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Governo do Tocantins apresenta balanço final da Operação Piracema 2024/2025

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O período da piracema no Tocantins chega ao fim nesta sexta-feira, 28. Durante os mais de três meses de defeso, o Governo do Tocantins, por meio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), reforçou seu efetivo de fiscais e intensificou a fiscalização em todas as regiões do estado. Como resultado, mais de 36 mil metros de redes foram recolhidos, 1.050 metros espinheis, além de 2.472 kg de pescado, cinco espingardas e oito embarcações apreendidas.

Durante os meses que vigoraram as restrições de pesca, 27 colônias de pescadores foram visitadas e 1.300 pessoas alcançadas com ações de educação ambiental. Outra ação desenvolvida foi o projeto Peixe +, que alcançou um público de 5.194 pessoas, entre estudantes e docentes. Ao todo, foram 52 escolas em 42 municípios visitados.

Os dados da Operação Piracema 2024/2025 foram apresentados pelo gerente de Fiscalização Ambiental no Naturatins, Cândido José dos Santos Neto, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira no Gabinete da Presidência. “Neste período, o Naturatins trabalhou em várias frentes para que realmente a portaria fosse cumprida e as pessoas tivessem essa conscientização da importância do período da piracema. Trabalhamos o projeto Peixe+ nas escolas, fomos nas colônias de pescadores, fizemos blitz educativas, foram as várias frentes de trabalho para garantir a preservação dos nossos recursos pesqueiros”, destacou.

O presidente do Instituto, Cledson da Rocha Lima, ressaltou que os resultados corroboram as políticas ambientais adotadas pelo Governo do Tocantins por meio das ações fiscalizatórias e de educação ambiental. “Foram realizadas diversas ações em várias regiões do estado, não apenas com fiscalização, mas também com iniciativas de educação ambiental, levando conscientização para escolas e comunidades. Nosso principal objetivo foi garantir a reprodução dos peixes, contribuindo para a manutenção de um ambiente mais equilibrado para todos. Hoje, contamos com a presença de vários parceiros que foram fundamentais nessa missão e nos ajudam com o planejamento de novas estratégias para um trabalho que precisa ser contínuo”, afirmou. No entanto, o gestor alertou que, mesmo com o fim da piracema, os pescadores devem ficar atentos às normas que regulamentam a atividade no estado, como a obrigatoriedade da licença de pesca e o cumprimento das diretrizes estabelecidas na Portaria Conjunta Semarh/Setur/Naturatins nº 01/2024 para a pesca profissional.

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A Operação contou com o apoio de diversas instituições parceiras, entre elas: Batalhão Ambiental da Polícia Militar (BPMA), Grupamento Aéreo da Polícia Militar do Tocantins (GRAER), Batalhão da Polícia Militar Rodoviário e Divisas (BPMRED), 22º Batalhão de Infantaria Mecanizado, Fundação de Meio Ambiente de Palmas, Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Marinha do Brasil (Capitania Fluvial Araguaia-Tocantins), Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Secretaria de Agricultura e Pecuária (Seagro), Secretaria de Pesca e Aquicultura (Sepea), Secretaria de Turismo (Setur), Ministério Público do Tocantins (MPTO), Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Guarda Metropolitana Ambiental de Palmas e Secretaria de Meio Ambiente de Porto Nacional entre outras secretarias municipais de meio ambiente.

Licença de pesca

Para obter a licença que é dividida em duas subcategorias: embarcada e desembarcada, o cidadão deve se cadastrar e fazer a solicitação por meio do portal Sigam, disponível no site do Naturatins.

A licença de pesca, obrigatória e destinada exclusivamente para lazer ou recreação, permite o uso de equipamentos como anzol, chumbada, linha, vara ou caniço, molinete, carretilha e iscas artificiais ou naturais.

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Pesca profissional

A pesca profissional segue regulamentada pela Portaria Conjunta nº 01/2024, que mantém a proibição dessa modalidade nos reservatórios da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães (Usina do Lajeado), nos municípios de Palmas e Porto Nacional, e da Usina Hidrelétrica de Estreito, nos municípios de Babaçulândia, Darcinópolis e Palmeiras do Tocantins.

No entanto, a portaria estabelece exceções para: pesca artesanal, praticada por pescadores ribeirinhos; pesca, captura, venda e estocagem, realizadas por pescadores artesanais profissionais cadastrados no Naturatins e inscritos no Registro Geral da Atividade Pesqueira; pesca esportiva na modalidade “pesque e solte”, desde que realizada com anzol sem fisga e com a carteira de pesca amadora; pesca para consumo imediato no local, respeitando os limites mínimo e máximo de captura para as modalidades esportiva e amadora; pesca científica e a realizada em pisciculturas.

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Naturatins marca participação na Agrotins 2026 com assinatura de Projeto de Lei que regulamenta o licenciamento ambiental

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O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) concluiu sua participação na 26ª edição da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins 2026). Ao longo dos cinco dias de evento, o órgão se destacou pela assinatura do Projeto de Lei nº 9/2026, pela realização de atendimentos e orientações, bem como pela promoção de consciência ambiental por meio da doação de mudas.

Na abertura oficial da feira, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, acompanhado do presidente do Naturatins, Cledson Lima, assinou o Projeto de Lei nº 9/2026. A proposta altera a Lei nº 3.804, de julho de 2021, que regulamenta o licenciamento ambiental no estado.

O texto atualiza os procedimentos de análise ambiental, institui novas modalidades de licença, estabelece critérios técnicos para atividades e empreendimentos de pequeno e médio porte e ajusta a legislação estadual às normas federais em vigor. Ainda prevê novos mecanismos de fiscalização, monitoramento e regularização ambiental no Tocantins, além de promover a desburocratização e maior celeridade nos processos de emissão do licenciamento ambiental.

Projeto de Lei nº 9/2026

Caso aprovada, a nova legislação ambiental estadual estará alinhada às normas federais, introduzindo mudanças significativas nos procedimentos para o setor agropecuário e florestal. Entre os principais avanços, está a dispensa de licenciamento para atividades de agricultura, pecuária extensiva e silvicultura desenvolvidas em áreas já consolidadas.

Outra inovação é o Licenciamento por Adesão e Compromisso (LAC), no qual o produtor assume as responsabilidades, enquanto o órgão realiza a inspeção para verificar se os empreendimentos estão de acordo com os preceitos técnicos e legais, dando maior celeridade aos procedimentos, sem diminuir as exigências.

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Complementarmente, a Licença Ambiental Única (LAU) unifica as etapas de licenciamento em um único procedimento, reduzindo a burocracia para o empreendedor rural.

A lei também amplia os prazos de validade das licenças, o que garante maior estabilidade para as atividades no campo. No âmbito decisório, concede autonomia ao órgão ambiental licenciador, que não fica mais obrigatoriamente vinculado às manifestações de outros entes intervenientes, evitando, assim, travamentos externos nos processos.

Com a automação do sistema e a adoção de critérios objetivos, a legislação substitui processos lentos por uma lógica de desburocratização. A segurança jurídica é reforçada pelo alinhamento com as regras federais, protegendo o produtor contra questionamentos judiciais ou multas conflitantes. Por fim, a regularização simplificada facilita o acesso ao crédito, permitindo a obtenção de financiamentos e seguros agrícolas com menos entraves.

O presidente Cledson Lima destacou a relevância do projeto para agilizar a tramitação dos processos. “Essa proposta é uma conquista, em especial para pequenos e médios produtores, que se beneficiarão da regulamentação e da simplificação do licenciamento ambiental. Assim, ganharemos mais celeridade e segurança jurídica”, afirmou.

Atendimento do Naturatins na feira

Durante a semana, servidores do Naturatins estiveram à disposição do público para prestar orientações sobre regularização ambiental, emissão de licenças de pesca, Cadastro Ambiental Rural (CAR), outorgas e demais serviços do órgão.

Segundo o analista ambiental da Diretoria de Gestão e Regularização Ambiental do Naturatins, Augusto Marçal, o objetivo foi aproximar a instituição da população, esclarecendo dúvidas técnicas. “Buscamos fornecer informações e dinamizar o atendimento relativo aos processos ambientais, reduzindo a burocracia e dando rapidez às demandas do público”, explicou.

Os serviços mais procurados no decorrer da Agrotins foram licenciamento ambiental e o CAR.

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Representante de relações institucionais em uma empresa do setor agropecuário, Altair Zanela avaliou positivamente a iniciativa. “Acabei de ser atendido pela equipe do Naturatins e estou muito satisfeito. É proveitoso participar da Agrotins, onde diversos órgãos se reúnem, para agilizar muitas demandas do dia a dia da empresa. Conseguimos resolver várias pendências em um único dia”, relatou.

Conscientização ambiental

Ao longo do evento, o Naturatins distribuiu mudas nativas aos visitantes de seu estande institucional. Foram doadas mais de 150 mudas de baru, jatobá, jaca e buriti, com o intuito de promover a consciência ambiental e reforçar a importância do reflorestamento do cerrado tocantinense.

A ação agradou os presentes, como a servidora da Secretaria de Educação (Seduc), Kallyne Glória. “Parabenizo o Naturatins por esse projeto. Estou levando duas mudas de buriti para plantar na chácara do meu pai e, futuramente, colher os frutos que ela produzirá”, contou.

Agrotins 2026

Com 26 anos de avanços e oportunidades, a Agrotins celebra uma trajetória de crescimento e inovação, consolidando-se como um dos principais eventos do agronegócio no Brasil. A feira é uma realização do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) e da Tocantins Parcerias, em parceria com empresas do agro, órgãos públicos e instituições de pesquisa e ensino.

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