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Governo amplia diálogo com o agronegócio e anuncia avanços na execução da política ambiental no estado

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Tocantins Parceria , Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), reuniu-se com entidades do setor produtivo, na última sexta-feira, 31, para apresentar as medidas adotadas a partir da pauta propositiva entregue pela Frente de Entidades do Agronegócio Tocantinense (Feato), em outubro deste ano.

Conduzida pelo secretário do Meio Ambiente, Divaldo Rezende, a reunião foi marcada por diálogo franco e aberto, reforçando o compromisso do Governo em atuar de forma alinhada com o setor produtivo, especialmente em temas relacionados à sustentabilidade e ao desenvolvimento econômico. Na avaliação do secretário, “a interlocução permanente é fundamental para fortalecer a agenda ambiental sem comprometer a competitividade do agronegócio no Tocantins”.

O encontro contou com a presença de representantes da Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (Aproest), Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins (Aprosoja), Federação das Associações e Entidades Rurais do Tocantins (Faerto), Associação dos Produtores Rurais do Bico do Papagaio (Aprobico) e Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa), entre outras.

Além de representantes das secretarias do Governo, entre elas,  Pesca e Aquicultura;  ; Planejamento (Seplan);  Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e ainda, Embrapa Pesca e Aquicultura e  o Instituto Federal do Tocantins (IFTO).Setor produtivo avalia reunião

Durante as falas, os representantes reforçaram o avanço que o diálogo representa. O presidente da Aproest, Vagno Milhomem, elogiou a abertura do Governo em tratar das demandas com base técnica. “A gente percebe que o governador está aberto a esse diálogo e vamos sempre contribuir de forma propositiva e responsável, como foi aqui hoje”, afirmou.

Na mesma linha, a secretária executiva da Seagro, Lilian Martins Paranhos, destacou que o encontro fortaleceu o setor: “Esses canais de diálogo entre produtores e Governo mostram que todos nós buscamos o mesmo objetivo: fazer o Tocantins prosperar e produzir”.

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Medidas apresentadas

Entre as demandas encaminhadas pela Feato, a regularização ambiental teve peso central. Sobre esse ponto, o Governo apresentou a Resolução Coema que estabelece novos procedimentos para inscrição e análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e para adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). A normativa padroniza conceitos, regras de reserva legal, uso de imagens de satélite e procedimentos específicos para pequenos produtores.

Dentro do processo de regularização ambiental,  está em processo de análise pelo Naturatins a migração do Sistema  de Informação para a Gestão do Cadastro Ambiental Rural (SIGCAR) para o Naturatins e com o Acordo de Cooperação Técnica firmado com a  Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para implantação da plataforma CAR 2.0, que irá apoiar a validação dos cadastros. A ferramenta estará disponível no CIGMA e não terá custos para o Estado.

Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE)

Outra pauta prioritária foi o ZEE. O Governo esclareceu que, em função das considerações apresentadas pelo setor produtivo, o processo está paralisado na Assembleia Legislativa e deverá ser devolvido à Seplan para retomada das discussões. Com isso, será necessário reorganizar a Comissão do ZEE para incluir representantes do setor agroprodutivo e garantir que a nova proposta acolha as reivindicações apresentadas.

Fundo de Recursos Hídricos

Os produtores também apresentaram preocupações com a gestão hídrica. Como resposta, o Governo informou que o Fundo de Recursos Hídricos já financia ações importantes, como a revisão do Plano de Bacias do Rio Formoso, estimado em R$ 1 milhão, e o Projeto Plantando Água, com investimento de R$ 1,2 milhão para recuperar 50 nascentes até 2025 e outras 50 até 2026. Além disso, está em fase final um Acordo de Cooperação Técnica para viabilizar o sistema de gerenciamento das bacias hidrográficas, previsto para ser entregue até dezembro de 2025.

Modernização do Naturatins

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Outro eixo relevante da pauta foi a modernização do Naturatins. Para isso, a Semarh submeteu ao Fundo Amazônia o Projeto SustenTO, no valor total de R$ 56 milhões. Desse montante, mais de R$ 16 milhões serão destinados ao Naturatins para aquisição de equipamentos de combate a incêndios, veículos, computadores, drones, internet móvel e terceirização da análise do CAR, além da manutenção do SIGCAR. O projeto também contempla o Batalhão da Política Militar e o Ruraltins, integrando fiscalização e assistência técnica.

Transparência e acesso às informações

O Governo também reforçou que a transparência sobre autorizações e processos ambientais será ampliada. Em até 120 dias, o Naturatins e Semarh deverão atualizar os procedimentos de emissão de Autorização de Exploração Florestal (AEF), conforme a Resolução Conama nº 510/2025. Parte dessas informações já está disponível no CIGMA, que desde 2021 permite consultar as AEF emitidas pelo Naturatins.

REDD+ e Créditos de Carbono

Por fim, o Governo apresentou medidas relacionadas ao Programa Jurisdicional de Redução das Emissões dos Gases de Efeito Estufa (JREDD+) como a revisão da Portaria nº 88/2024 para inclusão da Câmara Setorial do Agro e abertura de chamamento público para participação das entidades interessadas.

Também foi criado Grupo de Trabalho com produtores rurais para integrar o setor às instâncias de governança do Programa Jurisdicional de REDD+, dentro da CEVAT e do Fundo Clima. O secretário do Meio Ambiente ainda anunciou que o governo decidiu adiar para janeiro a audiência pública  que seria realizada no final deste mês, momento em que as comunidades representadas, com pessoas escolhidas durante as oficinas, poderão opinar e definir suas prioridades.

”Este governo decidiu que não iria fazer nada à revelia porque entendemos que as pessoas precisam estar confortáveis  com o entendimento em relação ao programa para apoiar o processo de validação”, reiterou.

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MEIO AMBIENTE

Ações preventivas são realizadas nas Unidades de Conservação em preparação para o período de estiagem

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Com a proximidade do período de estiagem, quando aumenta o risco de incêndios florestais, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais recebem ações preventivas com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e contribuir para a proteção dos ecossistemas durante o período de maior vulnerabilidade climática.

Nas Unidades de Conservação estaduais, administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), são desenvolvidas ações preventivas com base no Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que reúne planejamento, prevenção e uso controlado do fogo para reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as práticas adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.

Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.

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Além das queimas prescritas, são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Também são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.

As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.

Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), bem como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.

Monitoramento

O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.

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Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.

Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.

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