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Governo do Tocantins inicia nova edição da Operação Capim-Dourado para coibir ilegalidades e proteger o Cerrado

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O Governo do Tocantins dá início, nesta sexta-feira, 1º de agosto, à edição 2025 da Operação Capim-Dourado, uma ação estratégica e interinstitucional coordenada pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) para combater a coleta e transporte ilegais de capim-dourado, práticas de biopirataria e incêndios florestais nos campos naturais do estado. O lançamento da operação acontece no Povoado Mumbuca, às 9h, desta sexta.

A operação ocorre anualmente como forma de assegurar a preservação ambiental e a sustentabilidade da cadeia produtiva do capim-dourado e do buriti, matérias-primas fundamentais para o artesanato tocantinense e a subsistência de diversas comunidades tradicionais. A colheita do capim-dourado está regulamentada para o período de 20 de setembro a 30 de novembro.

O presidente do Instituto, Cledson da Rocha Lima, destaca o esforço conjunto entre órgãos do governo e as comunidades locais. “A Operação Capim-Dourado é uma resposta direta às demandas dos povos tradicionais, associações de artesãos e extrativistas que vivem do manejo sustentável. Nosso foco é garantir o respeito à legislação, à biodiversidade e à cultura do Tocantins”, ressaltou o presidente.

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A força-tarefa conta com o apoio da Polícia Militar Ambiental (BPMA), Grupo de Operações Aéreas (GRAER), Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, Secretaria de Turismo (Setur) e Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot).

Atuação nos campos de coleta

As ações de fiscalização ocorrerão em campos de coleta já mapeados nos municípios de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins (região do Jalapão); Santa Tereza e Tocantínia (região Central); e Dianópolis, Rio da Conceição, Novo Jardim e Pindorama (região Sudeste).

As equipes compostas por fiscais, guardas-parques, brigadistas e servidores do Naturatins, junto às comunidades locais, atuam especialmente na prevenção de incêndios florestais e na garantia do cumprimento do calendário legal de colheita. “Esse trabalho conjunto é essencial para proteger este recurso natural precioso e garantir que ele continue sendo uma fonte de renda e identidade cultural para o povo tocantinense”, afirmou Cândido José dos Santos Neto, gerente de Fiscalização do Naturatins.

Licenciamento obrigatório

Para realizar a coleta, manejo e transporte de capim-dourado e buriti, é obrigatória a obtenção de licença ambiental, conforme a Lei Estadual nº 3.594/2019. O descumprimento da norma pode resultar em advertência, multa, apreensão de material, suspensão ou até perda do direito à licença.

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Transporte proibido para fora do estado

A legislação estadual proíbe o transporte de hastes de capim-dourado in natura para fora do Tocantins. Para coibir essa prática, o Naturatins disponibiliza dois canais anônimos para denúncias de crimes ambientais: Linha Verde: 0800 063 11 55 e Zap Linha Verde (WhatsApp): (63) 99106-7787.

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Tocantins fortalece monitoramento da qualidade da água com parceria entre Semarh, UFT e FAPTO

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O Governo do Tocantins deu mais um passo para fortalecer a gestão dos recursos hídricos e ampliar o conhecimento sobre a qualidade das águas que abastecem o estado.

Nesta quinta-feira, 11, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) formalizou um Termo de Convênio com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), durante cerimônia realizada na Reitoria da universidade, em Palmas.

A parceria prevê a execução de pesquisas aplicadas e análises laboratoriais voltadas ao monitoramento da qualidade da água em rios e lagos tocantinenses. Ao longo de dois anos e seis meses, equipes técnicas irão realizar coletas e avaliações em 80 pontos estratégicos distribuídos pelas diferentes regiões do estado.

A iniciativa busca gerar informações científicas capazes de subsidiar políticas públicas voltadas à preservação dos recursos hídricos, ao acesso à água de qualidade e à ampliação do saneamento básico.

O trabalho também contribui diretamente para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata da garantia da disponibilidade e da gestão sustentável da água para todos.

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Durante a assinatura do convênio, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, destacou que a parceria fortalece a integração entre o poder público e a academia, proporcionando maior agilidade e eficiência na produção de dados técnicos.

“Estamos unindo a experiência da Semarh à excelência técnica da universidade para ampliar nossa capacidade de monitoramento e garantir análises mais rápidas e precisas sobre a qualidade das águas tocantinenses”, ressaltou o secretário.

A reitora da UFT, Maria Santana, enfatizou o papel da universidade na produção de conhecimento voltado ao desenvolvimento sustentável e reafirmou o compromisso da instituição em contribuir com a gestão ambiental do estado por meio de sua estrutura técnica e científica.

Para o presidente da Fapto, Leonardo Araújo, a iniciativa representa um avanço na modernização da política estadual de recursos hídricos, fortalecendo a inovação e a utilização da ciência como ferramenta de apoio à tomada de decisões.

Rede de monitoramento

O  convênio amplia uma estrutura de monitoramento já consolidada pela Semarh. Atualmente, o estado opera uma rede composta por aproximadamente 80 estações hidrometeorológicas distribuídas nas principais bacias hidrográficas tocantinenses.

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As Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) realizam o acompanhamento em tempo real de indicadores como precipitação, níveis dos rios e vazões, fornecendo informações estratégicas para ações de segurança hídrica, prevenção de enchentes e enfrentamento de períodos de estiagem.

 Além do monitoramento hidrológico, o Tocantins mantém uma rede de vigilância da qualidade da água com dezenas de pontos de acompanhamento ambiental. Por meio de análises laboratoriais e sondas multiparamétricas, são avaliados indicadores físicos, químicos e biológicos que permitem acompanhar as condições dos corpos hídricos e calcular o Índice de Qualidade da Água (IQA).

 Com a nova parceria, o estado amplia sua capacidade técnica de produzir informações qualificadas sobre seus recursos hídricos, fortalecendo o planejamento ambiental e contribuindo para a preservação de um dos patrimônios naturais mais estratégicos para o desenvolvimento sustentável do Tocantins.

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