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Governador Wanderlei Barbosa anuncia a adesão do Tocantins à medida federal para conter a alta do preço do diesel

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, anunciou nesta terça-feira, 31, a adesão do Estado à medida emergencial do Governo Federal para conter a alta do preço do diesel no país. O programa prevê um subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel importado até o final de maio, sendo R$ 0,60 custeados pela União e R$ 0,60 pelos estados. A iniciativa tem o objetivo de reduzir os impactos da elevação dos preços internacionais do combustível, influenciados pelas recentes tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A decisão foi anunciada pelo chefe do Executivo, durante uma reunião com o secretário de Estado da Fazenda do Tocantins, Donizeth Silva, no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas. O governador Wanderlei Barbosa destacou que a decisão acompanha o entendimento do colegiado e atende à necessidade de resposta rápida diante dos impactos da alta do combustível. “Estamos lidando com um tema que afeta todo o Brasil e estamos atentos aos impactos que a alta dos combustíveis causa na economia e no dia a dia da população. Por isso, o Tocantins apoia a proposta do Governo Federal, contribuindo para buscarmos soluções que garantam a manutenção dos serviços essenciais e a estabilidade de preços. O setor produtivo e a população do Tocantins podem contar com o nosso empenho nesse sentido”, ressaltou o chefe do Executivo.

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O secretário de Estado da Fazenda, Donizeth Silva, reforçou que a adesão do Estado à medida federal tem foco no equilíbrio econômico e na proteção dos setores estratégicos. “Essa iniciativa garante mais estabilidade para a economia do Tocantins e ajuda a proteger produtores e consumidores”, afirmou.

Proposta de redução

A proposta foi apresentada no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colegiado formado pelos secretários estaduais de Fazenda, e contou com a participação do secretário de Estado da Fazenda do Tocantins, Donizeth Silva. A medida surge como alternativa à proposta inicial relacionada ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o combustível.

Durante a reunião, os estados discutiram as condições da subvenção à importação do diesel, ficando acordado que a medida terá duração de dois meses, com definição de limite para a participação financeira dos estados e garantia de que a cota dos entes que não aderirem não será redistribuída entre os demais.

A elevação do preço do diesel, influenciada por fatores externos, como tensões geopolíticas, tem impacto direto nos custos de produção, especialmente no agronegócio, além de afetar o transporte de cargas e os preços de produtos essenciais, como alimentos.

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Com a adesão à proposta, o Tocantins reforça o compromisso com o equilíbrio econômico e a proteção de setores estratégicos, como o transporte e o agronegócio, além de contribuir para reduzir os efeitos da alta do diesel sobre o custo do frete. A medida também auxilia no controle da inflação e busca garantir melhores condições para o setor produtivo, especialmente durante o período de escoamento da produção agrícola.

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TOCANTINS

Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins garante atendimento à população e contesta suspensão anunciada pelo Hospital Dom Orione

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) segue cumprindo os compromissos firmados com o Hospital Dom Orione, em Araguaína. Segundo a SES, medidas judiciais serão adotadas diante do anúncio da paralisação de atendimentos e não permitirá qualquer interrupção na assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na Macrorregião Norte do Estado.

Diante do anúncio feito esta semana pelo Hospital Dom Orione, a Secretaria explicou que os contratos firmados entre as partes permanecem plenamente vigentes e que a continuidade dos serviços constitui obrigação contratual da unidade hospitalar.

 

Números divergentes

A SES-TO esclarece ainda que os valores divulgados pelo hospital divergem dos registros constantes nos processos administrativos da Secretaria. Por esse motivo, será instaurada auditoria para apurar os débitos efetivamente existentes, conferir a regularidade da execução contratual e garantir total transparência na aplicação dos recursos públicos.

Paralelamente, a pasta notificará formalmente a instituição para que cumpra integralmente as obrigações assumidas em contrato e dará ciência à autoridade judicial competente das medidas adotadas. A Secretaria também adotará todas as providências administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a continuidade dos atendimentos, preservando o direito constitucional da população ao acesso à saúde.

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Dos valores pagos

Somente entre janeiro e julho de 2026, a Secretária de Estado da Saúde do Tocantins efetuou R$ 44.058.971,83 em pagamentos ao Hospital Dom Orione, referentes aos contratos vigentes. Desse total, R$ 17.756.083,22 foram destinados ao contrato nº 127/2022 que trata do serviço de cirurgias cardíacas e R$ 6.530.439,29 ao contrato nº 410/2026 destinado aos serviços de obstetrícia, R$ 11.300.569,31 ao Contrato nº 128/2022; R$ 3.611.450,00 à Requisição do Processo nº 9286/2022; e R$ 4.860.430,01 referem-se ao repasse financeiro previsto na Lei Federal nº 14.434/2022, destinado às entidades filantrópicas que complementam os serviços do SUS, demonstrando que o Estado vem honrando seus compromissos financeiros por meio de pagamentos contínuos ao longo do ano.

Além disso, no último dia 23 de julho, a Secretaria realizou um novo pagamento de R$ 2.451.939,32, valor destinado à amortização dos contratos mantidos com a instituição hospitalar. Desse montante, R$ 1.508.924,00 foram destinados ao contrato nº 007226 com a Rede Alyne e R$ 943.015,32 ao contrato nº 009198 referente a diversas especialidades como os serviços de cardiologia, cirurgias endovasculares e outros reduzindo o saldo financeiro existente entre as partes.

Os relatórios financeiros também demonstram que parte das obrigações contratuais já foi quitada, como os recursos destinados à Rede Cegonha, enquanto os demais contratos seguem em processo de regularização financeira, evidenciando que existe uma relação contratual ativa, com pagamentos sendo realizados e negociação permanente entre o Estado e a instituição hospitalar.

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Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde considera injustificável qualquer interrupção da assistência à população. A prestação de serviços de saúde no âmbito do SUS possui caráter essencial e não pode ser suspensa de forma unilateral, sobretudo quando o Estado mantém o fluxo de pagamentos e trabalha para a regularização integral dos contratos.

 

Abertura ao diálogo

A SES reforça que permanece aberta ao diálogo institucional e à construção de soluções administrativas, mas ressalta que utilizará todos os instrumentos legais necessários para assegurar a continuidade dos atendimentos e preservar o direito constitucional da população ao acesso à saúde.

A Pasta reafirma que a assistência aos usuários do SUS é prioridade absoluta da gestão estadual. Nenhuma divergência administrativa ou financeira pode comprometer a continuidade dos serviços essenciais de saúde, razão pela qual todas as medidas necessárias serão adotadas para garantir que a população continue recebendo atendimento com segurança, qualidade e responsabilidade.

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