A busca pelo aperfeiçoamento e o sucesso na execução das atividades de combate a incêndio urbano e em mergulho estão reunindo bombeiros militares em duas ações de nivelamento. As atividades são simultâneas, mas ocorrem em cidades diferentes: Palmas e Araguatins, esta semana.
Na Capital, o trabalho ocorre no Complexo de Ensino do Corpo de Bombeiros Militar, na antiga Avenida do Aeroporto, onde está instalado o contêiner utilizado para ações de combate a incêndio urbano, com a técnica flashover. Diversos militares são instrutores e agora repassam o método para os demais colegas.
No inovador método flashover, há a simulação de diversos aspectos reais do ambiente fechado, confinado, com incêndio em andamento. E no contêiner, os bombeiros militares podem observar a temperatura que varia de oitocentos a mil graus celsius, bem como o comportamento do fogo e da fumaça assim que a menor quantidade de oxigênio é inserida naquele local.
O coronel Peterson Queiroz de Ornelas, Chefe do Estado-Maior e subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar, destacou a importância do nivelamento até mesmo para que “os participantes possam perceber coisas que, no dia a dia, não dá tempo, e que, agora, servem de estudo e aprimoramento”.
“É importante até mesmo para que eles possam tirar o melhor aproveitamento dos equipamentos, da quantidade de água usada numa ação dessa natureza, além de sentirem a segurança que o equipamento de proteção individual proporciona”, relatou o coronel.
Desde o começo do ano até agora, 64 bombeiros militares já participaram das atividades. Além do 1º BBM, também há equipamento semelhante no 2º BBM, em Araguaína, e no 3º BBM, em Gurupi.
“É a sociedade quem ganha com essas ações, que fazem parte do nosso planejamento para o constante treinamento no combate a incêndio urbano, nossa principal atividade”, frisou Ornelas.
Mergulhos
Em Araguatins, no Bico do Papagaio, doze bombeiros militares concluem hoje, quinta-feira, 13, o alinhamento em mergulho. Entre os militares, há um que integra a corporação na Capital, e os demais são da própria cidade sede da 3ª Companhia.
Segundo o capitão Jarbas Borges, comandante da Unidade Operacional, “é uma capacitação que os habilita a atender a maioria das ocorrências que necessitam de mergulho”. “São ocorrências, por exemplo, onde alguém se afogou e é necessário encontrar e recuperar o corpo da vítima e entregar à família, ou quando uma embarcação naufraga e os bombeiros militares vão proceder a recuperação desse bem, mas reflutuando-o. Para cada situação tem uma técnica diferente”, comentou Borges.