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Com apoio do Governo do Tocantins, Circo EcoAção leva oficinas circenses e educação ambiental aos palmenses

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No dia 8 de novembro, em Palmas, será realizada mais uma oficina do projeto “Circo EcoAção”, contemplada no edital Artes Tocantins da Lei Paulo Gustavo, lançado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Secult). A iniciativa ocorrerá a partir das 9h30 na Pracinha da Cultura, localizada no Setor Morada do Sol, em Taquaralto, e tem como objetivo levar arte circense e conscientização ecológica para crianças da rede pública de ensino da capital. Classificada no módulo II do certame, a proposta recebeu um recurso de R$ 20.000,00.

O projeto oferece oficinas presenciais de construção e manipulação de eco brinquedos circenses, desenvolvidos com materiais recicláveis. Voltada para estudantes de dez a 14 anos, a oficina contempla atividades de malabarismo e equilibrismo. Além da experiência artística, a proposta enfatiza a importância da preservação ambiental, abordando os impactos negativos do plástico no meio ambiente, a reciclagem e o uso consciente dos recursos naturais.

“Os lixos plásticos agridem cada vez mais o meio ambiente, ocasionando conflitos. De fato, isso já é uma preocupação. Realizar oficinas circenses com ênfase em educação ambiental tem um duplo sentido: ensinar conhecimentos circenses e estimular a consciência ecológica”, destacou o proponente, Gerónimo Martín Campanello.

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Com foco na acessibilidade, o projeto conta com intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para garantir a participação de pessoas com deficiência auditiva. As oficinas foram realizadas em escolas da rede pública de ensino fundamental, que possuem infraestrutura acessível, com o objetivo de ampliar o acesso da comunidade à arte e à educação ambiental.

Conheça o proponente

Gerónimo Martín Campanello é artista circense, malabarista, palhaço, músico e arte-educador. Entre os seus projetos, atuou como arte-educador no Núcleo de Arte Terapia e Educação Popular em Saúde (Nupops), projeto de arte-educação em saúde em parceria com a Secretaria da Saúde Palmas, e colaborou com o Circo Os Kaco em eventos diversos ao longo dos anos. Em 2018, fez parte do Circo Show em Porto Nacional e do coletivo Palmas no Picadeiro.

Na Cia Circense Lonáticos (2019-2020), Gerônimo participou de mais de 100 apresentações pelo estado, dentro do projeto “Nossa Energia”, promovido pela Energisa. Em 2020, criou o espetáculo “Gerom, o Palhaço Equilibrista”, premiado pelo edital Respirarte da Funarte.

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CULTURA

Memorial Coluna Prestes volta a receber visitantes com atendimento ampliado

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Umas das profissionais técnicas responsáveis pelas visitas guiadas no Memorial Coluna Prestes, Fabíola Gomes, conta que desde que abriu o espaço já recebeu diversos visitantes. “O memorial é um importante espaço de preservação da história aqui em nosso estado, desde a reinauguração, muitos turistas e moradores visitam de forma espontânea; estamos à disposição para atender a comunidade mediante visitas guiadas, de escolas ou grupos, ou até mesmo visitas espontâneas,” comentou.

Funcionamento e agendamentos

O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h; aos sábados, das 9h às 17h; e em feriados e pontos facultativos, das 9h às 17h. Durante todo o período de atendimento, o público conta com acompanhamento de um servidor responsável pela mediação e visita guiada ao espaço.

Grupos escolares, instituições de ensino e demais interessados podem agendar visitas previamente por meio da Gerência de Acervos e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, pelo e-mail [email protected].gov.br ou pelo telefone/WhatsApp (63) 98511-0037.


Acervo

Localizado na Praça dos Girassóis, em Palmas, o Memorial Coluna Prestes é dedicado à preservação da memória da marcha da Coluna pelo território tocantinense. Projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 2001, o espaço reúne documentos, fotos e objetos do período da marcha.

A escultura em bronze do Cavaleiro da Luz, de Maurício Bentes, em homenagem a Luís Carlos Prestes, é um dos destaques do local. O memorial conta com teatro de bolso, sala de exposições e espaços educativos e culturais e abriga um importante acervo histórico composto por fotografias, documentos, objetos e registros que preservam a memória da passagem da Coluna Prestes pelo antigo norte de Goiás, atual Tocantins.

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O espaço proporciona aos visitantes uma imersão em um dos mais relevantes episódios da história política e social brasileira, contribuindo para a valorização do patrimônio histórico e da memória nacional.

Coluna Prestes

A Coluna Prestes foi um movimento político-militar ocorrido entre 1924 e 1927 liderado pelos tenentes Luís Carlos Prestes e Miguel Costa. Surgiu da insatisfação de jovens oficiais do Exército com o sistema político da Primeira República, marcado pelo domínio das oligarquias estaduais, fraudes eleitorais, corrupção e concentração de poder.

O movimento teve como marco inicial a Revolta do Forte de Copacabana, ocorrida em julho de 1922, no Rio de Janeiro. Na Praça dos Girassóis, em Palmas, o Monumento aos 18 do Forte de Copacabana representa os 18 militares que enfrentaram as forças legalistas. Na época, apenas dois sobreviveram: os tenentes Antônio de Siqueira Campos e Eduardo Gomes. Prestes, embora não tenha participado diretamente por estar doente, fazia parte do mesmo grupo de oficiais insatisfeitos que buscavam reformas estruturais no país. A revolta inspirou diretamente a criação da Coluna Prestes.

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Em 1924, uniram-se em Foz do Iguaçu a Coluna paulista, liderada por Miguel Costa, e a Coluna gaúcha, sob a liderança de Prestes. Com cerca de 1.500 homens, marcharam por aproximadamente 24 mil quilômetros, atravessando 13 estados brasileiros. Em dois anos de marcha, enfrentaram tropas do Exército, forças policiais e jagunços, em mais de 50 confrontos armados.

O grupo buscava mobilizar a população em prol de reformas sociais e políticas. Cerca de 50 mulheres também acompanharam a marcha, atuando em funções de apoio e, em alguns casos, participando das ações militares. Em 1927, sem alcançar os objetivos imediatos, os líderes decidiram cruzar a fronteira com a Bolívia e seguiram para o exílio.

Apesar de não ter derrubado o regime da época, a Coluna Prestes teve papel importante no desgaste da República Velha e influenciou reformas posteriores, como a criação da Justiça Eleitoral e o voto secreto. A marcha permanece como um dos episódios mais emblemáticos da história política e social brasileira no século XX.

A Coluna Prestes passou pela região que hoje corresponde ao estado do Tocantins a caminho do Nordeste. Oriunda de Goiás, percorreu localidades do norte goiano, como Arraias, Natividade, Porto Nacional, Tocantínia e Pedro Afonso.

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