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Lideranças indígenas se reúnem com o secretário de Meio Ambiente para avaliar processo de consulta do JREDD+ realizado dentro dos territórios

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O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Divaldo Rezende, recebeu lideranças indígenas e representantes institucionais, nessa segunda-feira,06, para discutir os avanços e desafios do processo de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) realizadas no âmbito do Programa Jurisdicional de REDD+ (JREDD+) nos territórios indígenas do Tocantins.

A reunião, realizada na sede da Secretaria, contou com a presença do presidente da Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins (ARPIT), Marquinho Karajá; do presidente do   Instituto dos Caciques e Povos Indígenas da Ilha do Bananal (ICAPIB), Cacique Ixati; e do vereador de Formoso do Araguaia, Micael Javaé. Também participou do encontro a superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Semarh, Marli Santos.

Na ocasião, as lideranças reconheceram o caráter inédito e participativo do processo de construção do programa JREDD+, destacando que, pela primeira vez, o Estado tem adotado uma abordagem que respeita e ouve diretamente as comunidades indígenas, consideradas as principais interessadas nas políticas ambientais que afetam seus territórios.

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Iniciado em março deste ano, o processo de consulta do Programa Jurisdicional de REDD+ ouviu povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores, o setor agroprodutivo e instituições governamentais. Das 60 oficinas participativas realizadas até o momento, 40 aconteceram com o povos Indígenas, Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares (PIQPCTAF), 15 com representantes das instituições governamentais e cinco com pequenos, médios e grandes produtores rurais.

O secretário Divaldo Rezende reforçou que o JREDD+ é um legado da política ambiental do Estado e colocou a Secretaria à disposição como parceira permanente dos povos indígenas.  Ele também afirmou que haverá um representante de cada segmento dos Povos Indígenas, Quilombolas, Comunidades e Povos Tradicionais, e Agricultores Familiares (PIQPCTAFs) para o acompanhamento dos próximos editais, que também receberão capacitação específica para atuar de forma técnica e informada.

A superintendente Marli Santos explicou os critérios para a escolha das entidades representativas, em conformidade com as instruções normativas que regem o processo, e elogiou o envolvimento das organizações indígenas durante todas as etapas da CLPI.

Lideranças

O presidente da Arpit ressaltou que, inicialmente, muitos indígenas desconheciam o que era o JREDD+, mas que, graças às oficinas realizadas dentro das próprias terras indígenas, foi possível esclarecer dúvidas e fortalecer o protagonismo dos povos originários. “Foi um processo de aprendizado, e estamos vendo o governo procurando construir a política pública da forma correta, ouvindo as bases”, afirmou.

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O vereador Micael Javaé agradeceu a abertura ao diálogo e solicitou apoio logístico para a realização das próximas oficinas do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA), marcadas para os dias 16 a 19 de outubro na Aldeia Boa Esperança e de 20 a 23 na Aldeia Horotori. Ele também convidou o secretário e a superintendente Marli para participarem das atividades, reforçando a importância da presença institucional do Estado.

As lideranças indígenas também solicitaram apoio logístico para viabilizar a participação de uma delegação indígena do Tocantins na COP30, que será realizada no próximo mês, em  Belém (PA).

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TOCANTINS

Corpus Christi: Agência de Metrologia orienta consumidores a prevenir acidentes de consumo durante o feriado

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O feriado prolongado de Corpus Christi é uma oportunidade para muitas pessoas viajarem, visitarem familiares ou aproveitarem momentos de descanso. Para que o período seja marcado apenas por boas experiências, é importante adotar medidas de segurança capazes de prevenir os chamados acidentes de consumo — situações em que produtos ou serviços apresentam falhas, defeitos ou não oferecem a segurança esperada ao consumidor.

Com esse objetivo, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), reforça orientações importantes para quem pretende passar o feriado fora de casa. A Agência realiza periodicamente fiscalizações no comércio, verificando se produtos como adaptadores e benjamins atendem aos requisitos de segurança estabelecidos pelos regulamentos técnicos.

O presidente da AEM, Denner Martins, destaca a importância da informação como ferramenta de prevenção. “A Agência tem o compromisso de orientar a população sobre práticas seguras de consumo, contribuindo para a redução de acidentes que podem ser evitados com cuidados simples no dia a dia”, afirma.

Como órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, a AEM recomenda atenção especial aos seguintes pontos durante a hospedagem:

  • Tomadas e instalações elétricas: evite conectar vários aparelhos em uma única tomada, mesmo com o uso de adaptadores ou benjamins. A sobrecarga pode provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios.
  • Cozinha: mantenha crianças afastadas do fogão e de utensílios quentes. Panelas com bases irregulares ou mal posicionadas podem tombar e causar queimaduras.
  • Móveis e eletrodomésticos: observe se estantes, cômodas e outros móveis com risco de tombamento estão devidamente fixados. Televisores devem estar apoiados em superfícies firmes ou instalados conforme as orientações do fabricante.
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Monitoramento de acidentes de consumo

Desde 2013, o Inmetro mantém o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), uma plataforma nacional que reúne registros, relatórios e estatísticas sobre ocorrências envolvendo produtos e serviços. As informações contribuem para o desenvolvimento de ações preventivas, além de auxiliar na avaliação dos impactos desses acidentes na saúde pública e na economia.

Consumidores que tenham vivenciado algum acidente podem registrar a ocorrência de forma digital no portal do Inmetro.

Segundo o presidente da AEM, a participação da sociedade é fundamental para fortalecer a segurança nas relações de consumo. “Quando o consumidor comunica um acidente, ele contribui para o aprimoramento dos processos produtivos e ajuda a evitar que novas ocorrências afetem outras pessoas”, ressalta.

A Agência esclarece que o Sinmac não funciona como canal de reclamações individuais. A ferramenta foi criada para reunir dados estatísticos e subsidiar medidas corretivas e preventivas. Para reivindicações relacionadas a direitos do consumidor, é necessário procurar os órgãos competentes de defesa do consumidor.

 

O que pode ser registrado no Sinmac

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Podem ser informados ao sistema:

  • Acidentes de consumo: quando um produto ou serviço causa danos ao consumidor mesmo sendo utilizado de acordo com as instruções de uso;
  • Acidentes domésticos: ocorrências registradas dentro de casa relacionadas a atos inseguros, associados ou não a produtos;
  • Acidentes por mau uso: situações em que o produto ou serviço é utilizado em desacordo com as orientações do fabricante ou fornecedor;
  • Incidentes: casos em que há falha no produto ou uso inadequado, mas sem ocorrência de lesão ou dano ao consumidor.

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