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Semarh recebe representantes do programa AL-Invest Verde, iniciativa da União Europeia, para alinhamento sobre o CAR 2.0

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O Governo do Tocantins avançou na implantação do CAR 2.0, que já se encontra em fase de testes, conforme apresentado na reunião técnica realizada nesta quinta-feira, 5, no gabinete do secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Divaldo Rezende. Nesta etapa, a plataforma já emite informações e indica a situação das propriedades.

Durante o encontro, equipes da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do programa europeu AL-Invest Verde alinharam as próximas etapas de desenvolvimento do sistema. Também foi discutida a possibilidade — ainda em estudo — de integrar o Selo Verde Tocantins ao CAR 2.0 em uma mesma estrutura, sem qualquer decisão efetivada até o momento.

O encontro contou com a participação do diretor de Gestão e Regularização Ambiental do Naturatins, Rodrigo Sávio; da diretora de Inteligência Ambiental, Clima e Florestas da Semarh, Cristiane Peres; e de representantes do programa AL-Invest Verde e da FIIAPP.

Divaldo Rezende avaliou o encontro como positivo e reforçou a importância da ampliação do diálogo.

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“O CAR 2.0 é uma entrega estratégica para o Tocantins, e essa conciliação técnica nos permite avançar com segurança na definição de critérios, bases de dados e etapas de implementação. Considero fundamental que, nas próximas etapas, possamos incluir também os produtores rurais, que são o público principal dos programas CAR e Selo Verde”, afirmou.

Logo após, o engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), Corombert Leão, destacou a relevância da iniciativa para o setor produtivo.

“Ouvi atentamente todas as etapas apresentadas e acredito que a implantação do CAR 2.0 pode trazer benefícios importantes para quem está na ponta. Vou avaliar com atenção os reais ganhos que o programa pode gerar aos produtores rurais, que são diretamente impactados por essas políticas”, pontuou.

As equipes trataram ainda da consolidação de bases de dados, ajustes metodológicos, definição de classes e diagnósticos.

O professor Felipe Nunes, do Centro de Inteligência Territorial (CIT/UFMG), responsável pelo desenvolvimento do CAR 2.0, apresentou o estágio atual do sistema.

“O CAR 2.0 já está em fase de testes, com capacidade de emitir informações e indicar a situação das propriedades. No entanto, a validação dos cadastros ainda não é realizada pelo sistema — pelo menos não neste estágio inicial. Nosso foco agora é ajustar a metodologia às necessidades do Tocantins”, explicou.

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Representando o consórcio europeu, Andrea Damiani, gerente sênior da Organização Internacional Ítalo-Latino Americana (IILA), destacou o papel da cooperação internacional e a relevância da plataforma para garantir confiança no mercado internacional.

“Consideramos o CAR 2.0 uma ferramenta segura e efetiva, capaz de oferecer à União Europeia mais segurança sobre a procedência e a sustentabilidade dos produtos de origem brasileira. A certificação e a robustez técnica da plataforma fortalecem a confiança mútua e ampliam as oportunidades de comércio sustentável”, afirmou.

O encontro também contou com a presença de Guilhermo, representante da Fundação para a Internacionalização das Administrações Públicas (FIIAPP), vinculada ao Programa AL-Invest Verde,  diretor de Gestão e Regularização Ambiental do Naturatins, Rodrigo Sávio; e da diretora de Inteligência Ambiental, Clima e Florestas da Semarh, Cristiane Peres.

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MEIO AMBIENTE

Ações preventivas são realizadas nas Unidades de Conservação em preparação para o período de estiagem

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Com a proximidade do período de estiagem, quando aumenta o risco de incêndios florestais, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais recebem ações preventivas com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e contribuir para a proteção dos ecossistemas durante o período de maior vulnerabilidade climática.

Nas Unidades de Conservação estaduais, administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), são desenvolvidas ações preventivas com base no Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que reúne planejamento, prevenção e uso controlado do fogo para reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as práticas adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.

Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.

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Além das queimas prescritas, são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Também são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.

As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.

Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), bem como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.

Monitoramento

O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.

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Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.

Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.

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