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Fé, tradição e resistência: 2º Festejo de Iemanjá reafirma união e combate à intolerância religiosa em Palmas

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Fé, tradição e resistência: 2º Festejo de Iemanjá reafirma união e combate à intolerância religiosa em Palmas

Com homenagens à Rainha do Mar, a celebração reuniu povos de terreiro, autoridades e admiradores, promovendo cultura, respeito e liberdade religiosa na Praia da Graciosa

Eduarda Formiga / Governo do Tocantins

Em um encontro aberto ao público, em referência ao Dia de Iemanjá, celebrado a cada 2 de fevereiro, a Praia da Graciosa foi tomada por fé e devoção durante o 2º Festejo de Iemanjá, na manhã deste domingo, 23, em Palmas, em uma celebração e manifestação religiosa e cultural organizada pela Associação das Casas de Culto Afro-brasileiras do Tocantins (Afeccamto) e Ilè de Odé e Oyá, em parceria com a Prefeitura de Palmas. Em um momento de acolhimento e confraternização, o evento reuniu povos de terreiros de todo estado do Tocantins, autoridades, devotos e admiradores de Odoyá, conhecida como rainha das águas e mãe dos orixás nas religiões de matriz africana. A programação contou ainda com uma apresentação do projeto “Som da nossa fé”, contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Com raízes ancestrais, o encontro também marca o enfrentamento à intolerância e ao racismo religioso, bem como de propagar a cultura e a tradição dos povos de terreiro e das religiões de matrizes africanas, além de promover respeito à diversidade e à liberdade de culto.

Após a carreata que saiu da casa do Pai Willian de Odé, a concentração começou por volta das 8h, em tendas montadas para receber os visitantes. Trajadas de brancos, as pessoas marcaram presença e participaram da programação que contou com giras, cantos e banho de pipoca, onde aconteceram os rituais e a entrega de presentes à Iemanjá. O evento também celebrou a união com duas importantes lideranças religiosas: a Agba Iyalorixá Clara de Oyá, vinda de São Paulo, e a Iyalorixá Mariana de Ayra, de Valparaíso, que representa a casa matriz Ilè Oxumare Ase Ogodo, de Salvador.

Flores, perfumes e preces foram entregues às águas do Lago de Palmas. As oferendas previamente sacralizadas nos rituais do Candomblé foram levadas ao leito do Rio Tocantins como um gesto de devoção a Iemanjá e Oxum em conexão espiritual e ancestral com as águas sagradas. “A família de Santo se uniu com todas as outras casas de Candomblé, de Umbanda, Terecô, do Molocó, Quimbanda, Jurema Sagrada e a maioria das raízes das vertentes das religiões de matriz africana tinham seus representantes aqui na festa de Oxum e de Iemanjá. E é muito importante para cultura tocantinense, porque o Tocantins tem a maioria da sua população de povo preto e pardo para reafirmar toda uma cultura ancestral para o povo de terreiro do estado”, disse o Balorixá William.

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O presidente do Conselho Estadual de Políticas Culturais (CPC-TO), Elpídio de Paula, destacou que o Tocantins é “entranhado pela cultura afro do povo quilombola, do povo de terreiro, que está muito presente. Vemos aqui a força da nossa cultura negra. Aqui está a raiz, a herança cultural e tradicional do nosso povo”, destacou.

A partilha entre irmãos de fé, que permite a troca de saberes e a mobilização político-social, em espaços públicos da capital é de suma importância para a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Tocantins, Cejane Pacini. “É importante que eles se encontrem e aconteçam essas manifestações culturais que fazem parte da cultura, e ao mesmo tempo no contexto de Palmas é interessante ver a ocupação dos espaços públicos e à medida que é possível ter acesso a esses espaços assim como todas as religiões. Também para as pessoas conhecerem a cultura e combater a intolerância religiosa”, declarou.

A carioca Paula Mendes, ao lado de seu marido Anderson Luiz, levou a filha Ana Laura – que recém completou 1 ano neste sábado, 22, – para manifestar seu axé. Paula contou que na primeira edição do festejo, em 2024, estava na maternidade após o nascimento da filha, mas o esposo não deixou de participar para agradecer Iemanjá. Agora, já com um ano e batizada na Umbanda, Ana Laura dançava no colo de seus pais e estava com os olhos atentos a tudo. “De onde vimos era muito comum ver esses encontros de axé em praias. Há quase cinco anos morando em Palmas nunca tinha visto algo parecido. Ano passado meu esposo veio e me contou como estava sendo aceito e respeitado. Encontrar pessoas que compartilham a mesma fé que a gente, nos dá sensação de comunidade e pertencimento”, compartilhou Paula.

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PNAB: Som da nossa fé

Contemplado no valor de R$15.000,00, no edital lançado pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), na categoria Cultura Tradicional, o projeto “Som da nossa fé” se apresentou pela primeira vez no 2º Festejo de Iemanjá. Voltados para os povos de terreiro e com duração de dez meses, a iniciativa busca capacitar cerca de dez alunos para tocar atabaque. Na manhã deste domingo, a proponente e professora Amanda Braz estava no comando do instrumento, ao lado da irmã de santo e cantora Ana Karolina Ferreira e do aluno Pedro Cordeiro.

“Nós temos pessoas capacitadas para tocar ritmos de umbanda, de candomblé, de fazer batuques e de interagir, agregar, harmonizar a comunidade. A nossa proposta é de juntar todo mundo tocando, todo mundo levando axé e fazendo o que ama”, enfatizou a professora. “Aqui é um momento, um local, um evento, onde a gente pode se conhecer e mostrar para a comunidade, professar a nossa fé e mostrar que o que a gente faz é amor, é culto à cultura, à natureza, à ancestralidade e à nossa força dentro do mundo”, completou Ana.

“É muito gratificante fazer parte dessa linda cultura que participamos. Então, é só glória, axé!”, finalizou o ogan Pedro.

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Corpus Christi: Agência de Metrologia orienta consumidores a prevenir acidentes de consumo durante o feriado

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O feriado prolongado de Corpus Christi é uma oportunidade para muitas pessoas viajarem, visitarem familiares ou aproveitarem momentos de descanso. Para que o período seja marcado apenas por boas experiências, é importante adotar medidas de segurança capazes de prevenir os chamados acidentes de consumo — situações em que produtos ou serviços apresentam falhas, defeitos ou não oferecem a segurança esperada ao consumidor.

Com esse objetivo, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), reforça orientações importantes para quem pretende passar o feriado fora de casa. A Agência realiza periodicamente fiscalizações no comércio, verificando se produtos como adaptadores e benjamins atendem aos requisitos de segurança estabelecidos pelos regulamentos técnicos.

O presidente da AEM, Denner Martins, destaca a importância da informação como ferramenta de prevenção. “A Agência tem o compromisso de orientar a população sobre práticas seguras de consumo, contribuindo para a redução de acidentes que podem ser evitados com cuidados simples no dia a dia”, afirma.

Como órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, a AEM recomenda atenção especial aos seguintes pontos durante a hospedagem:

  • Tomadas e instalações elétricas: evite conectar vários aparelhos em uma única tomada, mesmo com o uso de adaptadores ou benjamins. A sobrecarga pode provocar choques elétricos, curtos-circuitos e até incêndios.
  • Cozinha: mantenha crianças afastadas do fogão e de utensílios quentes. Panelas com bases irregulares ou mal posicionadas podem tombar e causar queimaduras.
  • Móveis e eletrodomésticos: observe se estantes, cômodas e outros móveis com risco de tombamento estão devidamente fixados. Televisores devem estar apoiados em superfícies firmes ou instalados conforme as orientações do fabricante.
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Monitoramento de acidentes de consumo

Desde 2013, o Inmetro mantém o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac), uma plataforma nacional que reúne registros, relatórios e estatísticas sobre ocorrências envolvendo produtos e serviços. As informações contribuem para o desenvolvimento de ações preventivas, além de auxiliar na avaliação dos impactos desses acidentes na saúde pública e na economia.

Consumidores que tenham vivenciado algum acidente podem registrar a ocorrência de forma digital no portal do Inmetro.

Segundo o presidente da AEM, a participação da sociedade é fundamental para fortalecer a segurança nas relações de consumo. “Quando o consumidor comunica um acidente, ele contribui para o aprimoramento dos processos produtivos e ajuda a evitar que novas ocorrências afetem outras pessoas”, ressalta.

A Agência esclarece que o Sinmac não funciona como canal de reclamações individuais. A ferramenta foi criada para reunir dados estatísticos e subsidiar medidas corretivas e preventivas. Para reivindicações relacionadas a direitos do consumidor, é necessário procurar os órgãos competentes de defesa do consumidor.

 

O que pode ser registrado no Sinmac

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Podem ser informados ao sistema:

  • Acidentes de consumo: quando um produto ou serviço causa danos ao consumidor mesmo sendo utilizado de acordo com as instruções de uso;
  • Acidentes domésticos: ocorrências registradas dentro de casa relacionadas a atos inseguros, associados ou não a produtos;
  • Acidentes por mau uso: situações em que o produto ou serviço é utilizado em desacordo com as orientações do fabricante ou fornecedor;
  • Incidentes: casos em que há falha no produto ou uso inadequado, mas sem ocorrência de lesão ou dano ao consumidor.

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