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Governo do Tocantins atua em prol de certificação internacional para projeto inovador de créditos de carbono

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O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis; o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Jaime Café; e o presidente do Instituto Tocantins Parcerias, Aleandro Lacerda, estiveram na quarta-feira, 28, em Brasília (DF), alinhando com o governo federal as parcerias necessárias para dar andamento ao Programa de Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação (REDD+) Jurisdicional, o primeiro do Brasil a comercializar crédito de carbono no mercado voluntário internacional.

Com o objetivo de viabilizar certificações necessárias para chancelar o projeto, os gestores do Tocantins se reuniram com equipes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa); e do Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Comércio (MDIC). Também participaram das reuniões, representantes da Mercuria Energy Trading S/A, empresa com a qual foi firmado um acordo de cooperação técnica e comercial de comercialização dos créditos de carbono, durante missão oficial do governador Wanderlei Barbosa a Genebra, na Suíça. 

A cooperação entre os gestores do Tocantins, os gestores do governo federal e os da Mercuria Energy Trading S/A é fundamental para garantir que o projeto atenda aos critérios de certificação. Essa etapa possibilitará ao Tocantins dar andamento ao Programa de REDD+ Jurisdicional, que tornará o estado o primeiro do país e um dos pioneiros no mundo a comercializar créditos de carbono no mercado voluntário.

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Esse conceito está fundamentado no compromisso do Governo do Tocantins em adotar uma série de medidas ambientais para proteção e preservação; incluindo investimentos em monitoramento e controle ambiental; apoio a áreas ocupadas por comunidades tradicionais e povos originários; compartilhamento dos benefícios e engajamento participativo da sociedade no desenvolvimento sustentável do território.

Durante o encontro, o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, compartilhou informações sobre o contrato em andamento, incluindo detalhes do projeto, metas de sequestro de carbono e as práticas sustentáveis adotadas. “Queremos todos os órgãos envolvidos para que o governo federal esteja engajado conosco nesse projeto inovador. Queremos unir forças para colocar o estado, e até mesmo o país, na vanguarda das iniciativas globais de proteção ambiental”, afirmou.

O presidente da Tocantins Parcerias, Aleandro Lacerda, explicou que, até o momento, não houve uma transação de crédito de carbono florestal jurisdicional no Brasil na modalidade de mercado voluntário. “O estado está caminhando para a efetivação dessa transação inédita no país e pouco explorada em todo o mundo; o que representa uma grande oportunidade de negócio para investidores nacionais e internacionais”, ressaltou.

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Durante a reunião com o secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg, para apresentar o conceito de carbono jurisdicional, o secretário se comprometeu a levar o projeto ao ministro do MDIC, Geraldo Alckmin. “Fiquei muito interessado na proposta. A proposta do projeto de crédito de carbono do Tocantins tem integridade. Eu vou apresentar esse projeto para o ministro Geraldo Alckmin”, enfatizou.

Programa de REDD+ Jurisdicional

O Programa de REDD+ Jurisdicional tem o objetivo de reduzir progressivamente as emissões de gases de efeito estufa decorrentes do desmatamento e da degradação florestal. Esse programa é baseado no Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento e Incêndios Florestais do Estado do Tocantins (PPCDIF); que possui quatro pilares: prevenção; comando e controle; combate; e monitoramento. A iniciativa visa promover a conservação da vegetação nativa, levando em consideração a importância das florestas para as comunidades locais.

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TOCANTINS

Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins garante atendimento à população e contesta suspensão anunciada pelo Hospital Dom Orione

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) segue cumprindo os compromissos firmados com o Hospital Dom Orione, em Araguaína. Segundo a SES, medidas judiciais serão adotadas diante do anúncio da paralisação de atendimentos e não permitirá qualquer interrupção na assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na Macrorregião Norte do Estado.

Diante do anúncio feito esta semana pelo Hospital Dom Orione, a Secretaria explicou que os contratos firmados entre as partes permanecem plenamente vigentes e que a continuidade dos serviços constitui obrigação contratual da unidade hospitalar.

 

Números divergentes

A SES-TO esclarece ainda que os valores divulgados pelo hospital divergem dos registros constantes nos processos administrativos da Secretaria. Por esse motivo, será instaurada auditoria para apurar os débitos efetivamente existentes, conferir a regularidade da execução contratual e garantir total transparência na aplicação dos recursos públicos.

Paralelamente, a pasta notificará formalmente a instituição para que cumpra integralmente as obrigações assumidas em contrato e dará ciência à autoridade judicial competente das medidas adotadas. A Secretaria também adotará todas as providências administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a continuidade dos atendimentos, preservando o direito constitucional da população ao acesso à saúde.

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Dos valores pagos

Somente entre janeiro e julho de 2026, a Secretária de Estado da Saúde do Tocantins efetuou R$ 44.058.971,83 em pagamentos ao Hospital Dom Orione, referentes aos contratos vigentes. Desse total, R$ 17.756.083,22 foram destinados ao contrato nº 127/2022 que trata do serviço de cirurgias cardíacas e R$ 6.530.439,29 ao contrato nº 410/2026 destinado aos serviços de obstetrícia, R$ 11.300.569,31 ao Contrato nº 128/2022; R$ 3.611.450,00 à Requisição do Processo nº 9286/2022; e R$ 4.860.430,01 referem-se ao repasse financeiro previsto na Lei Federal nº 14.434/2022, destinado às entidades filantrópicas que complementam os serviços do SUS, demonstrando que o Estado vem honrando seus compromissos financeiros por meio de pagamentos contínuos ao longo do ano.

Além disso, no último dia 23 de julho, a Secretaria realizou um novo pagamento de R$ 2.451.939,32, valor destinado à amortização dos contratos mantidos com a instituição hospitalar. Desse montante, R$ 1.508.924,00 foram destinados ao contrato nº 007226 com a Rede Alyne e R$ 943.015,32 ao contrato nº 009198 referente a diversas especialidades como os serviços de cardiologia, cirurgias endovasculares e outros reduzindo o saldo financeiro existente entre as partes.

Os relatórios financeiros também demonstram que parte das obrigações contratuais já foi quitada, como os recursos destinados à Rede Cegonha, enquanto os demais contratos seguem em processo de regularização financeira, evidenciando que existe uma relação contratual ativa, com pagamentos sendo realizados e negociação permanente entre o Estado e a instituição hospitalar.

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Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde considera injustificável qualquer interrupção da assistência à população. A prestação de serviços de saúde no âmbito do SUS possui caráter essencial e não pode ser suspensa de forma unilateral, sobretudo quando o Estado mantém o fluxo de pagamentos e trabalha para a regularização integral dos contratos.

 

Abertura ao diálogo

A SES reforça que permanece aberta ao diálogo institucional e à construção de soluções administrativas, mas ressalta que utilizará todos os instrumentos legais necessários para assegurar a continuidade dos atendimentos e preservar o direito constitucional da população ao acesso à saúde.

A Pasta reafirma que a assistência aos usuários do SUS é prioridade absoluta da gestão estadual. Nenhuma divergência administrativa ou financeira pode comprometer a continuidade dos serviços essenciais de saúde, razão pela qual todas as medidas necessárias serão adotadas para garantir que a população continue recebendo atendimento com segurança, qualidade e responsabilidade.

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