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Em solenidade de homenagem à Polícia Civil, governador Wanderlei Barbosa anuncia construção de complexo de delegacias especializadas

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O Estado do Tocantins vai contar em breve com um complexo de delegacias especializadas da Polícia Civil. O governador Wanderlei Barbosa assinou nesta quinta-feira, 20, o decreto destinando um terreno de 120 mil metros quadrados em Palmas, para a construção da Cidade da Polícia Civil. O anúncio foi feito durante solenidade de comemoração do Dia da Polícia Civil, celebrado oficialmente no dia 21 de abril.

“Nós queremos uma Polícia Civil cada vez mais inteligente, funcional, com aparelhamento, equipada e comprometida com o serviço de investigação, em prol da proteção e segurança do povo tocantinense”, disse o Governador.

O complexo vai centralizar delegacias e serviços especializados de responsabilidade da Polícia Civil do Tocantins. Ainda durante o evento, o Governador autorizou que o secretário da Segurança Pública (SSP), Wlademir Costa, crie uma comissão para discutir, junto à Casa Civil e sindicatos, o pagamento das progressões devidas aos servidores da Polícia Civil e enfatizou que o compromisso de zelar pela autonomia de trabalho da corporação. “Policial Civil trabalha para o Estado. O Governo não pode e não vai interferir no trabalho de um delegado, de um agente de polícia. Eles, trabalhando dentro da legalidade, naquilo que é constitucionalmente garantido como suas funções e atividades, precisam ter autonomia de trabalho”, ressaltou.

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“Só existe um estado democrático se houver Segurança Pública. Então, é importante que o Governador tenha essa sensibilidade de valorizar o servidor da Segurança Pública e lhes dar condições de trabalho”, completou o vice-governador, Laurez Moreira.

Homenagens

A solenidade em homenagem à Polícia civil foi realizada no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO) e contou com a participação de centenas de servidores da Segurança Pública, além de secretários de Estado, políticos e outras autoridades.

Na ocasião, o secretário Wlademir Costa destacou a atuação da Polícia Civil do Tocantins nos episódios mais recentes de proteção à sociedade. “Hoje nós temos 50 policiais em treinamento, junto à embaixada dos Estados Unidos, para prevenir ataques em escolas. Também temos agentes nossos na operação de captura dos criminosos que cometeram assalto em Confresa, no Mato Grosso. Hoje, nós temos orgulho de usar esse distintivo no peito”, conferiu.

Delegados, agentes e escrivães foram homenageados com a Medalha de Mérito Eusébio de Queirós, em reconhecimento por relevantes serviços prestados em prol da Segurança Pública no Tocantins. Ao todo, 36 servidores dos quadros da Polícia Civil foram homenageados.

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“É um reconhecimento importante para a motivação dos policiais civis que se empenham em ações em prol da sociedade”, disse o delegado Antonio Onofre Oliveira, um dos homenageados.

Também foram entregues as Medalhas de Bravura Escrivão José Bonfim Nazareno Ribeiro. A honraria homenageia o escrivão da Polícia Civil do Tocantins morto em atividade no ano de 2014, no município de Dois Irmãos. A medalha foi entregue às filhas dele, Thábita Dias Nazareno e Ruth Dias Nazareno. “Ao saber que o nome de meu pai havia sido escolhido por sua bravura, a emoção não coube em meu coração. É uma honra saber que seu nome será lembrado por muito tempo”, disse Thábita Nazareno, emocionada.

Ainda foi homenageada a superintendente de segurança integrada da SSP, Maria de Fátima Holanda, primeira mulher a exercer o cargo de delegada-geral da Polícia Civil do Tocantins.

Ao final do evento, o governador Wanderlei Barbosa foi agraciado com uma placa de reconhecimento por seu empenho e dedicação no fortalecimento da Instituição.

 

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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