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Operação Babilônia

Ação da PF apura superfaturamento em contratos da Saúde da gestão de Mauro Carlesse

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A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) nesta terça-feira, 13, que investiga fraude em licitação e superfaturamento em serviços de manutenção em hospitais e anexos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) diz respeito à gestão do ex-governador do Tocantins, Mauro Carlesse, que renunciou ao cargo em março deste ano para fugir de um processo de impeachment da Assembleia Legislativa (Aleto) por corrupção.

Mauro Carlesse e o ex-secretário de Saúde, Edgar Tollini, já foram alvos de outras ações da PF que investigam corrupção na Saúde como o uso de aviões contratados pelo Governo do Tocantins para viagens pessoais, inclusive UTIs aéreas, e o pagamento de propina pelo aluguel da unidade onde funcionou o Hospital Estadual de Combate à Covid-19 (HECC), que resultou em um prejuízo de R$ 13,7 milhões aos cofres públicos.

Segundo a PF, Tollini também é investigado em um suposto esquema de superfaturamento na compra de leitos hospitalares. O dinheiro adquirido nos esquemas estaria sendo lavado por meio da compra de imóveis, carros de luxo e itens de luxo, além de depósitos em uma conta no exterior.

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Pente Fino

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Desde que assumiu o Governo do Tocantins, o governador Wanderlei Barbosa tem passado o pente fino em vários contratos executados na gestão de Carlesse. Os trabalhos envolvem servidores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE), com apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

Sobre a ação da PF realizada hoje, a orientação dada pela gestão de Wanderlei é que a SES colabore com as investigações para a apuração dos fatos, “uma vez que a atual gestão preza pelo bem do erário público e zela por uma saúde de qualidade para a população tocantinense”, afirmou em nota enviada à imprensa.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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