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Secretário de Meio Ambiente

Na sede do BNDES no Rio, Lelis fala pelo Estado e se compromete a entregar projeto para o Fundo Amazônia até 03 de maio

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Em seu primeiro compromisso oficial no comando da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o secretário Marcello Lelis participou, nesta quarta-feira, 15, da reunião de Reativação do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa), no Rio de Janeiro (RJ), acompanhado da diretora de Inteligência Ambiental, Clima e Florestas, Cristiane Peres. Marcello Lelis garantiu que, com a retomada da análise de projetos, o Tocantins vai apresentar uma proposta para o novo Fundo Amazônia até o dia 03 de maio.

O encontro, que contou com representantes de todos os Estados da Amazônia Legal brasileira, foi realizado na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), entidade gestora do Fundo Amazônia. A reativação é o primeiro passo para que o Fundo volte a funcionar após quatro anos de inatividade.

Estiveram presentes na reunião a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, o ministro de Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Entre as pautas, foram debatidos temas como a retomada da análise de projetos e os valores mínimos para liberação de recursos do Fundo, além de revisão das diretrizes e a necessidade de priorizar situações emergenciais.

A presença das autoridades, que elevou ainda mais o prestígio da reunião, foi ressaltada pelo secretário Marcello Lelis: “Nós tivemos na presença de diversas autoridades do governo federal e dos embaixadores da Noruega e da Alemanha, o que demonstra o quanto essa reativação do Fundo Amazônia é importante e está sendo priorizada”.

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O secretário projetou um cenário muito otimista na área ambiental para o Tocantins nos próximos anos. “É evidente o protagonismo do meio ambiente na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além da ministra Marina Silva, que é respeitada no mundo todo, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, que garantiu prioridade aos projetos voltados para a sustentabilidade na liberação de financiamentos pelo banco”, destacou.

Durante a reunião, foi entregue à ministra Marina Silva uma carta assinada pelo Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal enfatizando que o Fundo Amazônia é uma das principais ferramentas para a ação integrada, coordenada e estratégica de controle e combate ao desmatamento na região. A carta cita ainda os desafios enfrentados pelos estados amazônicos e ressalta a necessidade da cooperação e da integração de esforços dos diversos segmentos da sociedade, incluindo as organizações indígenas e de comunidades tradicionais.

Fundo Amazônia

Criado em 2008, a partir de doações da Noruega e da Alemanha, com objetivo de recompensar financeiramente países em desenvolvimento pela redução de emissões de gases do efeito estufa associadas ao desmatamento e a degradação florestal, o Fundo Amazônia apoia projetos em diversas áreas, como manejo florestal sustentável, recuperação de áreas desmatada, gestão de florestas públicas e áreas protegidas, entre outras.

No final de 2022, o governo da Noruega anunciou que voltaria a enviar recursos para a retomada do Fundo Amazônia, bem como a Alemanha, que formalizou doação de 35 milhões de euros por meio do KfW, banco de desenvolvimento alemão. Além dos países europeus, o governo dos Estados Unidos anunciou que também fará uma doação para o Fundo Amazônia. O anúncio foi feito pelo presidente Joe Biden ao presidente Lula durante a visita oficial do chefe de Estado brasileiro aos Estados Unidos na semana passada.

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Tocantins

O Tocantins investiu mais de R$ 27 milhões, por meio de financiamento do Fundo Amazônia/BNDES, na implementação do Cadastro Ambiental Rural do Tocantins – CAR Tocantins Legal, entre os anos de 2013 e 2023. O CAR é um dos mecanismos de fortalecimento da política de preservação ambiental, principalmente das Áreas de Preservação Permanente (APPs), de Reserva Legal, das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa, além de ser uma base de dados estratégica para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas.

Cofa

Composto por representantes de governos e de instituições da sociedade civil, o Cofa tem a atribuição de determinar as diretrizes e acompanhar os resultados obtidos com o emprego de recursos provenientes de doações. Outro colegiado que também integra o Fundo Amazônia é o Comitê Técnico do Fundo Amazônia (CTFA), que atesta a quantidade de emissões de carbono oriundas do desmatamento na floresta.

 

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TOCANTINS

Dorinha garante apoio federal para plano integrado de desenvolvimento do Matopiba

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Presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, a senadora Professora Dorinha defende planejamento regional com investimentos em infraestrutura, logística, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional dará apoio institucional à elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado do Matopiba. O avanço é resultado das agendas conduzidas em Brasília pela senadora Professora Dorinha (União), presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, para organizar prioridades e ampliar os investimentos nos estados que compõem a região.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, comunicou nesta segunda-feira (20) o posicionamento favorável das equipes técnicas da pasta. A manifestação ocorreu após agendas conduzidas por Dorinha em Brasília, ao lado da secretária extraordinária do Matopiba, Amanda Sobreira, no final de maio. A senadora apresentou ao secretário-executivo do Ministério, Valder Ribeiro, a necessidade de um planejamento capaz de reunir políticas de infraestrutura, logística, desenvolvimento econômico e melhoria das condições de vida da população.

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“O Matopiba precisa ser tratado de acordo com a dimensão estratégica que representa para o Brasil. Queremos construir um plano que organize prioridades, oriente os investimentos e transforme o crescimento econômico em emprego, renda, infraestrutura e qualidade de vida para quem mora na região”, afirmou Dorinha.

A proposta prevê estudos técnicos, planejamento estratégico e integração entre o Governo Federal, o Congresso Nacional, estados e municípios. Com localização estratégica e capacidade institucional, Palmas deverá exercer o papel de centro articulador e administrativo desse processo.

Dorinha também defendeu que a condução das políticas relacionadas ao Matopiba seja transferida para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A mudança conta com o apoio de parlamentares e governadores dos estados que integram o território e busca ampliar a capacidade de execução das ações. “Estamos propondo uma estrutura que consiga integrar diferentes ministérios e tirar os projetos do papel. A região precisa de planejamento, orçamento e capacidade de execução”, explicou a senadora.

Fórum Matopiba
Outro projeto em construção é a realização do Fórum Matopiba, em Palmas. O encontro deverá reunir prefeitos, governadores, investidores, representantes do setor produtivo e instituições públicas para discutir os desafios regionais e apresentar oportunidades de investimento.

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