões, enchentes abruptas e ventanias intensas que causam grandes impactos, então, já estamos vivendo estes eventos climáticos extremos e o programa Adapta Cidades vem apoiar os municípios a enfrentar estes novos desafios”, ressaltou.

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Novos conselheiros

Durante a reunião, também foram empossados novos conselheiros do Coema: Luís Felipe da Silva, representante da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); Jairo Soares Mariano, como titular, representante da Secretaria da Fazenda (Sefaz); e César Hanna Halum, como titular e Corombert Leão de Oliveira, como suplente, representantes da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro).

Entidades

Participaram da reunião representantes da  Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços (Sics); Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet); Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh); Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins (Arpit); Secretaria do Turismo (Setur); Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea); Polícia Militar do Estado do Tocantins – Batalhão de Polícia Militar Ambiental (PM-TO / BPMA); Fundação Nacional dos Povos Indígenas – Coordenação Regional Araguaia-Tocantins (Funai / CR-ATO); Secretaria da Fazenda (Sefaz); BRK Ambiental (BRK); Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado do Tocantins (Caoma / MPTO) e Assessoria de Unidades Colegiadas.

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MEIO AMBIENTE

Ações preventivas são realizadas nas Unidades de Conservação em preparação para o período de estiagem

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Com a proximidade do período de estiagem, quando aumenta o risco de incêndios florestais, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais recebem ações preventivas com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e contribuir para a proteção dos ecossistemas durante o período de maior vulnerabilidade climática.

Nas Unidades de Conservação estaduais, administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), são desenvolvidas ações preventivas com base no Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que reúne planejamento, prevenção e uso controlado do fogo para reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as práticas adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.

Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.

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Além das queimas prescritas, são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Também são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.

As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.

Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), bem como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.

Monitoramento

O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.

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Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.

Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.

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