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PROGRAMA JURIDICIONAL

Governo do Tocantins apresenta Programa Jurisdicional de REDD+ em workshop organizado pelo Ministério de Recursos Naturais da Guiana

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O Governo do Tocantins foi convidado pelo Ministério de Recursos Naturais da Guiana para compartilhar em um workshop suas experiências e seu Programa Jurisdicional de REDD+ (Redução de Emissões de gases de efeito estufa por Desmatamento e Degração). Nesta quarta, 15, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, apresentou, de forma virtual, a iniciativa do Tocantins que está transformando carbono em ativos financeiros. O evento, que tem como objetivo compartilhar experiências sobre programas jurisdicionais de REDD+, contou com a participação de representantes de diversos países e estados brasileiros.

O gestor da Semarh citou a coragem do Tocantins desde o início do processo de implementação de seu Programa Jurisdicional de REDD+, passando pela elaboração dos cálculos de mensuração do volume de créditos e a elegibilidade concedida pela Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+) para comercialização dos crédito de carbono jurisdicional florestal resultantes da redução do desmatamento e da degradação entre os anos de 2016 a 2020, algo classificado pelo secretário como “patrimônio de todos os tocantinenses”.

O arcabouço legal construído pelo Governo do Tocantins também foi citado por Marcello Lelis, o que garante segurança jurídica para o programa. “Foi um trabalho árduo, construído a várias mãos, que fazem do nosso programa um projeto de Estado, algo que está consolidado”, disse, destacando a união de órgãos para que o programa se tornasse realidade. Além do corpo técnico da Semarh capitaneado pela superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais, Marli Santos, somaram esforços a Companhia Imobiliária de Participações, Investimentos e Parcerias (Tocantins Parcerias), a Controladoria Geral do Estado (CGE), a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

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Todo o processo de criação da Tocantins Carbono, a Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para a operacionalização do recurso oriundo do Programa Jurisdicional de REDD+, foi demonstrado, uma etapa importante que envolveu a realização de um edital de chamamento público que resultou na parceria com a Mercuria Energy Trading S/A, empresa da Suíça que compõe a SPE ao lado da Tocantins Parcerias. “Tudo isso foi realizado em absoluta observância das diretrizes do Tribunal de Contas da União [TCU] e é um arranjo que tem permitido agilidade na condução do processo”, pontuou.

Os avanços do ano de 2023 foram elencados pelo secretário, com destaque para dois momentos: o marco histórico no dia 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, com a formalização da assinatura do acordo técnico e comercial com a Mercuria, em Genebra, com a presença do governador Wanderlei Barbosa, e a chegada da primeira parcela do pré-investimento, no valor de R$ 7 milhões, recursos que que serão utilizados nas etapas necessárias para finalização dos estudos e certificação dos créditos, no dia 05 de setembro, Dia da Amazônia.

Com isso, o Tocantins tornou-se o primeiro estado subnacional a entrar no mercado voluntário internacional por meio da transação de créditos de carbono florestal jurisdicional. Até então, apenas duas nações – a Guiana e a Costa Rica – já haviam transacionado carbono nessa mesma modalidade.

Próximos passos

Entre os próximos passos do programa de REDD+ do Tocantins, conforme elencou Marcello Lelis, estão a estratégia de repartição de benefícios e a construção das salvaguardas do Programa Jurisdicional de REDD+ no Tocantins, etapas consideradas fundamentais. “Para isso nós realizaremos uma jornada de oficinas por todas as regiões do estado, além de consulta e audiência pública, para um valioso processo de escuta dos povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, e o agro também, que foi iniciado com a realização do nosso Fórum, em outubro”, ressaltou Lelis.

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Realizado em Palmas nos dias 17 e 18 de outubro, o 1º Fórum REDD+ Jurisdicional do Tocantins com Povos Originários, Tradicionais e Agricultores Familiares reuniu mais de 250 pessoas de diversas regiões do Tocantins, representando 12 etnias indígenas, 48 comunidades quilombolas, agricultores e pescadores de 28 municípios, além de outros segmentos. O evento, que contou com apoio da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), entre outros órgãos parceiros, fortaleceu o diálogo e reuniu importantes contribuições deste público que vão direcionar a realização das oficinas de REDD+ Jurisdicional.

O evento

O evento, que acontece desde terça-feira, 14, integra uma série de discussões entre governos para ouvir e compartilhar experiências sobre programas de REDD+ jurisdicional para impulsionar o crescimento econômico livre de desmatamento. A variedade de tópicos discutidos abrangem todas as etapas da jornada, desde a elaboração de uma estratégia jurisdicional de REDD+ até a venda bem-sucedida de créditos de carbono.

Além disso, o encontro tem como objetivos compartilhar a abordagem e a experiência de REDD+ da Guiana, que utilizou o padrão TREES em seu sistema de contabilidade nacional, o mesmo utilizado pelo Tocantins, o alinhamento do trabalho na construção das salvaguardas, discutir abordagens de mercado e identificar desafios, além de compreender os esforços de outros países para identificar áreas de convergência.

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TOCANTINS

Rastreia/TO avança para etapa prática com identificação de 250 bovinos em Tabocão

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Atividade integra Prova de Conceito que testa procedimentos, equipamentos e tecnologias para implantação da rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Tocantins

A implantação do Rastreia/TO avançou para uma nova etapa na terça-feira, 22, com a realização de atividade prática da Prova de Conceito (PoC) na Fazenda Tupã, da Motta Agropecuária, em Tabocão. Durante o trabalho de campo, 250 bovinos machos, com aproximadamente 18 meses de idade, receberam identificação individual por meio de brincos visuais e eletrônicos, com leitura por tecnologia RFID e registro das informações em sistema digital.

A atividade reuniu equipes técnicas envolvidas na implantação do programa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), com execução técnica conjunta da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins).

O Rastreia/TO integra a política estadual de identificação individual e rastreabilidade de bovinos e bubalinos, instituída pelo Decreto nº 7.164, de 13 de maio de 2026. O trabalho busca testar, em condições reais, procedimentos que permitam acompanhar individualmente os animais e organizar informações relacionadas à origem, movimentação e demais registros da cadeia produtiva.

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Capacitação antecedeu atividade em campo

A prática ocorreu após a capacitação realizada na segunda-feira, 21, em Palmas. A programação preparou técnicos, extensionistas e demais participantes para os procedimentos previstos nesta fase do Rastreia/TO.

Foram apresentadas orientações sobre a Prova de Conceito, boas práticas de identificação animal, utilização dos brincos e equipamentos de aplicação, operação dos leitores eletrônicos e registro das informações no aplicativo RadarBov.

A Prova de Conceito foi estruturada como um teste controlado, com previsão de quatro meses de acompanhamento. O escopo contempla 21 propriedades rurais, entre pequenas, médias e grandes, e aproximadamente 5,3 mil animais.

Além das propriedades participantes, o teste prevê acompanhamento em outros pontos da cadeia produtiva, incluindo revenda agropecuária, leilão e frigorífico. O objetivo é verificar o funcionamento da identificação e da leitura dos animais em diferentes etapas antes do avanço das próximas fases de implantação.

Comitê Gestor do Rastreia/TO

Também na segunda-feira, 21, foi publicada no Diário Oficial do Estado, a Portaria que designa os integrantes do Comitê Gestor do Programa de Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos do Estado do Tocantins, formado pela Seagro, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Adapec, Ruraltins e Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

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As atribuições incluem, definir diretrizes, prioridades e metas estratégicas do programa, acompanhar indicadores e resultados da implantação, aprovar o planejamento anual e propor ajustes técnicos, operacionais e institucionais.

A cadeia produtiva é representada pela Associação Tocantinense de Novilho Precoce (ATNP), Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarne), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet/Senar) e Associação dos Criadores de Nelore do Tocantins (ACNT).

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