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Balé Popular do Tocantins

Balé Popular do Tocantins encanta público na primeira noite de apresentações do espetáculo “Entre o Tempo”

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Na noite desta quinta-feira, 28, a Escola Estadual Elizângela Glória Cardoso, em Palmas, foi palco da abertura de uma das mostras culturais mais aguardadas do ano: o Balé Popular do Tocantins. Com apoio do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o evento marca o encerramento do ano letivo com apresentações que celebram a dança e a arte, levando ao público uma reflexão profunda sobre as transformações da vida, com o tema “Entre o Tempo”.

O secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz, destacou a importância do Balé Popular para o fortalecimento da educação artística nas escolas do Tocantins. “O Balé Popular do Tocantins vai além de uma simples apresentação de dança. Ele é uma ferramenta educativa que conecta a arte ao currículo escolar, promovendo o desenvolvimento emocional e artístico dos nossos estudantes”, afirmou.

No primeiro dia de apresentações, os bailarinos encantaram o público com coreografias criadas para refletir as fases da vida e as memórias deixadas pelo tempo. O espetáculo explorou, por meio da dança, a beleza e os desafios de cada etapa da existência. A trilha sonora e os movimentos refletiram emoções universais: o desabrochar da infância, os sonhos da juventude, os desafios da vida adulta e a sabedoria da maturidade.

O coreógrafo e professor Jefferson Marques, responsável pela coordenação artística do espetáculo, explicou o conceito por trás da apresentação. “O espetáculo é um convite para o público refletir sobre a jornada da vida. Cada bailarino traz ao palco uma história pessoal, conectando-se de forma única com a plateia”, disse Marques.

O diretor de Manifestações Culturais da Seduc, Josafá Miranda, também enfatizou a importância do evento, ressaltando a relação entre dança, arte e educação. “A dança é uma linguagem universal que une tanto a arte quanto a educação. A Seduc, nesse processo de formação do aluno, vai além da sala de aula. Inserir o aluno no mundo da cultura é mostrar a ele novas formas de olhar o mundo”, concluiu.

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Emoção dentro e fora do palco

Para os estudantes que participaram do espetáculo, a experiência foi de grande aprendizado e emoção. Nicaely Kethele Freire, 16 anos, estudante do Centro de Ensino Médio Castro Alves, compartilhou sua vivência com o público. “Este tema nos permitiu explorar diferentes momentos da nossa vida, refletindo sobre o que já vivemos e o que ainda virá. Dançar sobre o tempo foi uma experiência muito tocante”, relatou.

Segundo a estudante Isabella Costa Siqueira, foi emocionante passar pela experiência de sentir as fases da vida no palco. “É uma ótima oportunidade tanto para nós, que não vivemos ainda o que nossos pais passaram, quanto para eles, que relembram o que viveram. Está sendo incrível e espero que consigamos colocar toda a nossa dedicação no palco em todos esses dias com muito sucesso”, pontuou.

Daniel Santos Monserrat, 18 anos, estudante do Centro Ensino Médio Castro Alves, falou sobre o impacto do Balé Popular em sua trajetória. “A cada ensaio sentimos que estamos crescendo como artistas e como pessoas. O Balé Popular nos ensina a importância da disciplina e da expressão através da arte”, destacou.

A estudante do Colégio Militar Antônio Luiz Maya, 18 anos, destacou o que o projeto representou em sua vida: “Participar do Balé me ajudou a descobrir a importância de cada fase da vida. Hoje, estou realizando um sonho e aprendendo a expressar meus sentimentos por meio da dança”, relatou.

A emoção também tomou conta do público. Pais e familiares, que acompanharam a preparação dos alunos durante todo o ano, se emocionaram ao ver o resultado.

Vicente Alves de Sousa, avô de uma das bailarinas, contou sobre a tradição de acompanhar os netos e a importância do projeto para a comunidade. “Fico emocionado por estar em cada espetáculo. Já é a segunda neta que participa da companhia de dança. É um incentivo muito grande para a criança sair da rua e se inserir na sociedade”, disse.

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Francielly Moreira da Silva Martins, mãe de um dos participantes, não conseguiu esconder o orgulho ao ver seu filho no palco. “Ver meu filho dançando nesse evento tão grandioso é um momento indescritível. A arte é uma forma de expressão que ele aprendeu e que vai levar para a vida”, ressaltou.

Ingressos solidários

Para prestigiar as apresentações do Balé Popular do Tocantins, que ocorrem até o dia 1º de dezembro, os interessados devem trocar 1 kg de alimento não perecível por ingresso. A arrecadação será destinada a instituições filantrópicas e famílias em situação de vulnerabilidade social. A troca pode ser feita no local do evento a partir das 17h, enquanto houver disponibilidade de ingressos.

O evento conta com a participação de 440 estudantes das escolas estaduais, que se apresentam em duas sessões diárias. As apresentações incluem uma variedade de estilos, como balé clássico, jazz, danças urbanas e danças contemporâneas.

Sobre o Balé Popular do Tocantins

Criado em 2013, o Balé Popular do Tocantins é um projeto de inclusão social que oferece aulas gratuitas de balé clássico, jazz, dança contemporânea e danças urbanas para crianças e jovens a partir de 7 anos. O projeto atende mais de 500 estudantes em diversos polos de ensino.

Além de valorizar o talento artístico dos estudantes tocantinenses, o Balé Popular também promove o desenvolvimento de valores como disciplina, cooperação e responsabilidade. Ao longo dos anos, o projeto se consolidou como um importante marco cultural no Tocantins, com apresentações de destaque em festivais nacionais e internacionais.

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CULTURA

Ourivesaria de Natividade recebe título de Patrimônio Cultural do Brasil em cerimônia realizada pelo Iphan

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O município de Natividade viveu um momento histórico nesta segunda-feira, 1º de junho, com a cerimônia oficial de entrega do título de Patrimônio Cultural do Brasil aos detentores da Ourivesaria de Natividade. Realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio da Superintendência do Iphan no Tocantins, o evento ocorreu na Praça Leopoldo de Bulhões e integrou a programação comemorativa dos 292 anos do município.

A solenidade reuniu autoridades, mestres ourives e membros da comunidade para celebrar o reconhecimento de um dos mais importantes saberes tradicionais do Tocantins. Durante a cerimônia, foram entregues títulos aos detentores do ofício da Ourivesaria de Natividade, prática cultural transmitida entre gerações e que constitui parte fundamental da identidade local.

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) foi representada pela gerente de Acervos e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, Alline Alves, destacou a relevância do reconhecimento para a preservação da memória e da cultura tocantinense.“Para a Secult, esse título fortalece as políticas públicas voltadas ao patrimônio cultural, amplia a visibilidade dos mestres detentores desse conhecimento e contribui para que essa tradição seja transmitida às futuras gerações ”, afirmou.

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O superintendente do Iphan no Tocantins, Danilo Curado, explica a importância do título no contexto do patrimônio cultural brasileiro.“Esse reconhecimento insere a Ourivesaria de Natividade no conjunto dos bens culturais registrados pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil. Entre 68 os bens imateriais reconhecidos em todo o território nacional, agora o Tocantins passa a contar com essa importante representação de sua história, cultura e tradição”, destacou.

Valorização e reconhecimento

Aprovada como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan em novembro de 2025, a Ourivesaria de Natividade consiste na produção e no uso de joias artesanais confeccionadas com ouro e prata extraídos da própria região. Entre as peças produzidas estão crucifixos, colares, cordões, gargantilhas, brincos, pingentes, pulseiras e anéis, elaborados a partir de técnicas tradicionais transmitidas ao longo dos séculos.

Para a presidente da Associação Comunitária Cultural de Natividade (Asccuna), Simone Araújo, o reconhecimento representa a consolidação de uma trajetória de preservação e resistência cultural. “Recebemos esse reconhecimento com muita alegria. Houve um tempo em que essa tradição corria o risco de desaparecer, e hoje vemos o saber e o fazer da Ourivesaria de Natividade reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil. É a confirmação de que vale a pena continuar preservando e transmitindo esse conhecimento às futuras gerações”, ressaltou.

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 O mestre ourives de Natividade, Uardon Moreira, que atua no ofício desde 1996, destacou a importância do reconhecimento para os profissionais que mantêm viva a tradição da ourivesaria no município. “Esse reconhecimento é muito importante não apenas para mim, mas para todos os ourives de Natividade. Receber esse título em âmbito nacional valoriza o nosso trabalho, fortalece a profissão e contribui para a preservação desse saber que vem sendo transmitido entre gerações”, disse.

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