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Folia do Divino no Palácio Araguaia

Governo do Tocantins promove recepção à Folia do Divino no Palácio Araguaia, em Palmas

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O Governo do Tocantins promoveu, na manhã desta quarta-feira, 22, o pouso do grupo de Folia do Divino da cidade de Almas no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas. A ação, realizada por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), teve como propósito difundir as tradições populares e marcar o ciclo anual de peregrinação das folias, aproximando essas manifestações do cotidiano da população.

A festa centenária, conhecida como Folia do Divino, é uma manifestação do patrimônio cultural imaterial brasileiro, com forte componente de religiosidade, tradição e organização comunitária. O festejo não se resume a um único momento: ocorre em um período, geralmente entre abril e junho, próximo à festa litúrgica de Pentecostes, em que grupos percorrem comunidades levando músicas e textos dedicados ao Espírito Santo.

O secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, acompanhou a apresentação ao lado da equipe da Secult e destacou o valor simbólico da manifestação. “Receber a Folia do Divino Espírito Santo aqui no Palácio Araguaia é muito significativo, especialmente pela trajetória desse grupo, que vem de Almas e percorreu várias cidades como Natividade até chegar a Palmas. É um momento de valorização da nossa cultura e também de fé. Para mim, é algo muito especial, porque retoma memórias da infância e reforça a importância de manter vivas essas tradições. A Folia do Divino carrega esse sentimento coletivo de devoção e pertencimento. Agradeço ao governador Wanderlei Barbosa pela oportunidade de participar desse momento e receber uma manifestação tão representativa da cultura tocantinense”, afirmou o secretário.

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Tradição

De origem no Brasil colonial, a tradição assume, no Tocantins, características próprias e se integra a expressões locais, como a suça. Durante os cânticos, o grupo de suça do Quilombo Baião, também de Almas, se apresentou. Uma das integrantes, Edilene Nunes de Sousa, falou sobre a emoção de levar a cultura quilombola à Capital. “É a primeira vez que a gente se apresenta em Palmas, e está sendo maravilhoso. Fomos muito bem acolhidas, só temos a agradecer. Hoje [quarta-feira, 22], estamos com sete integrantes representando o grupo, mas ao todo somos 12 mulheres. E é muito especial poder levar a nossa cultura para outros espaços, como estamos fazendo aqui e em outras apresentações. Para mim, é a realização de um sonho. Danço desde criança e poder representar o nosso quilombo aqui no Palácio é algo muito importante. É sobre valorizar nossas raízes, nossos antepassados e a nossa história”, concluiu.

Durante a apresentação, foram entoadas canções tradicionais acompanhadas por instrumentos como tambores, pandeiro e violas, conduzindo a marcha da bandeira do Divino Espírito Santo. Para o folião Elisson Batista Ribeiro, a manifestação tem caráter missionário. “Estar aqui no Palácio é motivo de muita gratidão. Primeiro, a gente agradece a Deus pelo dom da vida e pela missão de evangelizar, de levar a palavra às casas das pessoas. Muitas vezes, a gente chega a lares onde os moradores não têm oportunidade de ir à igreja, ou estão doentes. E, com os cânticos, eles se emocionam, choram… isso é muito gratificante para a gente. É esse propósito que nos move e fortalece a continuidade da folia”, afirmou.

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Figura central da celebração, o imperador do Divino Espírito Santo 2026, Algemiro dos Reis Francisco, agradeceu a acolhida durante a passagem pela Capital. “Primeiramente, quero agradecer ao Divino Espírito Santo. Estamos muito felizes com o apoio recebido aqui em Palmas, no Palácio. Fomos muito bem acolhidos. Viemos também para que mais pessoas conheçam a nossa tradição, que eu acompanho desde criança e que queremos seguir mantendo ao longo da vida. É um sentimento de gratidão”, declarou.

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CULTURA

No Dia dos Povos Indígenas, Governo do Tocantins destaca políticas de inclusão e valorização dos povos originários

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O Governo do Tocantins celebra, neste domingo, 19, o Dia dos Povos Indígenas, destacando as ações de inclusão e valorização dos povos originários no estado. Criada em 2023, a Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot) foi um dos principais avanços para fomentar, coordenar e executar políticas públicas em âmbito estadual, de forma transversal.

O governador Wanderlei Barbosa destaca que a Sepot é pautada pelo desenvolvimento sustentável, pela proteção e promoção de direitos. “A criação desta secretaria representa um marco histórico para o Tocantins. Com isso, garantimos que os povos indígenas tenham voz ativa dentro do governo, participando da construção de políticas públicas que respeitem sua cultura e identidade. Nosso compromisso é promover desenvolvimento com dignidade, inclusão e respeito às raízes do nosso estado”, reforça.

No Tocantins, mais de 20 mil pessoas se autodeclaram indígenas, segundo o último levantamento do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos dados relacionados aos municípios com maior população indígena no estado, Tocantínia lidera o ranking (4.086), seguida por Goiatins (2.650), Tocantinópolis (2.352), Lagoa da Confusão (2.340) e Formoso do Araguaia (1.633).

O secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Ercivaldo Xerente, indígena do povo Akwê, ressalta que a criação da pasta trouxe mais visibilidade para as comunidades no Tocantins. “Nós avançamos ao levar várias ações para dentro das aldeias e também ao proporcionar intercâmbio cultural, com o protagonismo dos indígenas, inclusive em eventos internacionais. Essa foi a missão repassada pelo governador Wanderlei Barbosa, fazer com que as comunidades indígenas se desenvolvam com mais dignidade”, enfatiza.

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Os rituais milenares são uma forma de as comunidades originárias manterem viva a cultura. Entre os eventos celebrados estão Hetohoky e Herèràwo, do povo Iny (Karajá), ritos de passagem dos meninos para a vida adulta, cheios de danças, cantos e cores, que reúnem centenas de pessoas nas aldeias Macaúba e Fontoura, localizadas na Ilha do Bananal.

“Um mês para que todos façam uma reflexão sobre a importância dos povos indígenas, da cultura, da linguística e de sua organização sociocultural. Para nós indígenas, é muito importante a presença da Sepot em todos os territórios do estado. O Tocantins tem avançado muito, principalmente no reconhecimento e valorização das comunidades originárias e tradicionais”, concluiu o diretor de proteção aos povos indígenas da Sepot, Rogério Xerente.

Etnias

O Tocantins é habitado por diferentes etnias, entre elas: Javaé, Awa Canoeiro, Tuxá, Krahô-Kanela, Karajá, Krahô, Xambioá, Kanela, Xerente, Apinajé, Fulni-ô, Pankararu, Guarani, Karajá da Ilha, Warao.

O povo Xerente, autodenominado Akwê, pertence ao tronco linguístico Macro-Jê. Vive às margens do rio Tocantins, no município de Tocantínia, em várias aldeias da região.

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Já o povo Javaé, autodenominado Inỹ, habita a Ilha do Bananal, principalmente às margens do rio Javaés, vivendo em 18 aldeias nas Terras Indígenas Parque do Araguaia.

Também do povo Inỹ, os Karajá estão na Ilha do Bananal. São conhecidos por sua cultura profundamente conectada à água. Vivem em diversas aldeias, como Santa Isabel e Fontoura.

Os Xambioá estão principalmente na região de Santa Fé do Araguaia. Assim como o povo Karajá e Javaé, eles formam o povo Inỹ, com os mesmos costumes e língua.

Os Krahô são falantes da língua Jê e estão principalmente nos municípios de Goiatins e Itacajá. São conhecidos por suas aldeias circulares, corridas de tora e valorização das sementes tradicionais.

Os Kanela do Tocantins foram reconhecidos como indígenas recentemente, graças ao trabalho desenvolvido pela Sepot e residem na aldeia Crim Patehi, localizada no município de Lagoa da Confusão.

                 

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