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No Dia da Água, Naturatins reforça o compromisso do Governo do Estado com a gestão dos recursos hídricos Por: Shirley Cruz / Governo do Tocantins

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Bioma presente em mais de 87% do território do estado do Tocantins e com geografia marcada por planaltos, o Cerrado, localizado na região central do País, é considerado, por analogia, o coração do Brasil, pois é nele que brotam os veios d´água que alimentam parte das bacias hidrográficas brasileiras, sendo denominado como “berço das águas”, ou a “caixa d’água do Brasil”.

Privilegiado tanto pela quantidade quanto pela qualidade de seus recursos hídricos, o Estado do Tocantins possui muitas nascentes, sendo a maioria delas preservada. O estado conta com os rios Araguaia e Tocantins, considerados, respectivamente, o sexto e o sétimo maiores rios do Brasil.

Com visão de futuro e responsabilidade ambiental para com seus recursos hídricos, o Governo do Tocantins, por meio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), que tem sob sua responsabilidade 13 Unidades de Conservação (UCs), reforça neste Dia Mundial da Água (22 de março) seu compromisso a gestão de suas águas e com legislações específicas sobre acesso e uso desse recurso.

Da legislação vigente, destaque para a Política Estadual de Recursos Hídricos (Lei 1307/2002). Ela estabelece que a outorga de Direito de Usos dos Recursos Hídricos é o instrumento criado com a finalidade assegurar o controle ao acesso e ao uso da água, sendo as licenças para uso da água no Estado emitidas pelo Naturatins. Outra legislação é o Decreto Estadual n° 2432/2005. Ele regulamenta o instrumento de outorga no Tocantins e estabelece que nenhum usuário, individualmente, receberá autorização acima de 25% da vazão de referência, de um dado manancial, quando a captação for a fio d’água.

Mensagem

Em sua mensagem alusiva ao Dia Mundial da Água, o presidente do Naturatins, Renato Jayme, destaca que a missão do Instituto é proteger e conservar os recursos naturais do Tocantins e, de forma integrada, propiciar o desenvolvimento sustentável do Estado.

 “Fundamental para a vida, os recursos hídricos do Cerrado tocantinense, embora abundantes, contam com atenção especial do Naturatins, especialmente na preservação das nascentes e na gestão e uso racional da água. Temos a missão de proteger um recurso que vai muito além do aspecto econômico; é a base de nossa saúde, segurança alimentar, e do equilíbrio dos ecossistemas”, afirma Renato.

O gerente das Unidades de Conservação do Naturatins, Rodrigo Sávio, explica que, além da biodiversidade (fauna e flora), as UC’s têm entre suas funções primordiais a conservação dos recursos hídricos. “Essa preocupação com os recursos hídricos é expressa claramente nas leis de criação das Unidades de Conservação”, observa Rodrigo Sávio ao ressaltar que cerca de 15% da área total dos 277.621 km² do Tocantins são de UCs que abrigam diversas nascentes e importantes áreas de recarga hídrica, a exemplo da bacia hidrográfica do Rio Tocantins-Araguaia (rios Araguaia e Tocantins).

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As Unidades de Conservação do Tocantins são as seguintes:  Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal-Cantão e Parque Estadual do Cantão; APA do Jalapão e Parque Estadual do Jalapão; APA Lago de Palmas; APA Serra do Lajeado e Parque Estadual do Lajeado; APA das Nascentes de Araguaína; APA Santa Isabel; APA Foz do Rio Santa Teresa; APA Peixe-Angical; APA São Salvador-Paraná; e Monumento Natural Estadual das Árvores Fossilizadas do Tocantins (Monaf).

Cursos d’água

Essencial para a fauna e flora e abastecimento das populações locais, a região do Cantão, onde estão as Unidades de Conservação da Área de Proteção (APA) Ilha do Bananal/Cantão e Parque Estadual do Cantão, pode ser considerada um Paraíso das Águas. Composta de florestas aluviais e com vastas planícies inundadas no período chuvoso, o Cantão faz limite com a Ilha do Bananal, maior ilha fluvial do mundo.

A APA Ilha do Bananal/Cantão e o Parque Estadual do Cantão são banhados pelas bacias hidrográficas dos Rios Araguaia, Piranhas, Lajeado, Caiapó, Coco, Pium e Javaés, a região é drenada ao norte pelo Rio Bananal; no nordeste pelos Rios Pinheiros e Lajeado e pelos ribeirões Cocalinho e Cipó; na porção Oeste é drenada de norte a sul pelos Rios Araguaia e Javaés; na região central pelos rios Caiapó e Caia pozinho; na porção sudeste pelo ribeirão Piedade e pelo rio do Coco, que corta a área até a porção sudoeste. Ao Sul o limite da APA é delimitado pelo rio Riozinho, que desemboca no Rio Javaés.

Na área de abrangência do Parque Estadual do Jalapão e na APA Jalapão estão localizados dezenas de rios, sendo o Rio Sono o principal deles, cuja foz integra a bacia hidrográfica do Rio Tocantins. São afluentes do Rio Sono, os rios Soninho, Novo, Balsas, Vermelho, Caracol, Prata, Galhão, Preto, Formiga e Carrapato. A região ainda é banhada por mais de 30 córregos.

A preservação e conservação dos cursos d’água na APA e Parque Estadual do Jalapão considera em primeiro plano o abastecimento das populações e a atividade turística, responsável pelo desenvolvimento socioeconômico da região. Entre os atrativos turísticos da região, destaque para a Cachoeira da Velha e do Formiga, além de dezenas de fervedouros. Em todos estes locais, há regras específicas de visitação de modo a não causar impacto ambiental. É lá também o refúgio do Pato Mergulhão. Em extinção, a espécie vive no Rio Novo e é acompanhada de perto pelo Naturatins.

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Na região central do Tocantins, temos a APA Lago de Palmas, que assim foi denominada em razão do reservatório da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães (UHE do Lajeado). A preservação deste importante recurso hídrico é denotada pelas ações de recuperação de nascentes, reflorestamento da vegetação típica do Cerrado ao longo da orla e de áreas próximas a cabeceiras de rios, ribeirões e córregos que compõem a APA.

Caixa D’água

Com a função de captar água, a APA Serra do Lajeado e o Parque Estadual do Lajeado (PEL)são consideradas como uma grande “Caixa D’água”. A região, segundo o gerente das UC’s do Naturatins, Rodrigo Sávio, é como se fosse um chuveiro, pois toda água oriunda de precipitação infiltra no solo, onde é armazenada.

A Área do situa-se na bacia do Rio Tocantins e sub-bacia do ribeirão Lajeado mais as microbacias dos ribeirões Água Fria e Jaú, além dos córregos Jauzinho e Landi. A geomorfologia e as estruturas existentes na serra do Lajeado controlam essas drenagens ora para a direção nor-noroeste, ribeirão Lajeado, ora de leste para oeste.

A sub-bacia hidrográfica do ribeirão Lajeado abrange uma área de, aproximadamente, 60.000 hectares, com nascentes nos altos das serras do Lajeado. Os principais afluentes são o ribeirão Ágio e seus tributários menores, córrego Água Branca ou Besta Morta, Saltinho e Brejo da Passagem.

Monaf

Das águas superficiais que formam a bacia hidrográfica do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas do Estado do Tocantins (Monaf) destacam-se na zona de amortecimento a leste, o reservatório da UHE Estreito, formado pelo Rio Tocantins e ao norte pela microbacia do rio Arraias. No interior da Unidade de Conservação (UC), as microbacias: Pirarucu, Bananeira, Peba, Canajuba, Descanso e Escondido, formando uma rede hídrica importante com nascentes dentro das áreas que formam o interior da UC. A região funciona também como um coletor das águas pluviais precipitadas no seu domínio, com escoamento superficial por declividade para o Rio Tocantins.

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Vigilância da raiva humana e animal é discutida em webinar do CRMV-TO

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O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Tocantins (CRMV-TO), por meio da Comissão de Uma Só Saúde, realiza nesta terça-feira, 22, a partir das 19h, no canal do Conselho no YouTube, a segunda edição do webinar “A Saúde é Única”, que desta vez abordará sobre a vigilância da raiva no Tocantins.

 

Essa discussão sobre a raiva é de grande relevância no cenário atual, sobretudo em decorrência do caso de raiva animal confirmado em agosto, em Palmas, bem como em outros estados do país.

 

O webinar será conduzido por profissionais com larga atuação no assunto, como a médica-veterinária do ministério da saúde, Sirlene Manrique, o responsável técnico pelo Programa de Vigilância e Controle da Raiva dos Herbívoros da Adapec, Raydleno Tavares, além da médica-veterinária da Secretaria de Estado da Saúde e presidente da Comissão de Uma Só Saúde do CRMV-TO, Iza Alencar e o médico-veterinário da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses de Palmas (UVCZ) e também membro da Comissão de Uma Só Saúde, Leandro Chaves.

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Atuando como um instrumento de educação e orientação aos profissionais da saúde humana, animal, meio ambiente e população em geral, o webinar apresentará um panorama geral sobre casos de raiva humana e animal no Brasil; vigilância de morcegos hematófagos e casos de raiva em herbívoros; a importância da participação da comunidade e dos profissionais na vigilância da raiva animal, além do cenário de casos de raiva animal em Palmas.

 

A transmissão do webinar acontece ao vivo, nessa terça-feira, 22, a partir das 19h, no canal do CRMV Tocantins no YouTube e poderá ser acessado através do link: https://youtube.com/live/oo4dfJxedlM.

 

A raiva

 

A raiva é uma doença viral transmitida de animais para o homem, através de arranhaduras e mordeduras. É uma zoonose de grande relevância para a saúde pública, devido a letalidade de quase 100%.

 

A doença acomete mamíferos e pode ser encontrada em cães e gatos; em herbívoros como bovinos, equinos e suínos, além de animais silvestres. A transmissão ocorre através do contato com a saliva do animal infectado e por meio de mordidas e arranhões. A vacinação dos animais é a forma mais eficaz de prevenção contra a raiva.

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