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Com contas equilibradas, Governo do Tocantins inicia 2025 com a possibilidade de ampliar investimentos

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O Governo do Tocantins iniciou 2025 com as metas fiscais de 2024 atingidas e em total conformidade com as normas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), como indica o relatório financeiro da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), finalizado nessa quarta-feira, 29. Esse desempenho reflete o compromisso e o trabalho contínuo do governador Wanderlei Barbosa, junto à sua equipe, para garantir a qualidade dos serviços prestados à população e assegurar o equilíbrio das contas públicas.

Ao iniciar o ano com uma avaliação fiscal positiva, os resultados obtidos permitiram a avaliação do Estado com nota B na Capacidade de Pagamento (Capag), elaborada pelo Tesouro Nacional a partir da análise econômica-financeira de estados e municípios. Esses indicadores permitem uma avaliação favorável no mercado financeiro e fortalecem a credibilidade para a concessão de condições mais vantajosas de crédito com a garantia da União.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca a importância do cumprimento das metas fiscais para a economia e reforça o compromisso com a população. “Esses resultados viabilizam investimentos essenciais para a melhoria da qualidade de vida dos tocantinenses. Agradeço à nossa equipe pelo trabalho realizado e pelas conquistas já alcançadas. Todas são fundamentais para garantir o desenvolvimento contínuo do nosso estado”, ressalta o chefe do Executivo.

Relatório da Sefaz

A avaliação positiva, apontada pelo relatório da Sefaz, resulta na ampliação das possibilidades de acesso a recursos para investimentos em áreas como infraestrutura, saúde, educação e outros setores essenciais. Além disso, a classificação B, mantida pelo Estado, também contribui para atrair novos investimentos e parcerias, que são fundamentais para o desenvolvimento econômico.

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O Estado teve no ano passado sua Receita Corrente Líquida de R$ 14.655.407.400,00, enquanto gastou com pessoal R$ 6.762.633.314,00 (46% da receita); de Dívida Consolidada Líquida (DCL) de R$ 1.598.398.609,00 (10,9%); de operação de crédito de R$ 663.342.298,00 (4,5%) e de despesas com serviço da dívida de R$ 883.001.392,00 (6%). Todas em patamares inferiores ao limite máximo de gastos e do total considerado para fins de cumprimento de dívidas.

O secretário da Fazenda, Donizeth Silva, afirma que o equilíbrio fiscal é fruto de muito trabalho e da aplicação adequada dos recursos públicos. “Nossa responsabilidade é garantir que as despesas se mantenham dentro da capacidade de arrecadação, assegurando a sustentabilidade financeira e a continuidade dos serviços públicos de qualidade. Manter o Estado com uma boa classificação significa acesso a financiamentos com juros mais baixos, possibilitando novos investimentos em infraestrutura, geração de empregos e expansão de serviços essenciais”, ressalta o titular da pasta.

“A LRF estabelece um percentual de despesa a ser atingido. O percentual de aplicação na folha de pagamento, por exemplo, ficou em 46,2%, abaixo do limite prudencial. Quando esse limite é alcançado, a Lei impõe restrições, criação de pccr, progressões, concursos, contratos temporários. Portanto, é uma conquista o Estado manter-se abaixo desse limite, com servidores suficientes para atender à sociedade. Quanto aos outros indicadores, todos estão dentro das normas, como o cumprimento da dívida consolidada, que apresentou redução significativa. As operações de crédito também estão abaixo do limite estabelecido pela Lei, que é de 11% da receita corrente líquida, enquanto estamos em torno de 6%, explicou ainda Donizeth Silva.

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Saúde financeira com nota B+

O Estado do Tocantins alcançou a classificação de Capacidade de Pagamento (Capag) B+, de acordo com a avaliação do Tesouro Nacional divulgada no final do ano passado. Segundo o Tesouro, a nota B + reflete um Estado que apresenta condições satisfatórias de equilíbrio financeiro, com capacidade de tomar novos financiamentos sob condições específicas.

Para chegar à nota final, foram considerados três principais indicadores: endividamento, representado pela relação entre a Dívida Consolidada e a Receita Corrente Líquida (RCL), o Tocantins apresentou uma gestão responsável, dentro dos limites legais; poupança corrente, um indicador que demonstra a capacidade de geração de recursos próprios para investimentos, também obteve avaliação positiva; e liquidez relativa, que mede a disponibilidade de caixa frente às obrigações financeiras de curto prazo.

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TOCANTINS

Contrato de colaboração financeira com o BNDES formaliza execução de mais de R$ 56 milhões do Fundo Amazônia no Tocantins

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O Contrato de Colaboração Financeira Não Reembolsável entre o Estado do Tocantins e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi assinado nessa segunda-feira, 3, por intermédio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). O instrumento prevê a aplicação de mais de R$ 56 milhões, provenientes do Fundo Amazônia, para a execução do Projeto de Fortalecimento da Gestão Ambiental (SustenTO).

Os valores previstos no contrato serão aplicados no Cadastro Ambiental Rural (CAR), na evolução do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Siggar 2.0), no monitoramento por imagens de satélite, no desenvolvimento do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) e na atualização do Sistema Informatizado do ICMS Ecológico (Siseco), além de ser destinado à aquisição de veículos, equipamentos, drones, computadores e tecnologias para o monitoramento ambiental.

O projeto também abrange o Sistema de Informação dos Serviços da Assistência Técnica e Extensão Rural (Rurater), equipamentos destinados às atividades de prevenção e combate aos incêndios florestais das brigadas do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e sensores para monitoramento da qualidade do ar.

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Etapas técnicas e jurídicas

A assinatura do contrato ocorreu após a conclusão das etapas técnicas, administrativas e jurídicas relacionadas à elaboração e à aprovação da proposta, conforme os critérios de governança estabelecidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo BNDES.

Após a aprovação do projeto, realizada ao término das etapas técnicas de análise da proposta, teve início a etapa de formalização do contrato, que incluiu a análise jurídica quanto à necessidade de autorização legislativa para sua celebração.

A análise jurídica realizada pela Semarh, pela Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE/TO) considerou que o contrato possui natureza de colaboração financeira não reembolsável, caracterizada como doação, e não como operação de crédito. O entendimento foi acolhido pelo BNDES, possibilitando a formalização do contrato e a execução dos recursos do Fundo Amazônia, em conformidade com as normas de responsabilidade fiscal e o ordenamento jurídico.

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