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RECONSTRUÇÃO FACIAL

Novas tecnologias aprimoram a divulgação de reconstruções faciais forenses no Tocantins

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A reconstrução facial forense é a técnica de aproximação da aparência de um indivíduo, estudando apenas seu crânio. Este recurso pode ser aplicado em casos de desaparecidos em que o crânio permanece sem ser reclamado por familiares e sem uma identidade presumida. No Tocantins, o Núcleo de Antropologia Forense e Odontologia Legal, vinculado à Superintendência de Polícia Científica da Secretaria da Segurança Pública, finalizou mais uma reconstrução facial.

A identificação é possível graças a parceria que a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins, por meio da Superintendência da Polícia científica, possui com as Universidades de São Paulo (USP) e Federal de Uberlândia (UFU), por meio de um projeto contemplado pelo edital do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad) Segurança Pública, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Polícia Federal e Secretaria Nacional da Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ), e coordenado pelos pesquisadores Prof. Dr.  Rodolfo Melani da USP e Prof. Dr. Sérgio Cardoso da UFU.

“Esse projeto tem como objetivo a implementação de um fluxo de cooperação na análise tecnológica de perícias em pessoas desaparecidas por meio da  cooperação acadêmico científico entre Instituições de Ensino Superior e órgãos de segurança pública”, destaca o superintendente da Polícia Científica, o perito oficial Alexandre Agreli.

Segundo o pesquisador Prof  Dr Thiago Beaini,  da Universidade Federal de Uberlândia,  a técnica envolve a aplicação de marcadores de espessura de tecidos moles em pontos específicos da face, além de referências para a posição e tamanho dos olhos, boca, nariz e orelhas. Todos esses parâmetros já possuem pesquisas em brasileiros, sendo parte destas fomentadas pelo mesmo projeto e desenvolvidas nas universidades participantes.

Leia Também:  O Governo do Tocantins apresentou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), nessa quinta-feira, 2, durante audiência em Brasília/DF, com o ministro do MJSP, Ricardo Lewandowski, o projeto Rede de Acesso à Justiça dos Povos Originários e Tradicionais (Rejusto). Uma iniciativa destinada à formação de uma rede comunitária para ampliar o acesso dessas comunidades aos seus direitos. As ações propostas conectam universitários indígenas e quilombolas aos servidores de instituições públicas envolvidas no Sistema de Justiça estadual e federal. O projeto foi apresentado pela secretária dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), Narubia Werreria, e pelo assessor jurídico da pasta, Hermógenes Alves Lima Sales, acompanhados pelo secretário da Secretaria Extraordinária de Representação em Brasília (Serb), Carlos Manzini Júnior. Também participaram, membros de instituições parceiras como, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), representado pela juíza auxiliar da Presidência do TJTO, doutora Rosa Maria Rodrigues Gazirie Rossi; e a Defensoria Pública da União (DPU), representada pelo defensor público-geral federal, Leonardo Cardoso; e o assessor de Relações Institucionais, Sergio Armanelli. Para a secretária da Sepot, Narubia Werreria, o compromisso do Governo Federal em apoiar a iniciativa é fundamental para assegurar que todos os tocantinenses, sem distinção de etnias ou identidade, tenham acesso equitativo à justiça. “O Ministério abraçou o projeto e estamos ansiosos para estabelecer uma parceria sólida e produtiva que não apenas leve acesso à justiça aos povos originários e tradicionais do Tocantins, mas que também promova uma verdadeira transformação em suas vidas, fortalecendo as comunidades e garantindo o pleno exercício de seus direitos fundamentais”, afirmou a secretária. O secretário da Serb, Carlos Manzini Júnior, destacou a importância da inclusão do Governo Federal na estratégia de realização do projeto. "Com a apresentação do projeto diretamente ao ministro Ricardo Lewandowski, o Governo do Tocantins abre os caminhos para construir parcerias que possam agilizar etapas do projeto. Sob a liderança do governador Wanderlei Barbosa, vamos atuar como parceiros da Sepot no andamento de outras etapas em conjunto com o Governo Federal para viabilizar a proposta", afirmou. Sobre o Rejusto O projeto visa fortalecer o acesso à justiça para os povos indígenas e quilombolas no estado do Tocantins em quatro fases. Inicialmente, serão oferecidos cursos para os servidores da Defensoria Pública do Estado (DPE), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), ligada ao Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), capacitando-os para compreender as particularidades culturais dessas comunidades, o que resultará em um atendimento mais sensível e eficaz. Na segunda fase serão selecionados e inseridos estudantes universitários indígenas e quilombolas em estágios nas instituições públicas do judiciário no estado, trazendo novas perspectivas para os desafios enfrentados pela justiça em relação a essas comunidades. Na terceira fase haverá capacitação de indígenas sobre os mecanismos de proteção aos seus direitos fundamentais. Por fim, serão oferecidos cursos para formar defensores populares e mediadores comunitários dentro das próprias comunidades, facilitando o acesso à justiça de forma culturalmente apropriada e contribuindo para a harmonia social. A juíza auxiliar da Presidência do TJTO, doutora Rosa Maria Rodrigues Gazirie Rossi, ressaltou que a iniciativa visa assegurar que todas as comunidades tenham voz e representação dentro do sistema judicial. “É com muita alegria que o poder judiciário do Tocantins integra esse projeto que irá garantir aos quilombolas e indígenas, povos originários tocantinense, um acesso amplo, justo e igualitário à justiça”, finalizou.

Processo de Análise

A parceria já inova na medida que implementou um fluxo inédito em que  os peritos odontolegistas do IML do Tocantins, analisam o crânio por meio da antropologia física, estimando idade, determinando o sexo e a afinidade populacional. Posteriormente fotografias sequenciais são feitas e enviadas para os pesquisadores da USP. Estes aplicam uma técnica de fotogrametria para transformar as imagens convencionais em um modelo 3D do crânio estudado.

O modelo é então enviado aos pesquisadores da UFU que realizam um processo semelhante ao manual, mas inteiramente computadorizado, aplicando a técnica com precisão, reconstruindo músculos e obtendo uma aproximação da aparência. A imagem final da face aproximada é divulgada em diferentes ângulos na esperança de que alguém reconheça o indivíduo e traga novas informações sobre os casos. A aparência final da reconstrução ainda possui a característica de um modelo digital e não de uma fotografia real.

De acordo com o pesquisador Prof. Dr Rodolfo Melani, coordenador geral do projeto, o grupo de trabalho tem implementado novas tecnologias e inova uma vez mais por incorporar um processo que não só garante uma aparência realista, mas também é capaz de animar o modelo feito por meio da técnica forense. “Uma análise de um crânio do Tocantins é a primeira que se tem notícia no mundo a usar desse recurso que promete se tornar um novo padrão para os trabalhos não só deste grupo, mas internacionalmente. Acrescentando animação à divulgação, busca- se acrescentar a simulação vida nas reconstruções, na esperança que favoreça o reconhecimento”, ressalta.

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Segundo a perita oficial odontolegista Georgiana Ferreira Ramos, responsável pela execução do projeto no Tocantins, essa parceria  garante que as técnicas já criadas e testadas em ambiente acadêmico possam ser aplicadas em favor da população. “Este caso mostra o aprimoramento  das técnicas com a utilização de tecnologias digitais  no processo de identificação de pessoas desconhecidas e esperamos a médio prazo que os peritos sejam capacitados na utilização dessas técnicas, com o objetivo maior de atender a sociedade por meio da ciência e da perícia criminal de ponta”, destaca.

Face reconhecida

Já é possível conferir o resultado de um desses trabalhos que vem sendo realizado nessa parceria, na importante busca por pessoas desconhecidas e desaparecidas. Se você tem informações de um desaparecido que tenha características semelhantes a deste indivíduo, procure a Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos (Polinter – Palmas) pelo telefone  (63) 3218-1848 ou Instituto Médico Legal de Palmas (63) 3218-6840.
Animação da reconstrução facial: https://youtube.com/shorts/utSPOzKVc8w?feature=share

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Senador Eduardo Gomes participa de encontro na Faet com lideranças do setor produtivo e reforça compromisso com o agro do Tocantins

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O fortalecimento do setor produtivo no estado pautou a participação do vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, em um debate realizado na Federação da Agricultura e Pecuária (Faet) nesta segunda-feira, 20. Ao lado da senadora Professora Dorinha Seabra, o senador reuniu lideranças rurais de diversas regiões do estado para ouvir demandas e discutir estratégias de desenvolvimento.

O encontro contou ainda com a presença do presidente da Faet e do Sebrae, Paulo Carneiro, do presidente da AproSoja Brasil, Mauricio Buffon, além de presidentes de sindicatos rurais, consolidando um espaço de escuta qualificada e diálogo direto com quem atua no campo.

Durante o debate, Eduardo Gomes destacou o papel estratégico do agronegócio para a economia do Tocantins e a necessidade de políticas públicas que garantam segurança, crédito e infraestrutura ao produtor rural.

“Nosso compromisso é construir soluções a partir de quem produz. O Tocantins tem um potencial extraordinário, e o caminho é fortalecer desde o pequeno produtor até as grandes cadeias produtivas, com planejamento, investimento e segurança jurídica. Esse diálogo direto com o setor é fundamental para orientar nossas ações no Congresso e no estado”, afirmou.

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As discussões abrangeram temas como apoio ao pequeno produtor, logística, acesso a financiamento e estímulo ao crescimento sustentável do agronegócio, com foco na geração de emprego e renda no Tocantins.

Participaram do encontro lideranças sindicais de diferentes municípios: Simone Sandri (Pedro Afonso), Jackson Lima (Cristalândia), Jhonatha Araújo (Divinópolis), João Victor Stival (Gurupi), Carlos Ribeiro (Araguaçu), Abel Gutemberg (Paraíso), Eurípedes Costa (Formoso do Araguaia) e Chicão (Dois Irmãos).

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