GURUPI

MEIO AMBIENTE

Buscando se tornar referência em logística reversa da região norte, Governo do Tocantins firma acordo com ONG para destinação ambientalmente adequada de resíduos eletroeletrônicos

Publicado em

 O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos  Hídricos (Semarh), deu um passo importante no intuito de tornar o estado referência em logística reversa de eletroeletrônico da região Norte do Brasil com a assinatura do  Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Organização da Sociedade Civil Programando o Futuro.

A iniciativa prevê a instalação de um Ponto de Coleta Voluntária (PEV) de resíduos eletroeletrônicos, que inclui celulares, computadores, televisores e outros equipamentos que não têm mais utilidade.

A assinatura do ACT ocorreu na manhã desta sexta-feira,20, na sala de reuniões da pasta e integra a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), dentro do Programa Eco Hábito que busca implantar práticas sustentáveis no âmbito institucional por meio de pontuação e premiação dos participantes.

Sem repasse de recursos financeiros entre as partes, a parceria busca ampliar as taxas de reciclagem no Tocantins e contribui para a destinação ambientalmente adequada desses resíduos, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Política Estadual de Resíduos Sólidos.

Neste sentido, a ONG se responsabilizará por coletar os eletroeletrônicos recolhidos no PEV da Semarh e encaminhar para a destinação correta, além da emissão de certificado de destinação final.

A Secretaria também será responsável por mobilizar os servidores para trazerem os eletroeletrônicos sem uso, além de pilhas e baterias, além de apoiar a articulação institucional e a divulgação da iniciativa em seus canais oficiais.

Leia Também:  Prefeito de Couto Magalhães busca apoio da Semarh para sugerir ajuste em proposta de regionalização dos resíduos sólidos

“Com esta iniciativa estamos contribuindo para a redução do descarte irregular desses materiais em vias públicas, córregos e outros locais inadequados, além de minimizar os custos com coleta e destinação final em aterros sanitários”, afirmou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis.

O acordo terá vigência de 12 meses, podendo ser prorrogado, e prevê a possibilidade de adesão de outros órgãos e entidades públicas ou privadas, ampliando o alcance das ações voltadas à gestão sustentável de resíduos eletroeletrônicos.

 Desafio

A Organização da Sociedade Civil Programando o Futuro atuará na implantação e caracterização do ponto de entrega, bem como na execução de serviços de apoio técnico, logístico e de gestão, além da prestação de informações sobre os resíduos coletados e da emissão de certificado de destinação final.

Segundo dados apresentados pelo presidente da Organização, Vilmar Simion , o Brasil é o 5º maior gerador lixo eletrônico do mundo e, no entanto, menos de 20% dos municípios possuem pontos de descarte de resíduos eletrônicos. ”Diante deste cenário, promover educação ambiental se torna um grande desafio”, disse.

 Atuação

A ONG Programando o Futuro atua há 25 anos no país com ações de inclusão digital, meio ambiente e desenvolvimento das comunidades onde atua. A ONG conta com 25 Centros de Recondicionamento de Computadores, distribuídos pelo país, onde jovens são capacitados e têm acesso ao mundo digital.

Leia Também:  Semarh recebe representantes do programa AL-Invest Verde, iniciativa da União Europeia, para alinhamento sobre o CAR 2.0

No Tocantins, além da implantação de pontos de entrega voluntária, em parceria com estado e municípios, a ONG também atuara com a Caravana Eletrônico Não é Lixo que passará pelo Tocantins em maio.

 Presença

O evento contou com a presença do presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Cledson da Rocha Lima; presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente, Isaac Braz Cunha; prefeita de Lajeado, Márcia Enfermeira; vereadora de Palmas, Luciele Oliveira (Coletivo Somos); promotora de Justiça, Kátia Chaves Gallieta, coordenadora do Caoma; Defensora Pública, Franciana de Fátima, coordenadora do Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos Humanos; representante do Tribunal de Justiça, Luciene Dantas; corregedor geral José Evandro Amorim, representando a secretaria da Cidadania e Justiça; secretária do Meio Ambiente de Aliança do Tocantins, Zilmara Teixeira; secretário municipal de meio ambiente de Guaraí, Pedro Brito; analista de Eficiência Energética da Energisa, Lutiary Basílio; presidente do Instituto Natura Vida – INA, Cássius Gariglio.

Advertisement

MEIO AMBIENTE

Ações preventivas são realizadas nas Unidades de Conservação em preparação para o período de estiagem

Published

on

Com a proximidade do período de estiagem, quando aumenta o risco de incêndios florestais, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais recebem ações preventivas com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e contribuir para a proteção dos ecossistemas durante o período de maior vulnerabilidade climática.

Nas Unidades de Conservação estaduais, administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), são desenvolvidas ações preventivas com base no Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que reúne planejamento, prevenção e uso controlado do fogo para reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as práticas adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.

Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.

Leia Também:  Tocantins abre consulta pública para revisão do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Incêndios Florestais

Além das queimas prescritas, são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Também são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.

As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.

Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), bem como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.

Monitoramento

O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.

Leia Também:  Governo amplia diálogo com o agronegócio e anuncia avanços na execução da política ambiental no estado

Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.

Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.

Continue Reading

GURUPI

TOCANTINS

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA