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Artista tocantinense Dorivã é selecionado no Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes 2025

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O artista indígena Dorivã Passarim do Jalapão, nome artístico de Dorivan Borges da Silva, foi selecionado no Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes 2025, sendo o único representante do Tocantins contemplado no edital nacional. O resultado da etapa de seleção foi publicado nesta sexta-feira, 23, pela Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Integrante do Programa Funarte Memória das Artes, o prêmio reconhece e valoriza mestras e mestres das artes das cinco regiões do Brasil, que atuam como referência em seus territórios pela preservação, transmissão e fortalecimento dos saberes artísticos e culturais. Dorivã foi contemplado na área da Música e figura entre os três selecionados da Região Norte.

A chamada pública recebeu 1.390 propostas de todo o país. Inicialmente previsto com investimento de R$ 3 milhões, o edital recebeu suplementação de R$ 2 milhões, totalizando R$ 5 milhões e possibilitando a premiação de 50 mestras e mestres em diferentes linguagens artísticas, como artes visuais, circo, dança, música e teatro.
Para Dorivã, o reconhecimento nacional carrega um significado coletivo. “É uma grande alegria, mas também um recado para que eu nunca me esqueça de que estou representando a identidade de um povo e de tantos Mestres e Mestras que vieram antes de mim, com seu fazer cultural diário, sonhando e lutando pela construção da identidade da nossa gente”, afirma. O artista destaca ainda o orgulho de representar o estado. “Ser o único selecionado do Tocantins, e um dos três da Região Norte, é um privilégio e um presente do povo tocantinense que acompanha e acredita no meu trabalho”, completa.

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O artista ressalta que o prêmio fortalece sua trajetória e amplia caminhos para a cultura tocantinense. “Cada reconhecimento nos dá mais fôlego para seguir em frente, mas é fundamental caminhar ao lado dos sonhos e das lutas das comunidades tradicionais, que são a base de quem se propõe a fazer cultura no nosso estado e no país”, pontua.

Prêmio Funarte

O Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes é destinado a pessoas com 60 anos ou mais, com atuação artística contínua de, no mínimo, dez anos, cuja trajetória seja reconhecida por organizações da sociedade civil e pelas comunidades onde atuam. Do total de recursos do edital, foram reservados 20% para mestras e mestres negros, 10% para indígenas e 10% para pessoas com deficiência, reforçando o compromisso com a diversidade.

Ao avaliar a importância das políticas públicas para a cultura popular e tradicional, Dorivã destaca o papel dos editais no fortalecimento da economia criativa. “O trabalho autoral e cultural precisa de políticas públicas que enfrentem uma lógica de mercado que tenta apagar nossas raízes. Editais como o Mestres e Mestras, assim como a Lei Paulo Gustavo e a Lei Aldir Blanc, fortalecem a economia criativa e possibilitam que o artista construa um trabalho perene, com suporte, e não dependência”, avalia.

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O prêmio integra a Política Nacional das Artes e está alinhado às diretrizes do Plano Nacional de Cultura (PNC), contribuindo para a preservação da memória das artes, a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento das expressões culturais nos territórios.

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CULTURA

Secult indica produções tocantinenses para assistir, ouvir e visitar

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O cenário cultural tocantinense vive um momento de intensa produção e diversidade, executadas por meio de diferentes políticas públicas de fomento, editais e iniciativas de incentivo à cultura que têm ampliado as possibilidades de criação, circulação e acesso às produções artísticas no estado.

Esse conjunto de ações tem contribuído para que projetos musicais, audiovisuais, literários e de artes visuais ocupem novos espaços, permitindo que ideias se transformem em obras concretas que fortalecem identidades, preservam memórias e ampliam o acesso da população tocantinense à produção cultural local.

Nesse contexto, a Secretaria da Cultura do Tocantins (Secult) reuniu um compilado de indicações artísticas para quem deseja assistir, ler, ouvir e visitar produções culturais neste início de ano, muitas delas contempladas por editais operacionalizados pela Secult via Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e Lei Paulo Gustavo (LPG).

As obras apresentadas a seguir representam apenas um recorte da diversidade de projetos em circulação no estado, refletindo a pluralidade da cena cultural tocantinense.

Videoclipes

Entre essas produções, estão alguns videoclipes de diferentes estéticas e narrativas, como a obra que transforma o amor em metáfora de destruição e renascimento, chamada  “Atômico”, do cantor Chiko Chocolate, a partir de uma letra escrita junto ao poeta e jornalista Ronaldo Teixeira. Também está disponível para visualização o clipe “Roda a Saia”, da cantora Núbia Dourado, que celebra o movimento, a força feminina e a identidade cultural tocantinense.

Outra produção musical tocantinense disponível para apreciação é o videoclipe  “Instável”, do grupo Poetas do Caos, que dialoga com inquietações contemporâneas e experimentações sonoras. Enquanto a banda ‘Móia Cumbia’ apresenta a faixa “Derreter”, com estética vibrante e dançante.

Documentários

No campo do audiovisual, documentários e séries revelam territórios, histórias e saberes do Tocantins. O documentário “Miracema – O Tempo é Agora”, transforma a primeira capital do estado em protagonista por meio da fotografia e da memória visual, sem o uso de narrador ou entrevistas.

Também integra a lista a série  “Entre a Resistência e a Erosão” que, em três episódios, mostra a realidade de comunidades quilombolas do município de Esperantina, no Bico do Papagaio, abordando desafios contemporâneos, saberes tradicionais e estratégias de permanência nos territórios ancestrais.

Ainda no formato de curta-metragem, a produção “Dona Regina, o Labirinto e o Tempo”, realizada pela Assessoria de Comunicação da Secretaria da Cultura do Tocantins, mergulha na história de uma artesã centenária de Pedro Afonso, guardiã da técnica ancestral do labirinto e da transmissão de conhecimentos entre gerações.

A produção audiovisual também se apresenta como espaço de reflexão sobre as artes visuais. O mini documentário “Entre Gravuras e Traços — A arte brasileira abraça o Tocantins” apresenta a exposição de mesmo nome, realizada no Palácio Araguaia em outubro de 2025, com obras modernistas doadas ao Estado pelo Banco Central do Brasil.  O vídeo percorre o histórico das obras, reflexões sobre o modernismo e a técnica da gravura, além das impressões do público que visitou a mostra.

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A diversidade cultural do estado também é retratada em produções seriadas, como “Mosaicos do Tocantins”, disponível no YouTube, que documenta identidades locais, povos indígenas e personagens da cultura regional.

Já a série “Mapeamento dos Produtores de Cachaça do Tocantins”, composta por seis episódios, percorre municípios do sudeste do estado valorizando a produção artesanal da cachaça e os saberes envolvidos em todo o processo, produzida com o apoio da Secult.

O  filme “Meu Norte é o Bico”, da artista Sara Gomes (Leoa do Norte), nascido inicialmente como espetáculo e posteriormente transformado em filme, está disponível para visualização online. O trabalho protagoniza a existência e os costumes de um povo historicamente preterido nas divisões territoriais, conduzindo o público por cenas do cotidiano, das festas, do trabalho e da fé do Bico do Papagaio, entre rios, cantorias, festejos e saberes tradicionais.

Literatura

A literatura ocupa lugar de destaque entre os projetos tocantinenses impulsionados por diferentes iniciativas de fomento cultural. Um dos exemplos é “Corpilhas”, da escritora tocantinense Luciana Andradito, obra também disponível em formato de audiolivro, que aprofunda uma escrita poética conectando paisagens externas e territórios emocionais.

Outro destaque é “A Mata que Cura”, de Felisberta Pereira da Silva, que compartilha conhecimentos tradicionais sobre plantas do cerrado a partir de sua trajetória em Natividade, reunindo saberes que atravessam corpo, mente e espiritualidade.

Já “Corruptos: um ser típico em um mundo atípico”, de Youssef Carvalho, propõe uma reflexão sensível sobre diferenças e valores humanos, em um futuro distante, onde o planeta é governado pela Concórdia Quântica, uma inteligência artificial que mantém a ordem perfeita e o controle absoluto sobre a vida de seus habitantes, os roubanos.

Voltada ao público infantil, a obra “Tocantins de África – histórias de dois mundos”, de Wátila Misla, aborda a presença afrodescendente no estado por meio de textos poéticos, ilustrações e recursos acessíveis.

Entre as obras elencadas também está “Algibeira dos Olhos”, livro que reúne mais de 70 poemas sobre amor, memória, pertencimento, corpo, política e ancestralidade. A escrita, marcada pela oralidade,  carrega a  experiência do autor Tácio Pimenta como nordestino, migrante e tocantinense por escolha. A obra está disponível também em formato de audiolivro, com acesso gratuito.

Outro destaque é o livro comemorativo “15 anos Lamira”, lançado pela companhia de artes cênicas, de Palmas, que celebra a trajetória do grupo por meio de memórias, processos criativos, imagens e histórias de uma pesquisa artística que une dança, teatro e circo.

Já a escritora e pesquisadora Roseli Bodnar apresenta em “Literatura e Doçuras – Sabores e Memórias Afetivas” um percurso construído a partir das tradições culinárias de sua família, reunindo  receitas ucranianas e austríacas adaptadas às vivências da autora no Tocantins, onde reside há duas décadas.

Também integra esse conjunto o livro “Histórias que eu não contei”, de Fernando Schiavini, que reúne narrativas vividas em aldeias indígenas e cidades da Amazônia, a partir de experiências iniciadas na década de 1970, quando o autor atuou pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A obra pode ser adquirida através do contato com o número whats  (63) 98116-6489.

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Com caráter pedagógico e compromisso com a educação antirracista, a cartilha “Suça no Quilombo – Chapada da Natividade (TO)”, de Roberta Tavares de Albuquerque, apresenta a história da comunidade quilombola da Chapada da Natividade e da Suça, manifestação cultural tradicional do território. O material dialoga diretamente com a Lei nº 10.639/2003, contribuindo para o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nas escolas, além de valorizar saberes, memórias e práticas culturais locais.

Artes visuais

As artes visuais também seguem em evidência com exposições que ampliam o diálogo entre memória, identidade e criação contemporânea. O projeto “Invasão do Pequi 2” reúne obras dos artistas Felipe Supernaut e Leromanual no Blackbird Estúdio e Bar, em Palmas, articulando música e artes visuais em um mesmo processo criativo.

Já a exposição “Entre Gravuras e Traços” segue aberta à visitação gratuita no hall da Secretaria da Cultura, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Outro destaque é a exposição “18 anos de história para contar”, em cartaz na Galeria Municipal de Artes no Espaço Cultural, que convida o público a uma imersão na trajetória, dos saberes e da paixão que constroem a cultura junina tocantinense. A mostra, organizada pela Federação de Quadrilhas Juninas do Tocantins (Fequajuto), reúne registros históricos, figurinos, ornamentos, uma peça interativa e um videodocumentário, celebrando as pessoas e os coletivos que fizeram dessa tradição uma referência cultural reconhecida nacionalmente.

Também segue em cartaz até 11 de fevereiro, no Palácio Araguaia, em Palmas, a exposição Antropogênico, do artista Daniel Taveira com visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. A mostra fotográfica explora o surrealismo e a estética distópica como linguagem para refletir sobre os impactos das mudanças climáticas, a ação humana sobre o meio ambiente e a urgência da preservação da natureza.

Música

A música integra essas indicações com projetos que dialogam entre tradição e contemporaneidade. Um dos exemplos é o “Tocantins em Concerto”, que apresenta a música popular tocantinense em arranjos orquestrais. Sob a direção artística do maestro Bruno Barreto, a Orquestra Viva Música se une aos mestres Juraildes da Cruz, Dorivã, Braguinha Barroso e Lucimar, em um encontro emocionante entre a música clássica e a canção popular regional.

Outra forma de consumir a produção musical local é por meio da playlist criada pela Secult, que reúne diversas composições de artistas tocantinenses.

As produções apresentadas compõem apenas um recorte entre os inúmeros projetos realizados no Tocantins com apoio da Secretaria da Cultura, evidenciando como o investimento público em cultura amplia o acesso, fortalece identidades e garante que a arte tocantinense continue circulando, sendo vista, ouvida e compartilhada pela sociedade.

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