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Na Agrotins 2024, governador Wanderlei Barbosa assina medidas para impulsionar a apicultura no Tocantins

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Em seu gabinete montado na Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins), o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, assinou nesta quinta-feira 16, o decreto de N° 6.789 e o Projeto de Lei nº 7, de 15 de maio de 2024, que tratam diretamente da apicultura no Estado. A primeira assinatura é referente a utilização da polinização dirigida para o seu uso na agricultura (Poliniza Tocantins) e a outra, é sobre o transporte de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos), dentro do Estado do Tocantins.

“Estamos dando um passo importante para um setor que lá fora vem rendendo bons resultados, que é o uso de tecnologia de polinização de abelhas para aumentar a produtividade nas lavouras. Também estamos dando condições para a valorização da meliponicultura no Estado do Tocantins, estabelecendo diretrizes para o exercício da atividade, da abertura de mercado e do fortalecimento da cadeia produtiva”, disse o Governador.

Poliniza Tocantins 

Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Jaime Café de Sá, o decreto que institui o Poliniza Tocantins vai ajudar a aumentar a produtividade das lavouras tocantinenses. “O Governador hoje assinou dois documentos, um deles é um decreto que institui uma política de polinização de lavouras, de plantação de frutas, no qual serão utilizadas abelhas dos criadores aqui do Estado para fazer a polinização. Uma polinização assistida, organizada por uma instituição que trabalha com esse tipo de apoio. E que vai ajudar a aumentar a produtividade dessas lavouras. Existem estudos que há um ganho muito importante para esse produtor, a qualidade da semente, do fruto, que é polinizado pelas abelhas”, explicou o secretário na ocasião.

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Conforme o documento assinado pelo Governador na Agrotins 2024, a Poliniza Tocantins tem por objetivo: fomentar a polinização dirigida como insumo da agricultura sustentável; aumentar a produção agrícola com sustentabilidade; elevar a produtividade do apicultor/meliponicultor; reduzir a emissão de  dióxido de carbono na agricultura; prevenir potencial aumento de abertura de áreas para cultivo; reflorestar áreas com mudas de espécies florestais ou clones que sirvam de fonte de alimento e/ou abrigo aos polinizadores, em especial às abelhas; criar programa de capacitação de técnicos, agricultores, apicultores e meliponicultores; dentre outras vantagens.

Transporte de abelhas nativas 

Já o Projeto de Lei nº 7, de 15 de maio de 2024, dispõe sobre a criação, o comércio, a conservação e o transporte de abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos), no Estado do Tocantins. O Projeto estabelece diretrizes para o exercício da atividade, da abertura de mercado e do fortalecimento da cadeia produtiva. Ele também corrobora para o desenvolvimento sustentável, por meio do incentivo à conservação da biodiversidade local e da sustentabilidade dos ecossistemas, influenciadas direta ou indiretamente pelo manejo responsável.

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“Esse Projeto de Lei regulamenta o transporte de abelhas nativas daqui, aquelas abelhas sem ferrão. Não podemos correr o risco de perder esse patrimônio tão importante. São as nossas abelhas que fazem a polinização de determinados tipos de frutos que só temos aqui na nossa região”, completou Jaime Café.

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Rastreia/TO avança para etapa prática com identificação de 250 bovinos em Tabocão

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Atividade integra Prova de Conceito que testa procedimentos, equipamentos e tecnologias para implantação da rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Tocantins

A implantação do Rastreia/TO avançou para uma nova etapa na terça-feira, 22, com a realização de atividade prática da Prova de Conceito (PoC) na Fazenda Tupã, da Motta Agropecuária, em Tabocão. Durante o trabalho de campo, 250 bovinos machos, com aproximadamente 18 meses de idade, receberam identificação individual por meio de brincos visuais e eletrônicos, com leitura por tecnologia RFID e registro das informações em sistema digital.

A atividade reuniu equipes técnicas envolvidas na implantação do programa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), com execução técnica conjunta da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins).

O Rastreia/TO integra a política estadual de identificação individual e rastreabilidade de bovinos e bubalinos, instituída pelo Decreto nº 7.164, de 13 de maio de 2026. O trabalho busca testar, em condições reais, procedimentos que permitam acompanhar individualmente os animais e organizar informações relacionadas à origem, movimentação e demais registros da cadeia produtiva.

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Capacitação antecedeu atividade em campo

A prática ocorreu após a capacitação realizada na segunda-feira, 21, em Palmas. A programação preparou técnicos, extensionistas e demais participantes para os procedimentos previstos nesta fase do Rastreia/TO.

Foram apresentadas orientações sobre a Prova de Conceito, boas práticas de identificação animal, utilização dos brincos e equipamentos de aplicação, operação dos leitores eletrônicos e registro das informações no aplicativo RadarBov.

A Prova de Conceito foi estruturada como um teste controlado, com previsão de quatro meses de acompanhamento. O escopo contempla 21 propriedades rurais, entre pequenas, médias e grandes, e aproximadamente 5,3 mil animais.

Além das propriedades participantes, o teste prevê acompanhamento em outros pontos da cadeia produtiva, incluindo revenda agropecuária, leilão e frigorífico. O objetivo é verificar o funcionamento da identificação e da leitura dos animais em diferentes etapas antes do avanço das próximas fases de implantação.

Comitê Gestor do Rastreia/TO

Também na segunda-feira, 21, foi publicada no Diário Oficial do Estado, a Portaria que designa os integrantes do Comitê Gestor do Programa de Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos do Estado do Tocantins, formado pela Seagro, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Adapec, Ruraltins e Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

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As atribuições incluem, definir diretrizes, prioridades e metas estratégicas do programa, acompanhar indicadores e resultados da implantação, aprovar o planejamento anual e propor ajustes técnicos, operacionais e institucionais.

A cadeia produtiva é representada pela Associação Tocantinense de Novilho Precoce (ATNP), Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarne), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet/Senar) e Associação dos Criadores de Nelore do Tocantins (ACNT).

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