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Detran/TO lista as 10 principais consequências de se dirigir com carga acima do limite permitido

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Se você é caminhoneiro ou usa seu carro para transportar diversos objetos e equipamentos, provavelmente já sabe que transitar com o veículo acima do peso permitido é infração de trânsito. Com pontos na habilitação e retenção do veículo, o peso não é sentido apenas no automóvel, mas também no bolso, pois a cada 200 kg de peso extra, é cobrada uma taxa adicional pela conduta, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Porém, o Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), chama a atenção dos condutores para além das penalidades e aponta as 10 principais consequências de dirigir acima do peso. Tal prática traz inúmeros impactos à infraestrutura viária, aumenta os gastos com manutenção e combustível e afeta negativamente o desempenho da viagem.

Além desses fatores, o excesso de peso representa um risco maior à vida do condutor e dos passageiros, pois diminui a capacidade de aceleração do veículo e reduz o tempo de resposta ou de desvio de algum obstáculo na pista.

1. Penalidades

O artigo 231 do CTB estabelece que qualquer veículo que transitar com excesso de peso está sujeito às seguintes penalidades:

Pontuação: quatro pontos na carteira;

Multa: R$ 130,16;

Retenção do automóvel: o veículo fica retido até que outro seja apresentado para transportar a carga excedente, ou o condutor pode apenas descarregar o excesso no local.

Multa acrescida

Além da taxa de R$ 130,16, o condutor é cobrado por um custo adicional a cada 200 kg de peso extra, conforme o inciso IV do art. 231 do CTB:

Peso excedente (em kg) Acréscimo cobrado (em R$)

Até 600 kg acima do peso – R$ 5,32

Entre 601 kg e 800 kg – R$ 10,64

De 801 kg a 1.000 kg – R$ 21,28

De 1.001 kg a 3.000 kg – R$ 31,92

De 3.001 kg a 5.000 kg – R$ 42,56

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Acima de 5.000 kg – R$ 53,20

2. Danos mecânicos e gastos com manutenção

Todo veículo possui peças e componentes com especificações técnicas determinadas que levam em consideração o peso máximo para o transporte de cargas. Ao transitar com peso além do estabelecido, o condutor exige um esforço maior do veículo, o que leva ao comprometimento da mecânica e da estrutura.

Nesses casos, o peso excedente superaquece os freios e compromete a integridade dos pneus, do chassi, dos engates e do próprio implemento. Ao negligenciar os limites de peso do veículo, o condutor terá que arcar com altos gastos de manutenção.

3. Velocidade do caminhão e tempo de resposta

O veículo foi projetado para suportar uma quantidade máxima de carga preestabelecida. Isso significa que, ao exceder tal limite, o motor e os demais componentes têm sua capacidade de acelerar, frear ou desviar de algo no trânsito (como um obstáculo) drasticamente reduzida.

4. Danos à qualidade das vias

As consequências do excesso de peso também trazem à tona o impacto às estradas, comprometendo a sua qualidade. O excesso de peso é responsável por estragos no asfalto de forma exponencial, conforme diz a Lei da Quarta Potência — uma regra básica fundamentada em testes rodoviários. Nela, o dano causado à estrutura do pavimento se eleva na proporção da potência da carga do eixo.

Isso significa que, quando um veículo transita com o dobro do próprio peso, o estrago à via é 16 vezes maior em comparação com um carro que trafega dentro do limite permitido. Isso leva ao surgimento de buracos nas vias e acrescenta mais um fator de impacto à estrutura do veículo, principalmente aos pneus.

5. Gasto com combustível

Transportar carga em excesso faz com que o veículo precise manter maiores rotações para movimentar o peso, o que o faz sair da faixa ideal de eficiência energética. Ao sair dessa faixa, o consumo de combustível aumenta na tentativa de conseguir um ganho pequeno de velocidade ou até mesmo para reduzi-la.

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6. Tombamento da carga e do veículo

A carga excedente compromete a dirigibilidade de diversas formas, em especial na execução de curvas e de manobras mais delicadas. Seja para frear ou acelerar, essa situação pode provocar desequilíbrios e acarretar o tombamento do veículo. Esse perigo se torna ainda mais provável quando a curva é fechada e a velocidade é alta.

7. Risco de sinistros fatais

Juntos, a redução do tempo de reação, os danos às vias e a chance de tombamento elevam consideravelmente a possibilidade de ocorrência de um sinistro fatal no trânsito.

A estrutura do veículo e os equipamentos de segurança foram projetados para aguentar uma determinada quantidade de força. Com a carga excedente, essa força gera uma energia superior à que o veículo suporta e compromete a integridade e a segurança do condutor.

8. Torna o trânsito mais lento

O sobrepeso da carga dificulta o aumento de velocidade do veículo, tornando o trânsito mais lento. Isso se intensifica uma vez que a maioria das pistas é simples, com poucos trechos de ultrapassagem segura e permitida, impedindo que outros veículos acelerem. A lentidão se torna ainda mais presente quando os motoristas tentam desviar de buracos nas vias, diminuindo a área de trafegabilidade.

9. Reduz o tempo de vida útil do veículo

Com diversos desgastes acentuados, trocas de peças e esforços extremos dos componentes, ocorre a deterioração das estruturas mecânicas e a depreciação do veículo, acelerando o fim do seu tempo de vida útil.

10. Emissão de gases poluentes

O excesso de peso traz outra consequência, muitas vezes silenciosa: o aumento da emissão de gases poluentes. Como a carga excedente exige um maior consumo de combustível, esse motor acaba produzindo e liberando muito mais gases provenientes da queima na atmosfera.

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Agência de Metrologia inutiliza 80 pneus reformados irregulares e reforça compromisso com segurança e meio ambiente

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A Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), realizou a inutilização de 80 pneus reformados em conformidade com a Norma Técnica NIT-DIVIG-001/2022, emitida pelo Inmetro e em atendimento ao disposto no artigo 10 da Lei nº 9.933/1999, que estabelece as competências relacionadas à fiscalização e ao controle de produtos sujeitos à regulamentação metrológica e de avaliação da conformidade.

A medida integra as ações permanentes de fiscalização desenvolvidas pela Agência de Metrologia com o objetivo de garantir a segurança dos consumidores, coibir a comercialização irregular de produtos e assegurar que os itens disponíveis no mercado atendam aos requisitos técnicos exigidos pelos órgãos reguladores.

Os pneus reformados inutilizados foram apreendidos durante operações de fiscalização realizadas pela equipe técnica da instituição. Após a conclusão dos procedimentos administrativos e legais, os materiais foram considerados impróprios para comercialização e uso, sendo necessária a sua destruição para evitar o retorno irregular ao mercado consumidor.

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De acordo com o presidente da Agência, Denner Martins, a inutilização dos produtos segue critérios rigorosos estabelecidos pelas normas técnicas do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, garantindo total rastreabilidade e controle sobre os itens apreendidos. “O procedimento também busca prevenir riscos à segurança viária, uma vez que pneus sem condições adequadas podem comprometer a dirigibilidade dos veículos e aumentar as chances de acidentes.”, destaca o gestor.

Após o processo de destruição, os resíduos gerados foram encaminhados ao Ecoponto de Pneus da Capital, unidade vinculada à Secretaria Municipal de Zeladoria Urbana, inscrita no CNPJ nº 24.851.511/0043-34, responsável pela destinação ambientalmente adequada desse tipo de material.

O descarte correto dos pneus é considerado uma etapa fundamental do processo, contribuindo para a preservação ambiental e evitando impactos causados pelo descarte irregular de resíduos sólidos. Além disso, a iniciativa reforça a importância da responsabilidade compartilhada entre órgãos públicos e instituições parceiras na promoção de práticas sustentáveis. Todo o procedimento foi acompanhado pela Comissão de Destruição da AEM, formada por servidores efetivos do órgão: Abiane Carvalho Freitas, Agnes Rocha Barbosa, Aparecida Maria de Jesus e Luciana Castro de Saboia Oliveira.

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A Agência de Metrologia destaca que ações como esta fazem parte do trabalho contínuo de fiscalização e monitoramento do mercado, desenvolvido para assegurar o cumprimento das normas técnicas, proteger os direitos dos consumidores e promover maior segurança à população.

Somente nesta ação, foram destruídos 80 pneus reformados considerados irregulares, reforçando o compromisso da instituição com a legalidade, a segurança e a proteção ambiental no Estado do Tocantins.

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