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Governo do Tocantins publica relatório anual de segurança de barragens

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O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) publicou nessa segunda-feira, 24, o Relatório Estadual de Segurança de Barragens (RESB) 2024. No documento, é destacado a situação das barragens, seus principais riscos e as medidas adotadas para garantir a segurança hídrica e ambiental.

O levantamento identificou 156 barragens cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), distribuídas em 30 municípios do Tocantins. O relatório classificou as estruturas de acordo com altura, volume e categoria de risco, além de relatar as fiscalizações realizadas ao longo do ano.

A fiscalização apontou que 30% das barragens possuem categoria de risco alta, enquanto 68% são classificadas como de risco médio. Além disso, 65% das barragens foram enquadradas com baixo dano potencial associado, enquanto 22% apresentaram risco médio.

Conforme o gerente de Controle e Uso dos Recursos Hídricos, Mateus Chagas dos Santos, entre os principais problemas encontrados estão falta de manutenção adequada, ausência de planos de segurança obrigatórios e estrutura comprometida, fatores que podem aumentar os riscos de rompimento e danos ambientais. “O relatório reforça a importância da fiscalização contínua e do cumprimento da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), estabelecida pela Lei nº 12.334/2010 e atualizada pela Lei nº 14.066/2020. O Naturatins exige que barragens enquadradas na legislação apresentem Planos de Segurança de Barragem (PSB) e Planos de Ação de Emergência (PAE)”, ponderou o gerente.

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Uso da água

No Tocantins, o agronegócio é um dos principais setores econômicos, e grande parte das barragens tem uso voltado para descedentação animal (61%) e irrigação (13%). Apenas 2% das barragens fiscalizadas são destinadas ao abastecimento humano.

Além do uso agropecuário, as barragens desempenham papel fundamental no controle de cheias, geração de energia, piscicultura, turismo e abastecimento industrial. A análise indica que a maioria das estruturas tem altura inferior a 7,5 metros e capacidade de armazenamento de até 3 milhões de metros cúbicos de água.

Conclusão e recomendações

O relatório conclui que, apesar das ações de fiscalização, ainda há grandes desafios na gestão e segurança das barragens no Tocantins. O Naturatins recomenda maior investimento em monitoramento, capacitação de empreendedores e implementação de medidas corretivas para reduzir os riscos de acidentes e garantir a segurança das comunidades próximas.

O documento reforça a necessidade de transparência e governança hídrica, e aponta que, a fiscalização de barragens deve ser contínua para prevenir falhas estruturais e evitar desastres ambientais e socioeconômicos.

O RESB 2024 pode ser acessado integralmente no site do Naturatins no link.

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Dorinha garante apoio federal para plano integrado de desenvolvimento do Matopiba

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Presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, a senadora Professora Dorinha defende planejamento regional com investimentos em infraestrutura, logística, geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional dará apoio institucional à elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado do Matopiba. O avanço é resultado das agendas conduzidas em Brasília pela senadora Professora Dorinha (União), presidente da Frente Parlamentar Mista do Matopiba, para organizar prioridades e ampliar os investimentos nos estados que compõem a região.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, comunicou nesta segunda-feira (20) o posicionamento favorável das equipes técnicas da pasta. A manifestação ocorreu após agendas conduzidas por Dorinha em Brasília, ao lado da secretária extraordinária do Matopiba, Amanda Sobreira, no final de maio. A senadora apresentou ao secretário-executivo do Ministério, Valder Ribeiro, a necessidade de um planejamento capaz de reunir políticas de infraestrutura, logística, desenvolvimento econômico e melhoria das condições de vida da população.

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“O Matopiba precisa ser tratado de acordo com a dimensão estratégica que representa para o Brasil. Queremos construir um plano que organize prioridades, oriente os investimentos e transforme o crescimento econômico em emprego, renda, infraestrutura e qualidade de vida para quem mora na região”, afirmou Dorinha.

A proposta prevê estudos técnicos, planejamento estratégico e integração entre o Governo Federal, o Congresso Nacional, estados e municípios. Com localização estratégica e capacidade institucional, Palmas deverá exercer o papel de centro articulador e administrativo desse processo.

Dorinha também defendeu que a condução das políticas relacionadas ao Matopiba seja transferida para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A mudança conta com o apoio de parlamentares e governadores dos estados que integram o território e busca ampliar a capacidade de execução das ações. “Estamos propondo uma estrutura que consiga integrar diferentes ministérios e tirar os projetos do papel. A região precisa de planejamento, orçamento e capacidade de execução”, explicou a senadora.

Fórum Matopiba
Outro projeto em construção é a realização do Fórum Matopiba, em Palmas. O encontro deverá reunir prefeitos, governadores, investidores, representantes do setor produtivo e instituições públicas para discutir os desafios regionais e apresentar oportunidades de investimento.

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